Mostrar mensagens com a etiqueta Anya Taylor-Joy. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anya Taylor-Joy. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Crítica: Furiosa: Uma Saga Mad Max / Furiosa: A Mad Max Saga (2024)

"Remeber me?"
Furiosa


*8/10*

Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o regresso em grande forma de George Miller à saga que iniciou em 1979 (Mad Max - As Motos da Morte), e que recuperou, em 2015, com Mad Max: Estrada da Fúria. Eis mais um capítulo ecologista e anti-machista da saga, agora com Furiosa - celebrizada por Charlize Theron no filme de 2015 - ao comando das operações. O filme mostra as origens da personagem feminina que brilhou mais que o protagonista no filme de 2015, agora interpretada por Anya Taylor-Joy e Alyla Browne, nas suas versões mais jovens.

"À medida que o mundo desabava, a jovem Furiosa é retirada do Lugar Verde das Muitas Mães e cai nas mãos de uma grande Horda de Motociclistas liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Varrendo o Deserto, deparam-se com a Cidadela presidida por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos guerreiam pela supremacia, Furiosa tem de sobreviver a muitas provações enquanto reúne os meios para encontrar o caminho de volta a casa."


George Miller sabe dar algo de fresco e novo a cada novo filme, fazendo com que Mad Max seja muito mais do que o filme de 1979. Depois de Estrada da Fúria, a história de Furiosa está novamente muito ligada à ecologia e ao esgotamento dos recursos do planeta, já que a protagonista foi criada num lugar de abundância, onde não faltava floresta, alimentos, água potável, energias renováveis e, principalmente, saúde. Em total contraste estão os restantes locais no deserto sem fim em que acontece a longa-metragem e onde, paradoxalmente, o petróleo continua a ser um dos recursos mais explorados e invejados.

Nesta fictícia era pós-apocalíptica, Miller não poupa na violência, como já é imagem de marca de Mad Max, nem faltam motas, carros e outras viaturas a motor, como o grande camião escoltado por War Boys, sempre prontos para o sacrifício.


A calmaria do deserto contagia George Miller que é capaz, como poucos, de encontrar o equilíbrio certo entre grandiosas cenas de acção e batalhas, tiros e explosões, e o silêncio ensurdecedor da solidão que rodeia Furiosa.

Destaque, uma vez mais, para banda sonora poderosa de Tom Holkenborg, a acompanhar a destreza técnica (direcção de fotografia, montagem, som, direcção artística e caracterização são fundamentais para o resultado final) de Furiosa: Uma Saga Mad Max, com planos de tirar o fôlego num deserto sem fim, e as sequências de acção, tão bem filmadas.


Nas interpretações, Anya Taylor-Joy tem poucas linhas de diálogo, mas os seus olhos e expressão transmitem muito mais que palavras. A isso junta-se toda uma capacidade física que terá sido, provavelmente, o maior desafio da actriz. Também na pele de Furiosa, mais jovem, Alyla Browne demonstra um carisma imenso e a capacidade de exprimir um misto de emoções fortes, sejam elas tristeza, raiva ou resiliência.

Do lado dos "maus", o foco está na grande interpretação e transformação de Chris Hemsworth, como Dr. Dementus. Entre a maldade doentia, a fúria e desejo de poder, junta-se uma leve componente cómica que o actor transmite de forma, muitas vezes, hilariante no meio da tragédia. Fica subentendido que também ele foi marcado por traumas que se espelham no pequeno urso de peluche que traz sempre consigo.


George Miller não pára de se reinventar, sem nunca esgotar a fórmula. Furiosa: Uma Saga Mad Max é a mais recente prova de como, em parceria com o argumentista Nick Lathouris, o realizador e criador de Mad Max ainda tem muito para oferecer.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Crítica: O Menu / The Menu (2022)

"You will eat less than you desire and more than you deserve."
Elsa


*7.5/10*

A experiência cinematográfico-gastronómica que O Menu, de Mark Mylod, proporciona não é para palatos sensíveis. Ralph Fiennes é o chef anfitrião, que dita as ordens neste pesadelo de emoções culinárias. E que delícia de comédia negra!


"Um jovem casal, Margot (Anya Taylor-Joy) e Tyler (Nicholas Hoult), viaja para uma ilha remota para comer num restaurante exclusivo, Hawthorn, onde o solitário e mundialmente famoso Chef Julian Slowik (Ralph Fiennes) preparou um menu de luxo para os seus convidados especiais."

A cozinha refinada mais exclusiva transforma-se num inferno à mesa para os clientes do restaurante de Julian Slowik. Mark Mylod filma um thriller satírico com uma ementa inesperada, onde cada prato traz uma pitada de humor, crítica social e um travo de temor. E nesta odisseia de sabores e inquietações, Ralph Fiennes está assombroso, num misto de controlo, frieza, desilusão e loucura, e remete, inevitavelmente, para alguns reconhecidos chefs nacionais e internacionais - e para tantos programas de culinária que povoam os canais de televisão.


Eis a sátira aos restaurantes de fine dining, aos grandes chefs, às estrelas Michelin, aos foodies do instagram e críticos gastronómicos e, em última análise, às classes sociais, ao consumismo e às aparências.

Com personagens-tipo imprevisíveis e situações inesperadas, até mesmo para o chef Julian, o mentor deste restaurante exclusivo, O Menu distingue-se ainda pela estética, não apenas no que toca ao empratamento da refeição, mas igualmente na decoração do espaço e na configuração da ilha. Há que destacar o trabalho da direcção artística, bem como da direcção de fotografia, potenciadora do suspense da longa-metragem.


O Menu é um convite à degustação da fusão cínica e certeira entre culinária e cinema. Depois deste filme, jantar fora nunca mais vai ser igual.

domingo, 24 de abril de 2022

Sugestão da Semana #504

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o novo filme de Robert Eggers, O Homem do Norte, que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: The Northman
Realizador: Robert Eggers
Elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Ethan Hawke, Anya Taylor-Joy, Gustav Lindh, Björk, Willem Dafoe, Ralph Ineson
Género: Acção, Aventura, Drama
Classificação: M/16
Duração: 136 minutos

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Crítica: O Homem do Norte / The Northman (2022)

"I will avenge you, Father. I will save you, Mother. I will kill you, Fjölnir."

Amleth


*8/10*

Robert Eggers regressa com o visceral O Homem do Norte (The Northman), onde lendas e espíritos se juntam numa acção comandada pelo desejo de vingança. Semelhanças com Hamlet, de William Shakespeare, não são coincidência, já que ambos se inspiram no lendário herói nórdico, Amleth. Contudo, Eggers, em coautoria com o escritor islandês Sjón, cria a sua própria visão dos mitos e lendas escandinavos, inserindo-os no universo sujo e sombrio que caracteriza os seus filmes.

"Durante a viragem do século X, na Islândia, o jovem príncipe Amleth está à beira de se tornar um homem quando o pai é brutalmente assassinado pelo tio, que rapta a mãe do rapaz. Fugindo do seu reino insular por barco, jura vingança. Duas décadas mais tarde, Amleth é um viking berserker que invade aldeias eslavas. Num desses lugares, uma vidente recorda-o do seu voto: vingar o pai, salvar a mãe, matar o tio. Viajando num navio de escravos para a Islândia, Amleth infiltra-se na quinta do seu tio com a ajuda de Olga, uma mulher eslava."

Ainda que a história que inspira o filme de Eggers já seja conhecida, o desenlace não é óbvio nem desilude. A vingança e o desejo de justiça são motivação para cada acto de Amleth, onde a acção é contrabalançada com suspense e misticismo - tudo bem ao estilo do realizador (basta lembrar O Farol e A Bruxa) - e muita violência.

O Homem do Norte é exímio na recriação do ambiente inóspito e brutal da época, das batalhas sangrentas, das perigosas viagens de barco nos mares do norte, do trabalho escravo ou da leviandade com que os poderosos tratam os seus subordinados.

No protagonista, Amleth, são trabalhados muitos sentimentos e emoções: da criança que admira o pai e quer estar à altura das suas expectativas, ao trauma que alimenta o desejo de vingança e o obriga a partir para terras desconhecidas; ou do adulto selvagem e implacável, que recupera o seu lado racional e retoma o desejo de fazer justiça ao pai e salvar a mãe. Ao fim de 20 anos, Amleth reencontra-se com o passado e tem a oportunidade de experimentar muitos sentimentos que deixou de parte - entre eles o amor. Alexander Skarsgard revela-se empenhado e tão capaz quer na componente física do papel - onde adopta uma postura quase animalesca -, como na psicológica, com diferentes nuances emocionais ao longo da longa-metragem.

Mas é tecnicamente que O Homem do Norte realmente se eleva. Nos cenários gelados da Islândia, há que dar todo o mérito ao fabuloso trabalho da direcção de fotografia de Jarin Blaschke (o mesmo dos anteriores filmes de Eggers) que, entre o gelo, a lama e os vulcões fumegantes, consegue captar, através da iluminação das imagens - também diurnas, mas em especial as nocturnas -, os corações gélidos das personagens e o calor do ódio que carregam em si. As sequências de acção são intensas e bem coreografadas, potenciadas mais ainda pela excelente montagem de Louise Ford. A pairar, qual fantasma, a banda sonora de Robin Carolan e Sebastian Gainsborough funde-se com os uivos e gritos de guerra ou de terror.

O Homem do Norte veio alargar o espectro da filmografia de Robert Eggers, reforçando a criatividade e o talento que o realizador tem para entorpecer as audiências e, ao mesmo tempo, prendê-las à visceralidade tanto visual como psicológica da sua obra.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Crítica: A Noite Passada em Soho / Last Night in Soho (2021)

"Do you believe in ghosts?"

Eloise


*8/10*

A criatividade sem limites de Edgar Wright junta-se ao leque de influências do realizador e resulta num inspirador giallo moderno chamado A Noite Passada em Soho. Um filme que explora duas eras distintas como se fossem a mesma, com personagens dúbias e muito suspense.

A Noite Passada em Soho acompanha Ellie (Thomasin McKenzie), uma jovem estudante, apaixonada por design de moda, que misteriosa e inesperadamente consegue entrar na década de 1960 onde encontra a sua musa, Sandie (Anya Taylor-Joy) uma jovem "aspirante a cantora. Mas Londres dos anos 60 não é o que parece, e o tempo parece desmoronar-se à sua frente com consequências sombrias…".

Desde logo somos confrontados com algo de sobrenatural associado à protagonista, que alimenta uma ligação especial com a falecida mãe. Os espelhos são a revelação da mente perturbada de Ellie, que se degrada com o avançar da narrativa, e o terror psicológico instala-se. Os seus dons - artístico e metafísico - unem-se numa experiência que percorre duas eras e duas vidas distintas, e apresentam-lhe novos rostos, do presente e do passado.

Edgar Wright cria um universo repleto de influências e homenagens: o giallo, Dario Argento, Repulsa, de Polanski, ou os filmes de James Bond são algumas presenças que se destacam na história e suas personagens.

A Noite Passada em Soho leva-nos numa viagem audaciosa, onde abundam beleza, moda, música, sonhos e alucinações. A direcção de fotografia tem um papel preponderante em toda a acção, quer pelos jogos de espelhos, as luzes neon, as sombras, os desfoques e o destaque das cores intensas e vibrantes - em especial nas cenas dos anos 60.

Ainda a direcção artística cuidada é exímia na fusão entre passado e presente: o gira-discos e os discos de vinil, o telefone retro, toda a decoração do quarto da protagonista em casa da avó, as suas roupas ou a jukebox no bar onde trabalha, por exemplo.

Thomasin McKenzie, como Ellie, e Anya Taylor-Joy, como Sandie, conquistam o ecrã com duas personagens tão distintas e que se inspiram mutuamente. A obsessão que a protagonista nutre pela figura da jovem dos anos 60 é fundamental para a decadência de Ellie. Thomasin McKenzie encara a fragilidade e inocência da jovem solitária que acabou de chegar à grande cidade, com a mesma força que desenvolve a curiosidade e a coragem da personagem, em cada incursão nocturna aos anos 60. Já a elegância e o mistério que Anya Taylor-Joy coloca em Sandie justificam todo o encanto que cria em quem a conhece, sejam quais forem as intenções para com ela. Uma mulher segura, sensual e confiante, que Ellie vê como inspiração e quer, por tudo, proteger.

E nesta história que cruza décadas, sempre ao som da melhor música dos anos 60, Edgar Wright traça uma arriscada jornada para as suas personagens, num ambiente tão hipnótico como perigoso, tão belo como violento. 

domingo, 31 de outubro de 2021

Sugestão da Semana #479

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Noite Passada em Soho, o novo filme de Edgar Wright, com Thomasin McKenzie e Anya Taylor-Joy.

A NOITE PASSADA EM SOHO


Ficha Técnica:
Título Original: Last Night in Soho
Realizador: Edgar Wright
Elenco: Thomasin McKenzie, Anya Taylor-Joy, Matt Smith, Terence Stamp, Diana Rigg, Synnøve Karlsen
Género: Drama, Mistério, Terror
Classificação: M/16
Duração: 116 minutos

segunda-feira, 5 de abril de 2021

SAG Awards: Os Vencedores

Os vencedores dos Screen Actors Guild Awards - os prémios do sindicato de actores norte-americano - foram anunciados na noite de Domingo, 4 de Abril, numa cerimónia virtual pré-gravada.

The Trial of the Chicago 7, The Crown e Schitt's Creek conquistaram os prémios para Melhor Elenco. Eis a lista completa de vencedores:

CINEMA

Melhor Elenco

DA 5 BLOODS

MA RAINEY’S BLACK BOTTOM

MINARI

ONE NIGHT IN MIAMI…

THE TRIAL OF THE CHICAGO 7


Melhor Actriz Principal

AMY ADAMS / Bev – HILLBILLY ELEGY

VIOLA DAVIS / Ma Rainey – MA RAINEY’S BLACK BOTTOM

VANESSA KIRBY / Martha – PIECES OF A WOMAN

FRANCES McDORMAND / Fern – NOMADLAND

CAREY MULLIGAN / Cassandra – PROMISING YOUNG WOMAN


Melhor Actor Principal

RIZ AHMED / Ruben – SOUND OF METAL

CHADWICK BOSEMAN / Levee – MA RAINEY’S BLACK BOTTOM

ANTHONY HOPKINS / Anthony – THE FATHER

GARY OLDMAN / Herman Mankiewicz – MANK

STEVEN YEUN / Jacob – MINARI


Melhor Actriz Secundária

MARIA BAKALOVA / Tutar – BORAT SUBSEQUENT MOVIEFILM

GLENN CLOSE / Mamaw – HILLBILLY ELEGY

OLIVIA COLMAN / Anne – THE FATHER

YUH-JUNG YOUN / Soonja – MINARI

HELENA ZENGEL / Johanna – NEWS OF THE WORLD


Melhor Actor Secundário

SACHA BARON COHEN / Abbie Hoffman – THE TRIAL OF THE CHICAGO 7

CHADWICK BOSEMAN / Stormin’ Norman – DA 5 BLOODS

DANIEL KALUUYA / Fred Hampton – JUDAS AND THE BLACK MESSIAH

JARED LETO / Albert Sparma – “THE LITTLE THINGS

LESLIE ODOM JR. / Sam Cooke – ONE NIGHT IN MIAMI…


Melhor Elenco de Duplos

DA 5 BLOODS

MULAN

NEWS OF THE WORLD

THE TRIAL OF THE CHICAGO 7

WONDER WOMAN 1984


TELEVISÃO

Melhor Elenco - Drama

BETTER CALL SAUL

BRIDGERTON

THE CROWN

LOVECRAFT COUNTRY

OZARK


Melhor Actriz - Drama

GILLIAN ANDERSON / Margaret Thatcher – THE CROWN

OLIVIA COLMAN / Queen Elizabeth II – THE CROWN

EMMA CORRIN / Princess Diana – THE CROWN

JULIA GARNER / Ruth Langmore – OZARK

LAURA LINNEY / Wendy Byrde – OZARK


Melhor Actor - Drama

JASON BATEMAN / Marty Byrde – OZARK

STERLING K. BROWN / Randall Pearson – THIS IS US

JOSH O’CONNOR / Prince Charles – THE CROWN

BOB ODENKIRK / Jimmy McGill/Saul Goodman – BETTER CALL SAUL

REGÉ-JEAN PAGE / Simon Basset – BRIDGERTON


Melhor Elenco - Comédia

DEAD TO ME

THE FLIGHT ATTENDANT

THE GREAT

SCHITT’S CREEK

TED LASSO


Melhor Actriz - Comédia

CHRISTINA APPLEGATE / Jen Harding – DEAD TO ME

LINDA CARDELLINI / Judy Hale – DEAD TO ME

KALEY CUOCO / Cassie Bowden – THE FLIGHT ATTENDANT

ANNIE MURPHY / Alexis Rose – SCHITT’S CREEK

CATHERINE O’HARA / Moira Rose – SCHITT’S CREEK


Melhor Actor - Comédia

NICHOLAS HOULT / Peter – THE GREAT

DANIEL LEVY / David Rose – SCHITT’S CREEK

EUGENE LEVY / Johnny Rose – SCHITT’S CREEK

JASON SUDEIKIS / Ted Lasso – TED LASSO

RAMY YOUSSEF / Ramy – RAMY


Melhor Actor em minissérie ou filme para televisão

BILL CAMP / Mr. Shaibel – THE QUEEN’S GAMBIT

DAVEED DIGGS / Marquis de Lafayette/Thomas Jefferson – HAMILTON

HUGH GRANT / Jonathan Fraser – THE UNDOING

ETHAN HAWKE / John Brown – THE GOOD LORD BIRD

MARK RUFFALO / Dominick Birdsey/Thomas Birdsey – I KNOW THIS MUCH IS TRUE


Melhor Actriz em minissérie ou filme para televisão

CATE BLANCHETT / Phyllis Schlafly – MRS. AMERICA

MICHAELA COEL / Arabella – I MAY DESTROY YOU

NICOLE KIDMAN / Grace Fraser – THE UNDOING

ANYA TAYLOR-JOY / Beth Harmon – THE QUEEN’S GAMBIT

KERRY WASHINGTON / Mia Warren – LITTLE FIRES EVERYWHERE


Melhor Elenco de Duplos

THE BOYS

COBRA KAI

LOVECRAFT COUNTRY

THE MANDALORIAN

WESTWORLD

segunda-feira, 1 de março de 2021

Globos de Ouro 2021: Red Carpet

Numa edição totalmente diferente do habitual devido à pandemia, a cerimónia dos Globos de Ouro 2021 foi mais virtual do que presencial. Não deixou, ainda assim, de ser uma oportunidade para as estrelas desfilarem, fosse na passadeira vermelha ou nos corredores lá de casa. Destacamos, como de costume, alguns dos modelos que mais se destacaram.


O actor de O Mauritano, Tahar Rahim, destacou-se no seu fato azul escuro luminoso da Louis Vuitton.


Também vestida pela Louis Vuitton, esteve Regina King. A actriz e realizadora - nomeada pela sua estreia na realização com One Night in Miami... - surgiu deslumbrante num vestido preto e prateado, com jóias da Forevermark.


Aos 83 anos, Jane Fonda continua com uma beleza e forma invejável, e certeira no discurso. A actriz, homenageada nesta edição dos Globos de Ouro com o prémio Cecil B. DeMille, desfilou na passadeira vermelha com um fato branco-pérola e arrebatou-nos.


Muito clássica e elegante, Lily Collins surgiu num vestido de um só ombro e manga comprida da Saint Laurent por Anthony Vaccarello, em tons verdes, dourados, azuis e castanhos. As jóias são da Cartier.



Vencedora de um Globo de Ouro pela sua interpretação da Princesa Diana na série The Crown, Emma Corrin escolheu um vestido original, preto e branco, da Miu Miu e jóias Cartier.


Nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz Secundária por Mank, Amanda Seyfried escolheu um vestido rosa coral Oscar de la Renta, muito elegante, acompanhado de jóias discretas da Forevermark. O penteado clássico e a maquilhagem muito natural deram-lhe ainda mais glamour.


Satchel Lee, filha de Spike Lee e uma das embaixadoras dos Globos de Ouro nesta edição, surgiu elegante num vestido preto e prateado da Gucci. A abertura lateral na perna, bem como os efeitos na zona do tronco destacaram o lado jovem e atrevido da activista.


Deslumbrante, a vencedora do Globo de Ouro pela minissérie The Queen's Gambit, Anya Taylor-Joy, surgiu ela própria em porte de rainha, num estonteante vestido verde Christian Dior, de alças e decote em V, e capa volumosa. O cabelo e maquilhagem simples compuseram o look, que não passou despercebido.


Gal Gadot desfilou na red carpet com um vestido branco curto da Givenchy, com uma sobreposição em jeito de capa, mais leve, sobre os ombros e costas. Simples e elegante.


Foi num estonteante vestido vermelho cintilante que Maria Bakalova se estreou como nomeada nos Globos de Ouro. A actriz búlgara surgiu num volumoso vestido cai-cai Giorgio Armani, e mala da Tyler Ellis.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Sugestão da Semana #360

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Glass, de M. Night Shyamalan, filme que junta as narrativas de O Protegido (2000) e Fragmentado (2016). Bruce Willis, Samuel L. Jackson e James McAvoy regressam na pele das personagens que já conhecemos, David Dunn, Elijah Price e Kevin Wendell.

GLASS


Ficha Técnica:
Título Original: Glass
Realizador: M. Night Shyamalan
Actores: James McAvoy, Bruce Willis, Samuel L. Jackson, Anya Taylor-Joy, Sarah Paulson
Género: Drama, Mistério, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 129 minutos

sábado, 23 de abril de 2016

IndieLisboa'16: The Witch (2015)

"Wouldst thou like to live deliciously?"
Black Phillip


*9/10*

A Boca do Inferno do IndieLisboa'16 não se fez rogada e presenteou-nos com um dos filmes de terror mais falados dos últimos tempos: The Witch, de Robert Eggers. Perturbador, aterrador, incómodo, visceral, o filme traz-nos uma visão pouco comum do género, numa abordagem corajosa que junta a História e seus mitos e lendas, à bruxaria e satanismo.

Com esta primeira longa-metragem, Robert Eggers conquistou o prémio de melhor realizador no Festival de Sundance.  O filme percorre os ecos da repressão puritana e das caças às bruxas na Nova Inglaterra no século XVII. Na década de 1630, William e Katherine vivem uma vida cristã e estável com os seus cinco filhos. Quando o mais novo, recém-nascido, desaparece, a família começa a desconjuntar-se e a debater-se entre histeria religiosa, magia negra, feitiçaria e possessão.


The Witch não é para os mais sensíveis, nem para os que só esperam sustos. É para os amantes do verdadeiro terror, aquele que não nos deixa nas horas e dias seguintes à sessão, que faz pensar, investigar, remoer. Robert Eggers criou um trabalho exigente, documentado, bem estudado. Cada um poderá interpretar o filme consoante as suas crenças, mas ninguém vai deixar de falar e pensar nele.

No seio do fanatismo religioso, onde o seguimento das escrituras bíblicas se confunde com o medo do Inferno, encontramos esta família, excluída da comunidade e enviada para um terreno isolado, junto à floresta. E com a solidão, o terreno infértil para o cultivo de milho e a escassez de alimentos, fenómenos bizarros começam a acontecer.


O argumento é imprevisível, sem medos, nem pudores. Ora, entre as bruxas e os demónios, os animais - eles que são a única companhia desta família - revelam-se de uma enorme importância para o desenrolar da narrativa.

A adensar todo o ambiente já de si desconfortável e inseguro de The Witch, a banda sonora de Mark Korven é brilhante, surge como representação do desespero das personagens, e quase nos coloca mais alerta do que as imagens. A câmara, o nosso olhar, percorre os terrenos desconhecidos e embrenha-se na floresta, ao lado das crianças e dos pais. Sabemos o mesmo que eles, vemos os mesmos fantasmas, delírios ou simples alucinações - somos os estranhos do futuro que mergulham num passado de tormenta.


A direcção de fotografia de Jarin Blaschke faz um excelente trabalho, quer nas sombras como no ambiente cinzento e enevoado. Ao mesmo tempo, tira excelente partido das cenas de violência ou nudez, com as cores a tornarem-se mais vivas, numa espécie de sugestão do pecado ou das tentações a que as personagens estão expostas.

The Witch vale ainda mais pelas interpretações, especialmente a da jovem Anya Taylor-Joy. Quase desconhecida do grande público, a jovem actriz revela um talento pouco comum. Como Thomasin, Anya mostra-se frágil e desamparada, confusa e amedrontada com os acontecimentos que a rodeiam e, ao mesmo tempo, fria e agressiva, conseguindo ainda assim conquistar totalmente a plateia.

Robert Eggers dá uma nova vida ao cinema de terror. Já tínhamos saudades que nos surpreendessem assim.