Mostrar mensagens com a etiqueta Jessica Chastain. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jessica Chastain. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de março de 2023

Oscars 2023: Red Carpet

Após uma cerimónia com poucas surpresas, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Foram muitos os modelos exuberantes e algo exagerados, todavia encontraram-se alguns vestidos verdadeiramente bonitos e elegantes. E eu, que não percebo nada de moda, continuo a ter os meus gostos. Eis os poucos que se destacaram na noite de Domingo.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Kerry Condon desfilou discreta na passadeira vermelha, mas com uma jovialidade potenciada pelo cabelo solto a condizer com o vestido amarelo do Atelier Versace.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, Cate Blanchett levou um elegante conjunto azul e preto da Louis Vuitton.


Mais uma actriz que é a elegância em pessoa. Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária por Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo, Jamie Lee Curtis exibiu um vestido Dolce & Gabbana em tons champanhe com brilhantes.


Vencedora do Oscar de Melhor Actriz, Michelle Yeoh desfilou com um bonito vestido branco Christian Dior e jóias Moussaieff, que lhe deram um ar muito jovial.


A mais jovem Nobel da Paz, Malala Yousafzai marcou presença na cerimónia dos Oscars com um vestido prateado Ralph Lauren e jóias Fred Leighton. Uma das mais bem vestidas da noite.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, Michelle Williams surgiu encantadora na passadeira vermelha, com um vestido Chanel branco com apontamentos em prateado e uma capa em tule, a condizer com uma maquilhagem discreta e jóias Tiffany & Co.


Destaque para o homem mais bem vestido da noite, Paul Mescal, nomeado para o Oscar de Melhor Actor por Aftersun, surgiu com um fato Gucci, de casaco e camisa brancos e calças pretas estilo à boca de sino. Uma aposta arrojada que lhe ficou muito bem.


Já do lado das mulheres, Jessica Chastain foi a mais bem vestida da noite. A actriz desfilou num vestido prateado Gucci, com decote em v e uma cauda preta. Elegante e distinta.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Oscars 2022: Os Vencedores

A 94.ª cerimónia dos Oscars acontece na madrugada deste Domingo, 27 de Março. Apesar da polémica dos vencedores de algumas categorias não serem televisionados, por aqui, estaremos, como de costume a actualizar os vencedores em tempo real.


Aqui fica a lista completa de vencedores:

Melhor Filme
Belfast
CODA
Don’t Look Up
Drive My Car
Dune
King Richard
Licorice Pizza
Nightmare Alley
The Power of the Dog
West Side Story

Melhor Actor
Javier Bardem (Being the Ricardos)
Benedict Cumberbatch (The Power of the Dog)
Andrew Garfield (Tick, Tick … Boom!)
Will Smith (King Richard)
Denzel Washington (The Tragedy of Macbeth)

Melhor Actriz
Jessica Chastain (The Eyes of Tammy Faye)
Olivia Colman (The Lost Daughter)
Penélope Cruz (Parallel Mothers)
Nicole Kidman (Being the Ricardos)
Kristen Stewart (Spencer)

Melhor Actor Secundário
Ciarán Hinds (Belfast)
Troy Kotsur (CODA)
Jesse Plemons (The Power of the Dog)
J.K. Simmons (Being the Ricardos)
Kodi Smit-McPhee (The Power of the Dog)

Melhor Actriz Secundária 
Jessie Buckley (The Lost Daughter)
Ariana DeBose (West Side Story)
Judi Dench (Belfast)
Kirsten Dunst (The Power of the Dog)
Aunjanue Ellis (King Richard)

Melhor Realizador
Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza)
Kenneth Branagh (Belfast)
Jane Campion (The Power of the Dog)
Steven Spielberg (West Side Story)
Drive My Car (Ryûsuke Hamaguchi)

Melhor Argumento Original
Belfast (Kenneth Branagh)
Don’t Look Up (Adam McKay & David Sirota)
Licorice Pizza (Paul Thomas Anderson)
King Richard (Zach Baylin)
The Worst Person in the World (Joachim Trier & Eskil Vogt)

Melhor Argumento Adaptado
CODA (Sian Heder)
Drive My Car (Ryusuke Hamaguchi & Takamasa Oe)
Dune (Eric Roth, Jon Spaihts & Denis Villeneuve)
The Lost Daughter (Maggie Gyllenhaal)
The Power of the Dog (Jane Campion)

Melhor Filme de Animação
Encanto
Flee
Luca
The Mitchells vs. The Machines
Raya and the Last Dragon

Melhor Filme Estrangeiro
Drive My Car (Japão)
Flee (Dinamarca)
The Hand of God (Itália)
Lunana: A Yak in the Classroom (Butão)
The Worst Person in the World (Noruega)

Melhor Fotografia
Dune (Greig Fraser)
Nightmare Alley (Dan Lausten)
The Power of the Dog (Ari Wegner)
The Tragedy of Macbeth (Bruno Delbonnel)
West Side Story (Janusz Kaminski)

Melhor Montagem
Don’t Look Up (Hank Corwin)
Dune (Joe Walker)
King Richard (Pamela Martin)
The Power of the Dog (Peter Sciberras)
Tick, Tick… Boom! (Myron Kerstein & Andrew Weisblum)

Melhor Design de Produção
Dune (Zsuzsanna Sipos & Patrice Vermette)
Nightmare Alley (Tamara Deverell & Shane Vieau)
The Power of the Dog (Grant Major & Amber Richards)
The Tragedy of Macbeth (Stefan Dechant & Nancy Haigh)
West Side Story (Rena DeAngelo & Adam Stockhausen)

Melhor Guarda-Roupa
Cruella (Jenny Beavan)
Cyrano (Massimo Cantini Parrini)
Dune (Jacqueline West)
Nightmare Alley (Luis Sequeira)
West Side Story (Paul Tazewell)

Melhor Caracterização
The Eyes of Tammy Faye
House of Gucci
Coming 2 America
Cruella
Dune

Melhor Banda Sonora Original
Don’t Look Up (Nicholas Britell)
Dune (Hans Zimmer)
Encanto (Germaine Franco)
Parallel Mothers (Alberto Iglesias)
The Power of the Dog (Jonny Greenwood)

Melhor Canção Original
Be Alive — Beyoncé Knowles-Carter & Darius Scott (King Richard)
Dos Oruguitas — Lin-Manuel Miranda (Encanto)
Down to Joy — Van Morrison (Belfast)
No Time to Die — Billie Eilish & Finneas O’Connell (No Time to Die)
Somehow You Do— Diane Warren (Four Good Days)

Melhor Som
Belfast
Dune
No Time to Die
The Power of the Dog
West Side Story

Melhores Efeitos Visuais
Dune
Free Guy
Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings
No Time to Die
Spider-Man: No Way Home

Melhor Documentário
Ascension
Attica
Flee
Summer of Soul
Writing With Fire

Melhor Curta Documental
Audible
Lead Me Home
The Queen of Basketball
Three Songs for Benazir
When We Were Bullies

Melhor Curta de Animação
Affairs of the Art
Bestia
Boxballet
Robin Robin
The Windshield Wiper

Melhor Curta
Ala Kachuu — Take and Run
The Dress
The Long Goodbye
On My Mind
Please Hold

domingo, 27 de março de 2022

Oscars 2022: As Actrizes Principais

Passamos às nomeadas para o Oscar de Melhor Actriz. Mais um ano de grandes desempenhos femininos no cinema. Das cinco nomeadas, apenas assisti à prestação de quatro - ainda não vi The Eyes of Tammy Faye, com Jessica Chastain, que tem grandes probabilidades de ser a vencedora. 

Três desempenhos fortes e emotivos, exigentes física e psicologicamente, e um menos destacado, apesar de muito competente. Eis as nomeadas, por ordem de preferência.

1. Olivia Colman (The Lost Daughter)

Olivia Colman entrega-se a Leda, dá-lhe a confiança da experiência de vida, pronta para enfrentar quem lhe faça frente, mas também revela fragilidade e desamparo, decorrente da obsessão que cria pela jovem mãe com quem partilha a praia. E um acto inesperado vai desencadear nela um misto de emoções e lembranças, tonturas, sonolência e esquecimentos, para além de uma sensação de perseguição constante. Colman está, como sempre, fabulosa e destaca-se entre as suas concorrentes à estatueta (mesmo que não a vença).


2. Penélope Cruz (Parallel Mothers)

Penélope Cruz, sempre arrebatadora e inteira, na pele da protagonista, interpreta uma mulher de sucesso, independente, cujo sonho de ser mãe se realiza por volta dos 40 anos, de forma quase inesperada, e que abraça só para si sem hesitar. Perante a herança trágica da sua povoação natal e a vontade de lutar pela preservação dos seus antepassados, vê-se ainda a braços com a maternidade, e com um dilema que a deixa de destroçada. Sempre pronta para os desafios de Pedro Almodóvar, a actriz entrega-se física e emocionalmente à personagem.


3. Kristen Stewart (Spencer)

Num filme que ficou aquém do esperado, o desempenho de Kristen Stewart é competente e revela muito empenho da parte da actriz, que captou todos os maneirismos da princesa Diana, para além das óbvias parecenças físicas. Após a introspecção inicial da personagem, há uma explosão de emoções reprimidas: desamparo, revolta e claustrofobia, entre cortinas fechadas, arame farpado e muita vontade de fugir.


4. Nicole Kidman (Being the Ricardos)

Num filme mediano, Nicole Kidman consegue ser a maior força. Como Lucille Ball, a actriz incorpora maneirismos e a forma afectada mas decidida da personagem, ao mesmo tempo que é capaz de ir da comédia ao drama em breves instantes.


Jessica Chastain (The Eyes of Tammy Faye)

Sem avaliação.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2019

Estamos em época de evitar afectos. Abraços e beijos ficam para quando a bonança chegar. Mas não podemos deixar de assinalar o Dia Internacional do Beijo no Hoje Vi(vi) um Filme. Sim, porque recordar é permitido.

Escolhemos então, como de costume, alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2019, aqui estão seis beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

O Dia a Seguir (The Aftermath) - Stephen Lubert (Alexander Skarsgard) e Rachael Morgan (Keira Knightley)


It: Capítulo 2 (It: Chapter Two) - Bill Denbrough (James McAvoy) e Beverly Marsh (Jessica Chastain)


e Beverly Marsh (Jessica Chastain) e Ben Hanscom (Jay Ryan)


Dor e Glória (Dolor y gloria) - Salvador Mallo (Antonio Banderas) e Federico Delgado (Leonardo Sbaraglia)


Joker - Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) e Sophie Dumond (Zazie Beetz)


A Favorita (The Favourite) - Queen Anne (Olivia Colman) e Lady Sarah (Rachel Weisz)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sugestão da Semana #188

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre Perdido em Marte, de Ridley Scott que, apesar de não estar nos favoritos do Hoje Vi(vi) um Filme, é bom entretenimento para esquecer por mais de duas horas a política. Podes ler a crítica aqui.

PERDIDO EM MARTE


Ficha Técnica:
Título Original: The Martian
Realizador: Ridley Scott
Actores: Matt Damon, Jessica Chastain, Chiwetel Ejiofor, Kristen WiigJeff DanielsMichael PeñaSean BeanKate Mara
Género: Acção, Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 141 minutos

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Crítica: Perdido em Marte / The Martian (2015)

"Hi, I'm Mark Watney and I'm still alive... obviously."
Mark Watney

*6/10*

Ridley Scott regressa ao espaço e Matt Damon também. Desta vez, é Marte que serve de palco à aventura dos astronautas que acompanhamos em Perdido em Marte. O território extra-terrestre - entendamos aqui a palavra como sinónimo de "fora do planeta Terra" - está na moda no campo cinematográfico das grandes produções nos últimos anos: Gravidade, InterstellarOs Guardiões da GaláxiaElysium e Prometheus são alguns dos exemplos.

Todavia, Scott já teve muito mais êxito e ambição ao viajar no espaço - Alien é um dos melhores filmes de ficção científica de sempre, possivelmente o melhor título do cineasta. Já Perdido em Marte é bom entretenimento, mas o público parece conseguir adivinhar cada novo desenvolvimento da narrativa, cada nova "surpresa" e até o final - que poderia ter sido muito mais impactante.

Durante uma missão tripulada a Marte, o Astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma tempestade e deixado para trás pela sua tripulação. Mas Watney sobreviveu e encontra-se preso e sozinho num planeta hostil. Com escassos mantimentos, ele terá que contar com a sua criatividade, inteligência e espírito de sobrevivência para encontrar uma forma de comunicar com a Terra e enviar um sinal de que está vivo. A milhões de quilómetros de distância, a NASA e uma equipa de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazê-lo de volta, enquanto, os seus colegas de tripulação planeiam uma ousada missão de resgate.


Nesta história de sobrevivência fora do nosso habitat, um dos primeiros pontos a questionar é a  sua própria plausibilidade. A NASA dar-se-ia a tanto trabalho para fazer regressar um astronauta dado como morto? Lembrando que estamos perante ficção e aceitando a hipótese como possível no grande ecrã, colocam-se outros grandes problemas: tudo é demasiado previsível e os excelentes actores não fazem muito mais para além do que já os vimos fazer no passado, em outros filmes.

No entanto, Perdido em Marte não é um mau filme, mas não passa muito o nível de bom entretenimento, com alguns momentos bem construídos - por exemplo, o facto de Mark Watney ser botânico é um trunfo cheio de originalidade, abrindo possibilidades para alguma diferenciação do filme.

Nas interpretações, Matt Damon destaca-se, sem dúvida, mas sem se superar. Já os outros nomes fortes do elenco: Jessica Chastain, Chiwetel Ejiofor, Kate Mara, Kristen Wiig, Sean Bean, Jeff Daniels ou Michael Peña passam bastante despercebidos.

Essencialmente, esperava-se mais do filme sobre este terráqueo Perdido em Marte e, afinal, quem acabou por se perder no planeta vermelho foi Ridley Scott. Esperemos que, pelo menos por lá, encontre a inspiração necessária para as sequelas de Prometheus.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sugestão da Semana #154

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana recai sobre um dos títulos mais injustamente ignorados pelos Oscars 2015, Um Ano Muito Violento. Das interpretações aos aspectos técnicos, este filme merecia muito mais reconhecimento. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

UM ANO MUITO VIOLENTO


Ficha Técnica:
Título Original: A Most Violent Year
Realizador: J.C. Chandor
Actores: Oscar Isaac, Jessica Chastain, David OyelowoAlbert Brooks
Género: Acção, Crime, Drama
Classificação: M/14
Duração: 125 minutos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Crítica: Um Ano Muito Violento / A Most Violent Year (2014)

"When it feels scary to jump, that is exactly when you jump, otherwise you end up staying in the same place your whole life, and that I can't do."
Abel Morales
*8/10*

O convite irrecusável de J.C. Chandor para entrarmos numa viagem à máfia dos anos 80 chegou com Um Ano Muito Violento. O ambiente sujo e sombrio de Nova Iorque, as desconfianças que nos fazem olhar por cima do ombro a todo o momento e um inusitado mafioso ingénuo e cheio de sentido de justiça e moral ao comando como protagonista fazem desde filme um marco no cinema recente.

Na Nova Iorque de 1981, um ambicioso imigrante luta para proteger o seu negócio e a sua família ao longo do ano mais perigoso da História daquela cidade.

Aqui está uma aposta ganha, e única nos tempos que correm. Um Ano Muito Violento é cativante e envolve-nos num ambiente do qual temos saudades. Se o juntássemos aos famosos Coppola ou Scorsese dos anos 70 e 80, notaríamos muitas diferenças? Parece-me justo afirmar que não. A irónica história do mafioso mais honesto que conhecemos, que anseia por justiça no meio de uma sociedade brutal e corrupta fará as delícias dos fãs de um género que parecia esquecido para o cinema actual. O ponto de partida é inteligente e começa desde logo no título: nada como inserir o nosso lutador protagonista na Nova Iorque mais violenta de que há memória. Ali está a nossa anfitriã. Seguimos o protagonista pelas ruas desertas, pelas estações de comboio grafitadas, seguimos os camiões de combustível pelas estradas intransitáveis, onde o perigo espreita pelos espelhos laterais. No meio desta cidade suja e insegura vamos temer pelas personagens que vemos e vamos ansiar pela justiça que teima em chegar.


Oscar Isaac incorpora o nosso protagonista Abel Morales, imigrante, homem de negócios do ramo dos combustíveis, que se vê, de repente, com problemas em várias frentes que põem em jogo o seu trabalho, família e tudo o que construiu. Perante as adversidades, Abel coloca o orgulho de lado, rebaixa-se, corre atrás de culpados e clama por justiça. Isaac tem uma interpretação sóbria e sentida, com a caracterização a contribuir para o seu aspecto de homem maduro, que sofre na luta por salvar o seu sonho. Ao seu lado, uma mulher dos "diabos", a sua esposa, Anna Morales ou Jessica Chastain num registo mais agressivo e provocador - que parece estar no sangue da personagem -, e extremamente protectora da família, mesmo que isso envolva atitudes menos comuns. Ela não é bem aquilo que parece, e a actriz tem aqui uma das suas melhores performances.


A realização de J.C. Chandor abrilhanta o argumento, relativamente simples, mostrando-nos Nova Iorque como já não a víamos há muito tempo. Uma aura pesada paira sobre ela - a mesma que se sente na banda sonora -, uma espécie de névoa, quase invisível, deixa-nos desconfortáveis e receosos, tal como às nossas personagens. A fotografia é fabulosa e leva-nos nesta viagem no tempo, a esta cidade sombria e de negócios obscuros, onde direcção artística, caracterização e guarda-roupa fazem igualmente um trabalho muito competente.

Chandor supera-se a cada filme e nós alinhamos em entrar na sua visão deste ano muito violento nova-iorquino. Abel e Anna fazem-nos companhia entre máfia, jogos de interesses e insegurança e ensinam-nos a deixar de ser ingénuos... porque, provavelmente, ninguém é totalmente honesto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #141

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana vai para Interstellar, o novo filme de Christopher Nolan.

INTERSTELLAR

Ficha Técnica:
Título Original: Interstellar
Realizador: Christopher Nolan
Actores:  Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica ChastainMackenzie FoyMichael Caine
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ads & Cinema #11

A lindíssima Jessica Chastain volta a dar a cara pela Yves Saint Laurent, desta vez pela fragrância Manifesto L'Eclat lançada esta Primavera. Lembremo-nos que a actriz já tinha surgido na campanha do Manifesto com as mãos pintadas de roxo (relembra-te aqui).


As cores que pintam o cartaz são as mesmas, mas, desta vez, Chastain surge mais sexy e provocante, de cabelo solto, sem deixar de lado a elegância que a caracteriza e que se enquadra perfeitamente com a imagem da marca. O poster já se encontra pelas ruas portuguesas.

Espreita os bastidores da sessão fotográfica.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Globos de Ouro 2014: Red Carpet

Depois de conhecidos os vencedores dos Globos de Ouro 2014, fala-se agora dos modelos com que as estrelas desfilaram na passadeira vermelha.


Mais uma vez, e como é hábito, farei um breve destaque das escolhas que mais me agradaram, vistas na noite de Domingo na red carpet - sempre com a ressalva de que não percebo de moda. 


Uma Thurman surgiu muito elegante num vestido escuro Versace.

Olivia Wilde apresentou-se uma grávida lindíssima no vestido verde da Gucci Premiere.

Jessica Chastain raramente desilude. Desta vez surgiu discreta mas a transbordar elegância num vestido Givenchy

Um dos vencedores da noite, Leonardo DiCaprio chegou vestido pela Armani e cheio de glamour.

Quem também levou um Globo de Ouro para casa foi Matthew McConaughey que esteve muito elegante, ao lado da esposa Camila Alves, ambos vestidos pela Dolce & Gabbana.

Discreta, simples e cheia de estilo, esteve Julia Roberts, lindíssima num vestido Dolce & Gabbana.


Mais uma grávida nesta lista, Kerry Washington desfilou pela red carpet com um bonito e simples vestido branco Balenciaga.

Uma das minhas nomeadas favoritas, Lupita Nyong'o, não levou o Globo de Ouro para casa, mas foi, sem dúvida, uma das mais bem vestidas da noite. O vestido vermelho da Ralph Lauren deixou-a deslumbrante.

Não foram muitos os que morreram de amores pelo vestido Prabal Gurung que Sandra Bullock escolheu para esta noite de prémios. Para mim, no entanto, o outfit assentou-lhe que nem uma luva, dando-lhe um ar leve, que, em conjunto com a maquilhagem e o cabelo, resultou num look fresco e sedutor.

O casal Tatum - Channing e Jenna Dewan - transbordou elegância na passadeira vermelha. O actor num fato Gucci e a esposa num justo vestido branco com bordados em preto da Roberto Cavalli.

Margot Robbie foi certamente uma das mais sexy e bem-vestidas da noite, num discreto vestido branco-pérola da Gucci. Um dos meus preferidos.

Outro dos meus vestidos favoritos da noite foi envergado pela actriz Amber Heard, que desfilou num lindíssimo Versace azul escuro, elegante e sensual, que pedia um cabelo a condizer - o que, na minha opinião, não aconteceu.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ads & Cinema #1

Porque a publicidade e o cinema por vezes se juntam, quer pelos protagonistas dos anúncios publicitários, quer por cineastas como autores dos spots, quer pela própria aura que estes apresentam, o Hoje Vi(vi) um Filme inicia uma nova rubrica. Ads & Cinema pretende destacar alguns exemplos de quando essa fusão resulta harmoniosamente.

Para começar, destaco Jessica Chastain nos mupis do perfume Manifesto da Yves Saint Laurent, que estão por todo o lado. Deslumbrante e intensa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: A Red Carpet

Fugindo a qualquer tipo de estereótipo que possa criar-se, a autora deste blog não percebe nada de moda, mas, claro, tem os seus vestidos favoritos entre os que desfilaram pela red carpet da 85ª cerimónia dos Oscars. A grande diferença é que muitas das escolhas aqui apresentadas não agradarão a grande parte dos interessados pelo tema, que, muito provavelmente, os irão considerar de muito mau gosto, por algum motivo que devo desconhecer.

Mas porque a diversidade de opiniões é que interessa, aqui vos deixo os meus favoritos da noite/madrugada de ontem.


Ao lado do marido LIEV SCHRIEBER, a belíssima NAOMI WATTS, nomeada para Melhor Actriz, surpreendeu com este vestido  Giorgio Armani bastante original.


Muito elegante esteve HELEN HUNT no seu vestido azul H&M.


Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária em 2012, OCTAVIA SPENCER desfilou num belíssimo vestido Tadashi Shoji.


Sempre o casal mais divertido HELENA BONHAM CARTER e TIM BURTON compareceram no seu estilo muito próprio. A actriz de Os Miseráveis desfilou num irreverente e bonito vestido Vivienne Westwood.


Nomeada para Melhor actriz, JESSICA CHASTAIN desfilou com um Giorgio Armani que condizia e realçava a sua figura.


Uma das vencedoras da noite, ANNE HATHAWAY, que conquistou o Oscar de Melhor Actriz Secundária, desfilou num simples e elegante modelo Prada. Alvo de aparente chacota nas redes sociais, devido ao pormenor do vestido na zona do peito, que o acentuava, a actriz esteve deslumbrante, como sempre. Um dos meus favoritos da noite, contra tudo o que se tem escrito.


JENNIFER ANISTON desfilou deslumbrante num vestido vermelho da Valentino.


A mais jovem nomeada de sempre, QUVENZHANE WALLIS, desfilou elegante num vestido azul da Giorgio Armani. A acompanhar um divertida mala que condizia com a pequena actriz de nove anos. 


A actriz OLIVIA MUNN desfilou com um dos modelos que mais me agradaram. Um vestido Marchesa vermelho com bordados em dourado, arriscado, mas com um corte sublime.


Simples, sensual e elegante, CHARLIZE THERON no seu vestido branco Dior conquistou o meu favoritismo entre os modelos que desfilaram pela red carpet. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: As Actrizes Principais

O dia 24 aproxima-se a passos largos e na comunidade blogger cinéfila chovem opiniões e previsões sobre nomeados e possíveis vencedores. Depois de vos ter dado a conhecer as minhas apostas, farei agora uma breve análise dos nomeados das principais categorias, ordenando-os por ordem de preferência. Comecemos pelas actrizes principais.

1. Emmanuelle Riva em Amor
Emmanuelle Riva faz em Amor o que poucas conseguiriam. A actriz francesa é a minha favorita de entre as cinco nomeadas pela imensidão do que consegue exprimir quase sem falar. Fisicamente desgastante, o seu papel como Anne transborda o  sofrimento, a doença, o desespero, tudo tão intenso e tão real, que farão qualquer um identificar-se, de uma forma ou de outra, com aquilo que vê no ecrã. Aos 85 anos, Riva está nomeada pela primeira vez, e merece o prémio pela sua interpretação de corpo e alma. Não sendo a favorita desde o início, parece ter ganho muita simpatia nos últimos tempos, se isso chegará para se sagrar vencedora no Domingo, só saberemos durante a cerimónia.

2. Quvenzhané Wallis em Bestas do Sul Selvagem
A mais jovem nomeada de sempre na categoria de Melhor Actriz, Quvenzhané Wallis, de nove anos, dá uma lição de representação a muitas actrizes consagradas. Wallis é selvagem como a sua personagem e deixa-nos impressionados com as expressões certeiras, cheias de emotividade e força. A simpatia por Hushpuppy é imediata e o desempenho da actriz é poderoso.

3. Naomi Watts em O Impossível
Não sendo o desempenho mais notável de Watts, de entre as nomeadas ela é a minha terceira favorita. Como Maria, a sobrevivente do tsunami de 2004, a actriz oferece-nos uma entrega física e psicológica digna de elogios. Nomeada pela segunda vez ao Oscar, Naomi Watts dificilmente o levará para casa este Domingo.

4. Jessica Chastain em 00:30 A Hora Negra
Chastain começou a corrida aos Oscars como a favorita ao prémio, mas hoje essa possibilidade está já praticamente afastada. A actriz que encarna a mulher responsável pela captura de Bin Laden tem um desempenho competente, mas que merece pouco destaque se pensarmos em outros dos seus papéis (por exemplo, Celia Foote em As Serviçais ou Mrs. O'Brien em A Árvore da Vida).

5. Jennifer Lawrence em Guia para um Final Feliz
A grande favorita ao Oscar de Melhor Actriz é a que menos o merece das cinco nomeadas. Lawrence está pela segunda vez nomeada a este prémio, mas, enquanto que por Despojos de Inverno esta era totalmente merecida, em Guia para um Final Feliz a actriz apenas oferece uma interpretação banal e muito pouco esforçada. Domingo saberemos se a injustiça se cumpre e se o Oscar irá mesmo para as mãos de Jennifer Lawrence.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Crítica: 00:30 A Hora Negra / Zero Dark Thirty (2012)

"I'm going to smoke everyone involved in this op and then I'm going to kill bin Laden. "
Maya
*7/10*

00:30 A Hora Negra é mais uma história feita para os norte-americanos mas que interessa ao resto do planeta. A captura de Bin Laden é, só por si, tema para captar todas as atenções, mais ainda quando se sabe que a longa-metragem é realizada por Kathryn Bigelow e tem Jessica Chastain como protagonista.

A caça a Osama Bin Laden inquietou o mundo e dois Governos americanos durante mais de dez anos. Contudo, foi uma pequena e dedicada equipa de operacionais da CIA que o conseguiu localizar. Todos os pormenores de preparação desta missão estiveram no mais absoluto segredo e, apesar de alguns dos detalhes terem sido, entretanto, tornados públicos, os aspectos mais relevantes da operação foram agora trazidos para o grande ecrã pela dupla criativa vencedora de três Oscars com filme Estado de Guerra - Bigelow e Mark Boal.

A realizadora quis aqui mostrar, sem rodeios, os dez anos de trabalho da CIA até à recente captura do terrorista mais procurado. E começa por apelar aos (res)sentimentos da plateia, com o audio (apenas), de poucos minutos, das últimas palavras de algumas das vítimas do 11 de Setembro de 2001. Arrepiante e, de certa forma, uma preparação para que tudo o que continuaremos a ver esteja “justificado” ou “desculpado”. As cenas de tortura, que tanto deram que falar, estão lá, são fortes, mas possivelmente muito longe da realidade, que será de certo muito mais brutal. Há, todavia, que gabar o facto de não existir medo em assumir os actos.

Polémicas à parte, a história é-nos apresentada da melhor forma, dando a conhecer os factos, perdendo, contudo, o fôlego bastante cedo. Felizmente, a última meia hora vale pelos momentos menos bem conseguidos, com uma sequência de acção que nos prende ao ecrã, sendo impossível desviar as atenções. Graças à realização exemplar de Kathryn Bigelow, sentimo-nos dentro do filme, ao lado dos soldados.


No elenco, o grande destaque vai para Jessica Chastain como a agente da CIA Maya, que, apesar de não ter aqui o seu mais brilhante desempenho, mostra-se à altura do desafio, ganhando a frieza que a sua personagem pede ao longo do filme (e com o passar dos anos). Sangue frio, coragem e muita persistência é o que Maya espelha, revelando o seu lado mais humano na derradeira cena, num misto de dever cumprido e alívio.

Apesar de todas as questões políticas ou morais que lhe estão associadas, 00:30 A Hora Negra é um filme feito para glorificar os feitos dos norte-americanos, desta vez contudo, sem esconder que, muitas vezes, estes não são os mais legítimos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sugestão da Semana #47

De entre as estreias da passada Quinta-feira, vai para o novo filme de Kathryn Bigelow sobre a captura de Bin Laden.

00:30 A HORA NEGRA

Ficha Técnica:
Título Original: Zero Dark Thirty
Realizador: Kathryn Bigelow
Actores: Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris PrattKyle Chandler
Género: Drama, Histórico, Acção
Classificação: M/16
Duração: 157 minutos

sábado, 19 de maio de 2012

Crítica: Procurem Abrigo / Take Shelter

"Is anyone seeing this?"
 Curtis

São muitos os filmes e, cada vez mais, as teorias sobre o fim do mundo, o apocalipse. Procurem Abrigo vem abordar o tema de forma bem diferente do que fizeram filmes como 2012 ou O Dia Depois de Amanhã. Há uma profundidade muito maior e o que está em jogo é muito mais do que o medo do fim.

Jeff Nichols muniu-se do melhor protagonista e de um argumento muito bom e venceu o prémio 50th Critics’ Week Grand Prix e Fipresci no Festival de Cannes de 2011. Procurem Abrigo é arrebatador, consegue arrepiar e perturbar-nos como poucos filmes. O sonho e a realidade misturam-se e também nós vamos ter medo.

Curtis LaForche (Michael Shannon) vive numa pequena cidade de Ohio, com a sua mulher Samantha (Jessica Chastain) e a filha Hannah, de seis anos, que é surda. Curtis leva uma vida modesta como chefe de equipa numa empresa de prospecção mineira. Samantha é dona-de-casa e costureira em part-time, que suplementa os seus rendimentos vendendo objectos artesanais numa feira ao fim-de-semana. A certa altura, Curtis começa a ter sonhos terríveis sobre uma tempestade apocalíptica. Ele opta por guardar estas visões para si mesmo, canalizando a sua ansiedade na ideia obsessiva de recuperar o abrigo contra tempestades do seu quintal. O seu comportamento, aparentemente inexplicável, preocupa e confunde Samantha e provoca a intolerância entre colegas de trabalho, amigos e vizinhos. Mas a tensão resultante no seu casamento e dentro da comunidade não se comparam ao medo aterrador que Curtis tem do real significado que os seus sonhos possam ter.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "A Tempestade está a chegar"