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terça-feira, 27 de abril de 2021

Oscars 2021: Red Carpet

Depois de revelados os vencedores dos Oscars 2021, analisamos os nossos favoritos da passadeira vermelha, que foi presencial, apesar da pandemia. Eis os 10 modelos que mais gostámos.


A cantora italiana Laura Pausini, nomeada para o Oscar de Melhor Canção Original, desfilou num bonito vestido preto Valentino, com bolsos e de ombros descaídos, e usou jóias Bulgari. Uma opção glamorosa com alguma jovialidade à mistura.



Nomeado para dois Oscars nesta cerimónia (Melhor Actor Secundário e Melhor Canção Original), Leslie Odom Jr. desfilou e deu nas vistas num fato dourado Brioni, sapatos pretos e um vistoso anel Cartier.



Riz Ahmed, nomeado para o Oscar de Melhor Actor, surgiu charmoso num fato escuro Prada, descontraído e elegante. Destaque ainda para o relógio Girard-Perregaux a sobressair.




Youn Yuh-jung venceu o Oscar para Melhor Actriz Secundária pelo seu papel em Minani, e destacou-se na passadeira vermelha. A actriz usou um vestido com bolsos azul escuro Marmar Halim e jóias Chopard. 


A mexicana Michelle Couttolenc fez História ao ser a primeira mulher vencedora de um Oscar na  categoria de Melhor Som pelo trabalho em Sound of Metal. Contudo, a engenheira de som também deixou a sua marca na red carpet, com um distinto vestido bordado preto e pérola da estilista mexicana Claver Munguía.




As tranças, os brincos, o vestido e a presença de Garrett Bradley, realizadora de Time, nomeado para Melhor Documentário, não nos deixaram indiferentes. A cineasta surgiu num modelo fluido vermelho Alexandre Vauthier, a combinar com uns brincos brancos, quase tão compridos como as longas tranças, num visual leve e jovial.



Apresentou os nomeados na categoria de Melhor Documentário em Curta Metragem em língua gestual e brilhou na red carpet. A actriz surda e oscarizada Marlee Matlin foi uma das mais bem vestidas da noite dos Oscars 2021, e usou um vestido Vivienne Westwood em tons de preto e prateado, de ombros descaídos e longas mangas.



Vencedora do Oscar para Melhor Canção Original, H.E.R. fez sensação na passadeira vermelha com um modelo Dundas, azul-cobalto, com capuz e muitas transparências, inspirado no fato que Prince usou em 1985, quando recebeu o Oscar por Purple Rain. A acompanhar, a cantora usou o cabelo penteado ao lado, uns óculos de sol Bonnie Clyde e jóias Chopard.



Amanda Seyfried deu nas vistas com um lindíssimo vestido vermelho Armani Privé, de original decote em V e saia volumosa. A acompanhar, usou o cabelo num apanhado clássico e jóias Forevermark.



Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Maria Bakalova foi a nossa favorita na red carpet. A jovem actriz desfilou num vestido branco Louis Vuitton, estilo princesa, com uma farta saia e profundo decote em V. A maquilhagem, cabelo e jóias deram o toque final ao visual.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Oscars 2021: As Actrizes Secundárias

Começo a análise pré-Oscars aos nomeados com a categoria de Melhor Actriz Secundária. Das veteranas às estreantes, reúne-se um grupo de interpretações de qualidade e bastante equilibradas. Temos grandes nomes e algumas estreantes nestas andanças dos prémios. 

Fazer comédia com sucesso não é para qualquer pessoa, e Maria Bakalova fá-lo com um à-vontade surpreendente, por isso é ela a primeira da minha lista. Eis as nomeadas por ordem de preferência.


1. Maria Bakalova (Borat, o Filme Seguinte / Borat Subsequent Moviefilm)

Numa dupla inesquecível com Sacha Baron Cohen, a búlgara Maria Bakalova é uma das grandes revelações da época, na pele de Tutar, filha de Borat. Corajosa - a cena com Rudy Giuliani ficará para a História -, aparentemente inocente, segura e divertida, a jovem cativou atenções, para além de ter dado à longa-metragem um lado feminista, especialmente necessário no contexto dos acontecimentos.

2. Olivia Colman (O Pai / The Father) 

Ao lado do veterano Anthony Hopkins, Olivia Colman incorpora o rosto exausto de uma filha incansável e dedicada, que vê desaparecer, aos poucos, a existência do homem que a criou. A actriz tem uma interpretação contida e comovente, num esforço contínuo pelo bem estar do pai.

3. Glenn Close (Lamento de uma América em Ruínas / Hillbilly Elegy)

Sete nomeações depois, ainda não deve ser este o ano de Glenn Close. O filme é fraco, mas a actriz tem uma fabulosa interpretação como a avó Mamaw. Close incorporou uma forma de andar e falar muito característica e está transfigurada, de aspecto descuidado e modos grosseiros - e, no final, a partir de vídeos caseiros da família Vance, podemos constatar como está igual à verdadeira avó de J.D. Curiosamente, a personagem valeu-lhe nomeação para os Oscars e para os Razzie Awards.

4. Youn Yuh-jung (Minari) 

Aos 73 anos, a sul-coreana Youn Yu-jung conquistou a sua primeira nomeação para os Oscars. A maior força de Minari reside na relação que se constrói entre a sua personagem, a avó recém-chegada, e o neto, o estreante Alan S. Kim. A fragilidade da idosa, mas igualmente os esforços que faz na conquista da simpatia do neto - que a considera uma avó pouco comum -, tornam o desempenho da actriz digno de distinção.

5. Amanda Seyfried (Mank)


Amanda Seyfried será a nomeada com menos hipóteses este ano - mas surpresas podem sempre acontecer. Na pele de Marion Davies, Seyfried tem um papel pequeno mas relevante para a acção. A elegância da actriz alia-se ao desalento de uma mulher que sente que a carreira está a perder fulgor e a idade vai passando.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Globos de Ouro 2021: Red Carpet

Numa edição totalmente diferente do habitual devido à pandemia, a cerimónia dos Globos de Ouro 2021 foi mais virtual do que presencial. Não deixou, ainda assim, de ser uma oportunidade para as estrelas desfilarem, fosse na passadeira vermelha ou nos corredores lá de casa. Destacamos, como de costume, alguns dos modelos que mais se destacaram.


O actor de O Mauritano, Tahar Rahim, destacou-se no seu fato azul escuro luminoso da Louis Vuitton.


Também vestida pela Louis Vuitton, esteve Regina King. A actriz e realizadora - nomeada pela sua estreia na realização com One Night in Miami... - surgiu deslumbrante num vestido preto e prateado, com jóias da Forevermark.


Aos 83 anos, Jane Fonda continua com uma beleza e forma invejável, e certeira no discurso. A actriz, homenageada nesta edição dos Globos de Ouro com o prémio Cecil B. DeMille, desfilou na passadeira vermelha com um fato branco-pérola e arrebatou-nos.


Muito clássica e elegante, Lily Collins surgiu num vestido de um só ombro e manga comprida da Saint Laurent por Anthony Vaccarello, em tons verdes, dourados, azuis e castanhos. As jóias são da Cartier.



Vencedora de um Globo de Ouro pela sua interpretação da Princesa Diana na série The Crown, Emma Corrin escolheu um vestido original, preto e branco, da Miu Miu e jóias Cartier.


Nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária por Mank, Amanda Seyfried escolheu um vestido rosa coral Oscar de la Renta, muito elegante, acompanhado de jóias discretas da Forevermark. O penteado clássico e a maquilhagem muito natural deram-lhe ainda mais glamour.


Satchel Lee, filha de Spike Lee e uma das embaixadoras dos Globos de Ouro nesta edição, surgiu elegante num vestido preto e prateado da Gucci. A abertura lateral na perna, bem como os efeitos na zona do tronco destacaram o lado jovem e atrevido da activista.


Deslumbrante, a vencedora do Globo de Ouro pela minissérie The Queen's Gambit, Anya Taylor-Joy, surgiu ela própria em porte de rainha, num estonteante vestido verde Christian Dior, de alças e decote em V, e capa volumosa. O cabelo e maquilhagem simples compuseram o look, que não passou despercebido.


Gal Gadot desfilou na red carpet com um vestido branco curto da Givenchy, com uma sobreposição em jeito de capa, mais leve, sobre os ombros e costas. Simples e elegante.


Foi num estonteante vestido vermelho cintilante que Maria Bakalova se estreou como nomeada nos Globos de Ouro. A actriz búlgara surgiu num volumoso vestido cai-cai Giorgio Armani, e mala da Tyler Ellis.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Crítica: Borat, o Filme Seguinte / Borat Subsequent Moviefilm (2020)

"People make recognize my face. I would need disguises."

Borat


*7/10*

Em 2006, Sacha Baron Cohen trouxe-nos o primeiro filme dedicado à icónica personagem, Borat, e o seu regresso, em 2020, foi muito esperado e auspicioso. Incisivo e provocador, Borat, o Filme Seguinte, realizado por Jason Woliner, veio na altura certa, filmado em plena pandemia, estreado em vésperas das eleições norte-americanas. 

"Com o extenso título Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for Make Benefit Once Glorious Nation of Kazakhstan esta é a sequela do falso documentário que acompanha Borat Sagdiyev, um jornalista fictício da televisão cazaque, numa viagem pelos Estados Unidos. De volta à América, Borat lança-se nos temas da atualidade: o novo vírus, o racismo, a violência policial e, claro, Donald Trump."


O tom de falso documentário (mas que, realmente, tem muito de documental) mantém-se, mas agora toda a gente sabem quem é Borat - ou quase, já que muitos apoiantes de Trump não parecem reconhecê-lo, ou sequer desconfiar da paródia, acolhendo-o em sua casa e alinhando nas suas brincadeiras hilariantes. Ainda assim, no meio de protestos, comícios e uma pandemia, Sacha Baron Cohen arriscou-se muito mais do que no primeiro filme, chegando a usar um colete à prova de balas durante a rodagem.

Desta vez, contudo, o actor não brilha sozinho. Ao seu lado, a búlgara Maria Bakalova é uma das grandes revelações da época, na pele de Tutar, filha de Borat. Corajosa - a cena com Rudy Giuliani ficará para a história -, aparentemente inocente, segura e divertida, a jovem fez uma dupla inesquecível com o protagonista e cativou muitas atenções, para além de ter dado à longa-metragem um lado feminista, especialmente necessário no contexto dos acontecimentos.


Politicamente incorrecto - as provocações a Mike Pence e a outros conservadores marcam grandes momentos do filme -, Borat regressou quando mais era necessário, retomando as suas aventuras inacreditáveis, e tocando nos temas-chave que continuam a dividir a sociedade norte-americana - e parte do mundo.