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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Oscars 2020: As Actrizes Principais

Passamos às nomeadas para o Oscar de Melhor Actriz. Das cinco actrizes, apenas vi o desempenho de três. Não falarei portanto de Renee Zellweger (a quase certa vencedora deste ano) nem de Cynthia Erivo. Das restantes, todas as nomeadas tiveram bons desempenhos, sendo que duas delas se destacam da terceira. Aqui fica a minha listagem das nomeadas, por ordem de preferência.
Saoirse é Jo, a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e acredita que não precisa casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la.


Em Bombshell, Charlize Theron é camaleónica para além da maquilhagem, vestindo a pele de Megyn Kelly com destreza, confiança e ambição. Uma mulher poderosa que sofreu assédio e, provavelmente, se julgava sozinha. Quando desafia as ideias de Trump - ele que tanto ama a Fox News -, vê a sua carreira em risco, com o ódio a cercá-la.

Scarlett Johansson é Nicole, a mulher à beira de um divórcio difícil. O filme faz-nos sentir menos ligados à protagonista, com quem somos menos compreensivos, menos solidários. Ao mesmo tempo, a actriz não se encaixa tão bem em papéis tão exigentes e dramáticos, sendo muito notáveis as suas fraquezas. Ainda assim, é inevitável destacar a discussão entre Charlie e Nicole, intensa e carregada de emoções, onde Driver e Johansson dão tudo de si.

Cynthia Erivo (Harriet)

Sem avaliação

Renée Zellweger (Judy)

Sem avaliação

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Crítica: Bombshell: O Escândalo (2019)

"Early on he realized for a network to stay on 24 hours a day you need something to hold an audience. That something is legs. There's a reason for clear desks."
Megyn Kelly


*7.5/10*

Bombshell: O Escândalo é um filme #MeToo, com três grandes actrizes a encabeçar o elenco, e um argumento inspirado numa história real que explodiu pouco antes das primeiras denúncias do movimento. Jay Roach explora os meandros da Fox News, o assédio e a progressão na carreira, com foco nas mulheres que deram a cara pelas notícias e pelos seus direitos.

Bombshell - O Escândalo segue o grupo de mulheres (Charlize Theron, Nicole Kidman, Margot Robbie) que decide denunciar Roger Ailes (John Lithgow), o presidente da Fox News, por assédio sexual, e enfrentar a atmosfera tóxica gerada no ambiente profissional.

O filme é-nos narrado pelas três actrizes, relatando a experiência de cada uma das suas personagens, expectativas e terrores. Dinâmico e corajoso, Jay Roach conta-nos a trama com muito ritmo, com um argumento de Charles Randolph, bem construído, inspirado nos casos das jornalistas Megyn Kelly Gretchen Carlson.


O trabalho de caracterização é fenomenal, transformando de tal modo Charlize Theron, Nicole Kidman John Lithgow que quase não os reconhecemos.

No entanto, Bombshell é, acima de tudo, um filme de actrizes. Charlize Theron é camaleónica para além da maquilhagem, vestindo a pele de Megyn Kelly com destreza, confiança e ambição. Uma mulher poderosa que sofreu assédio e, provavelmente, se julgava sozinha. Quando desafia as ideias de Trump - ele que tanto ama a Fox News -, vê a sua carreira em risco, com o ódio a cercá-la. Nicole Kidman, por sua vez, é quem dá o primeiro passo para a exposição dos assediadores. Ela é Gretchen Carlson, jornalista de meia idade, cujas ideias chocam com as de Ailes e que parece estar no limite para permitir que o machismo continue a imperar em seu redor. Também ela foi vítima do homem poderoso que tem a coragem de denunciar e procura encorajar outras vítimas. Margot Robbie é Kayla Pospisil, das três protagonistas a única que é ficcional. Ela é a jovem ambiciosa mas ingénua, que não espera os avanços de Ailes. De repente, a confiança que exibe inicialmente transforma-se em medo e insegurança, especialmente quando percebe que parece estar sozinha naquela redacção cheia de competitividade e beleza.


Bombshell é uma arma contra a masculinidade tóxica, contra o poder de subjugar as mulheres. Jay Roach traz ao cinema um filme que elogia quem quer mudar o establishment, mas revela igualmente como tudo e nada mudou. Ainda há muito a fazer.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Sugestão da Semana #413

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda Bombshell - O Escândalo, de Jay Roach, protagonizado por Charlize Theron, Nicole Kidman e Margot Robbie.

BOMBSHELL - O ESCÂNDALO


Ficha Técnica:
Título Original: Bombshell
Realizador: Jay Roach
Elenco: Charlize Theron, Nicole Kidman, Margot Robbie, John Lithgow, Allison Janney, Kate McKinnon, Malcolm McDowell, Mark Duplass
Género: Biografia, Drama
Classificação: M/12
Duração: 109 minutos

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sugestão da Semana #268

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o blockbuster Velocidade Furiosa 8. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

VELOCIDADE FURIOSA 8


Ficha Técnica:
Título Original: The Fate of the Furious
Realizador: F. Gary Gray
Actores: Vin Diesel, Jason Statham, Dwayne JohnsonMichelle RodriguezTyrese GibsonChris 'Ludacris' BridgesCharlize TheronKurt RussellNathalie Emmanuel, Helen Mirren, Luke EvansScott Eastwood
Género: Acção, Crime, Thriller
Classificação: M/12
Duração: 136 minutos

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Crítica: Velocidade Furiosa 8 / The Fate of the Furious (2017)

"Dom! You gonna turn your back on Family?"
Letty



*6/10*

Os protagonistas de quatro rodas da saga Velocidade Furiosa têm sempre capacidades surreais e o seu público sabe que nestes filmes nada é impossível. No oitavo filme, agora sem Paul Walker mas com a restante equipa do costume, temos a oportunidade de assistir a carros zombies ou voadores. E o espectáculo começa - com duas actrizes oscarizadas no elenco.


Desta feita, Dom e Letty estão em lua-de-mel, Brian e Mia afastaram-se e a equipa encontrou algo semelhante a uma vida normal. Porém, quando uma misteriosa mulher (Charlize Theron) seduz Dom para o mundo do crime, de onde parece não ser capaz de escapar, ele acaba por trair aqueles lhe são mais próximos. De Cuba, passando pelas ruas de Nova Iorque até às planícies geladas do Mar de Barents, esta força de elite vai atravessar o mundo para impedir que um anarquista lance o caos no cenário mundial e trazer de volta a casa o homem que os tornou numa família.


Atrás da câmara está agora F. Gary Gray (realizador de Straight Outta Compton) que continua as acrobacias de James Wan ou Justin Lin. A pirataria informática e a ameaça nuclear tomam conta do enredo deste Velocidade Furiosa 8, onde a Família tem um papel preponderante e influencia todas as decisões das personagens. A traição de Dom é o motor que desencadeia todos os sobressaltos e aventuras. As perseguições continuam por terra ou sobre o gelo, as explosões sucedem-se e os carros têm poderes sobre-humanos (que se estendem de alguma forma também ao grupo protagonista), enfim, nada que nos surpreenda vindo desta saga que gosta de dar espectáculo.

De regresso estão Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Chris “Ludacris” Bridges, Nathalie Emmanuel, Elsa Pataky e Kurt Russell. A eles juntam-se duas actrizes vencedoras de OscarCharlize Theron e Helen Mirren, e ainda Scott Eastwood.


Acima de tudo, Velocidade Furiosa 8 traz consigo bom entretenimento para os amantes da saga, que sabem o que esperar. Muitos carros, muita acção, gargalhadas, alguma emoção e homenagens num filme onde o impossível adora acontecer.


*Créditos das imagens: Matt Kennedy e Universal Pictures

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: Red Carpet

E depois de entregues os prémios da grande noite do cinema é tempo de eleger os meus modelos favoritos que desfilaram pela passadeira vermelha dos Oscars. Aqui ficam os meus eleitos e, já sabem, eu não percebo nada de moda.


Jared Leto destacou-se entre os homens pela originalidade. Um cravo vermelho ao pescoço, em vez da gravata, lembrou-nos que o 25 de Abril está perto e conjugou-o muito bem com o seu blazer preto da Gucci.

Flores nasceram no vestido verde claro da nomeada Cate Blanchett. O modelo da Armani com decote em V assenta de forma fabulosa na actriz que transpira elegância e jovialidade.


Houve quem dissesse que ela era o Oscar deste ano, dada a opção pelo dourado. Para mim, Margot Robbie fez a aposta certa, mais jovial que as suas opções em anos anteriores e não menos sensual, mas, acima de tudo, elegante. O vestido Tom Ford consegue ser tão simples como vistoso e realça o visual leve e fresco da actriz.


Sofia Vergara não deixa ninguém indiferente onde quer que esteja. Os Oscars não foram excepção. A actriz surgiu com um vestido Marchesa, longo, cai-cai, azul escuro. Conferiu-lhe elegância, sofisticação e potenciou ainda mais a sua beleza latina.


Já provou que é muito mais do que uma popstar excêntrica. Tem uma voz extraordinária, proporcionou, provavelmente, o melhor momento da noite dos Oscars com a sua actuação e mostrou elegância no modelo branco de Brandon Maxwell. Lady Gaga não conquistou o Oscar para Melhor Canção Original mas deslumbrou na red carpet.

Jovial e descontraída, mas com muita classe, a estrela de Star Wars, Daisy Ridley, não passou despercebida no tapete vermelho. Desfilou num vestido prateado da Chanel, aliando a simplicidade à sofisticação.


Se há mulher que é raro desiludir na red carpet, ela é Jennifer Garner. A actriz escolheu um vestido preto do Atelier Versace que é tudo menos banal. Fabulosa, Garner está certamente entre as mais bem vestidas da noite.


Com o verde esmeralda a realçar a sua pele muito clara e os seus hipnotizantes olhos azuis, Saoirse Ronan não conquistou nenhum Oscar mas todos demos pela sua presença. A talentosa actriz, de 21 anos, desfilou num vestido Calvin Klein, de decote profundo. O cabelo solto fez a combinação perfeita.


Num ano onde o preto e branco predominaram (não tanto na minha lista), Charlize Theron não foi de modas e surgiu fabulosa num vestido vermelho Dior. O profundo decote em V e a saia tipo sereia acentuaram a silhueta da actriz que, aos 40 anos, continua a não dar hipótese na passadeira vermelha. É mesmo um "mulherão" de uma elegância invejável.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Crítica: Mad Max: Estrada da Fúria / Mad Max: Fury Road (2015)

"If I'm gonna die, I'm gonna die historic on the Fury Road!"

Nux
*8/10*

George Miller está aí para as curvas. Mad Max: Estrada da Fúria veio prová-lo. A relação que une o cineasta à personagem data de 1979, com Mel Gibson a encarnar o protagonista em Mad Max - As Motos da Morte. Daí em diante, surgiu uma saga conduzida por Miller, com outro filme em 1981, que culminou com o terceiro em 1985. Ora 30 anos depois, o herói regressou aos ecrãs pela mão do seu criador.

Tom Hardy é quem dá agora corpo a Max, mas a energia e o ambiente tresloucado criado por Miller em 1979 mantém-se, com uma modernidade avassaladora, que em nada faz esquecer as origens da saga.


Temporalmente, não há ligação entre o filme de 2015 e os anteriores (mas os fãs da saga vão encontrar algumas referências). Em Mad Max: Estrada da Fúria, Max acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de mais ninguém para além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes que atravessa a Wasteland numa máquina de guerra conduzida por uma Imperatriz de elite, Furiosa (Charlize Theron). Este bando está em fuga de uma cidadela tiranizada por Immortan Joe, a quem algo insubstituível foi roubado. Exasperado com a sua perda, o Senhor da Guerra reúne o seu gang e inicia uma perseguição aos rebeldes e uma feroz Guerra na Estrada.

Um cenário pós-apocalíptico australiano absorve-nos para um deserto onde não queremos viver: sem lei, uma terra infértil, onde reina a fome, a sede e a submissão a um vilão demoníaco. A história ganha ritmo com a fuga de um grupo de rebeldes - todas mulheres -, que se insurgem contra o temível ditador. No início da perseguição, Max junta-se a elas, e perde muito do protagonismo para a sua líder, Furiosa. Muitos apelidaram Mad Max: Estrada da Fúria de um filme feminista, devido ao grupo de "heroínas". Eu considero-o antes um filme anti-machista. Mulheres oprimidas querem apenas ser livres.

Mas Mad Max é, principalmente, técnico. A fantástica realização proporciona-nos um espectáculo visual assombroso, o som e a montagem dinâmica realçam a acção e o suspense na medida certa sem frenesim desnecessário, a caracterização é eficaz, quase a funcionar como uma forma simples de distinguir o lado bom do mau. Ao mesmo tempo, a opção de Miller pela fotografia repleta de cor e a direcção artística a proporcionar-nos imagens cheias de beleza no meio da decadência, num corajoso contraste, demonstram a sua forte faceta autoral.


Nas interpretações, Tom Hardy é o nosso herói solitário sem nada a perder que se junta a quem precisa da sua ajuda. Um Max mais comedido, mas com o mesmo sentido de justiça. Charlize Theron usa do seu lado mais obscuro ao vestir a pele de Furiosa e é quem mais se destaca, numa interpretação poderosa de uma mulher pronta para a guerra, cansada de ser subjugada. Ainda de realçar é a interpretação segura de Nicholas Hoult como Nux.

As cores fortes pintam a desolação deste mundo apocalíptico dominado por homens demoníacos. Mad Max regressou ao grande ecrã em grande forma e, desta vez, até é ofuscado pelo brilho das mulheres de armas que lutam pela dignidade dos seus. Uma surpresa cheia de acção, girl power, com George Miller ao comando a mostrar como, fiel ao original q.b., Mad Max também se sabe actualizar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ads & Cinema #16

Charlize Theron é a cara do perfume J'adore, da Dior, desde 2004, e está de regresso. O novo anúncio mantém o ambiente dos anteriores e a mesma imagem da estrela que o protagoniza. Jean-Baptiste Mondino oferece-nos uma Charlize Theron vestida de ouro, rodeada igualmente de tons dourados que a iluminam ainda mais.


Sensual, elegante, ousada e decidida, a actriz desfila na Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes, cheia de luxo e glamour, cativando o olhar do espectador. O caminho é para cima e o destino é um futuro dourado, como a própria nos diz.

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: A Red Carpet

Fugindo a qualquer tipo de estereótipo que possa criar-se, a autora deste blog não percebe nada de moda, mas, claro, tem os seus vestidos favoritos entre os que desfilaram pela red carpet da 85ª cerimónia dos Oscars. A grande diferença é que muitas das escolhas aqui apresentadas não agradarão a grande parte dos interessados pelo tema, que, muito provavelmente, os irão considerar de muito mau gosto, por algum motivo que devo desconhecer.

Mas porque a diversidade de opiniões é que interessa, aqui vos deixo os meus favoritos da noite/madrugada de ontem.


Ao lado do marido LIEV SCHRIEBER, a belíssima NAOMI WATTS, nomeada para Melhor Actriz, surpreendeu com este vestido  Giorgio Armani bastante original.


Muito elegante esteve HELEN HUNT no seu vestido azul H&M.


Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária em 2012, OCTAVIA SPENCER desfilou num belíssimo vestido Tadashi Shoji.


Sempre o casal mais divertido HELENA BONHAM CARTER e TIM BURTON compareceram no seu estilo muito próprio. A actriz de Os Miseráveis desfilou num irreverente e bonito vestido Vivienne Westwood.


Nomeada para Melhor actriz, JESSICA CHASTAIN desfilou com um Giorgio Armani que condizia e realçava a sua figura.


Uma das vencedoras da noite, ANNE HATHAWAY, que conquistou o Oscar de Melhor Actriz Secundária, desfilou num simples e elegante modelo Prada. Alvo de aparente chacota nas redes sociais, devido ao pormenor do vestido na zona do peito, que o acentuava, a actriz esteve deslumbrante, como sempre. Um dos meus favoritos da noite, contra tudo o que se tem escrito.


JENNIFER ANISTON desfilou deslumbrante num vestido vermelho da Valentino.


A mais jovem nomeada de sempre, QUVENZHANE WALLIS, desfilou elegante num vestido azul da Giorgio Armani. A acompanhar um divertida mala que condizia com a pequena actriz de nove anos. 


A actriz OLIVIA MUNN desfilou com um dos modelos que mais me agradaram. Um vestido Marchesa vermelho com bordados em dourado, arriscado, mas com um corte sublime.


Simples, sensual e elegante, CHARLIZE THERON no seu vestido branco Dior conquistou o meu favoritismo entre os modelos que desfilaram pela red carpet.