quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Crítica: Kontinental '25 (2025)
domingo, 11 de janeiro de 2026
Sugestão da Semana #700
Título Original: Kontinental '25
terça-feira, 23 de setembro de 2025
LEFFEST - Lisboa Film Festival 2025 apresenta programa numa edição que se estende à Amadora
O programa do LEFFEST — Lisboa Film Festival 2025 foi hoje anunciado numa Conferência de Imprensa, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, que contou com a presença do director do festival, Paulo Branco, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do administrador executivo da NOS, Luís Nascimento.
A 19.ª edição do LEFFEST vai decorrer de 7 a 16 de Novembro, em Lisboa (Cinema São Jorge, Cinema Medeia Nimas, Culturgest, Teatro do Bairro, Galeria Zé dos Bois e NOS Amoreiras), estendendo-se, pela primeira vez, a duas salas da Amadora: Auditório dos Recreios da Amadora e Cineteatro D. João V.
Sobre a extensão do festival à cidade da Amadora, Paulo Branco referiu que o contacto partiu da Câmara Municipal da Amadora e que a programação das duas salas terá "muito em conta a especificidade da zona" e será "feita em conjunto com" o município. O tema dos exílios estará muito ligado à cidade, onde, com grande probabilidade marcará presença Wagner Moura, tendo em conta a grande comunidade brasileira ali residente.
Fora de Competição e Competição Oficial
O filme de abertura será Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch. Fora de Competição estarão vários títulos sonantes, que já passaram em festivais internacionais como Die My Love, de Lynne Ramsay, Dead Man's Wire, de Gus Van Sant, Kontinental '25, de Radu Jude, Hamnet, de Chloé Zhao, Sex|Love|Dreams, de Dag Johan Haugerud, The Mastermind, de Kelly Reichardt, The Chronology of Water, de Kristen Stewart, The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold, e The Wizard of the Kremlin, de Olivier Assayas, entre outros. Entre os filmes portugueses desta selecção, destaque para As Meninas Exemplares, de João Botelho, e Maria Vitória, de Mário Patrocínio.
Na Competição Oficial, estão 12 longas-metragens a disputar o Grande Prémio NOS, que será atribuído por um júri composto por Stacy Martin, Kim Gordon, Rodrigo Moreno, Manuel Martín Cuenca, Francisco Aires Mateus e Mohammad Rasoulof. Em Competição estarão: Blue Moon, de Richard Linklater, Silent Friend, de Ildikó Enyedi, Where to Land, de Hal Hartley, Miroirs No. 3, de Christian Petzold, The Sun Rises on Us All, de Cai Shangjun, Olmo, de Fernando Eimbcke, Las corrientes, de Milagros Mumenthaler, Songs of Forgotten Trees, de Anuparna Roy, The President’s Cake, de Hasan Hadi, In the Land of Brothers, de Alireza Ghasemi e Raha Amirfazli, e o português Entroncamento, de Pedro Cabeleira. Ainda por confirmar, está o segundo volume de Mektoub, My Love: Canto Due, de Abdellatif Kechiche.
Homenagens: Hal Hartley, Isabel Ruth e Wagner Moura e tributo a Marisa Paredes
O LEFFEST apresentará a primeira grande retrospectiva europeia de Hal Hartley, que será acompanhada da estreia europeia do seu mais recente filme Where to Land. Também homenageada será a actriz Isabel Ruth, rosto incontornável do Cinema Novo português; o realizador e actor brasileiro Wagner Moura, recentemente distinguido no Festival de Cannes, pelo seu papel em O Agente Secreto; e a actriz britânica Miranda Richardson. Todos marcarão presença em Lisboa para apresentar os seus filmes e participar em encontros com o público.
Em memória, o festival presta tributo a Marisa Paredes (1946-2024), a actriz que, para Pedro Almodóvar, "tudo dignificava". Serão exibidos alguns dos seus filmes mais marcantes, contando com a participação de alguns dos seus próximos.
Focos: Um Novo Élan do Cinema Espanhol e O Cinema da Ásia Central
O festival vai apresentar dois Focos geográficos: Um Novo Élan do Cinema Espanhol, que reúne sete filmes inéditos em Portugal e revela a vitalidade do novo cinema espanhol, com realizadores de diferentes gerações a reinventar o legado dos grandes mestres. Estarão presentes, entre outros, Manuel Martín Cuenca, Pilar Palomero, Alberto Morais e Javier Rebollo. E o foco O Cinema da Ásia Central que apresenta 12 filmes do Cazaquistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Quirguistão, das Novas Vagas dos anos 80 até à criação contemporânea, alguns apresentados pelos próprios autores.
Ciclos Temáticos: Revoluções e Exílios
Dois ciclos temáticos serão apresentados no festival. Revoluções, com curadoria de Denis Ruzaev e Ines Branco López, pretende olhar para a história do cinema sob a lente revolucionária. Já Exílios propõe uma reflexão íntima e política sobre a condição de desenraizamento, com filmes, debates, leituras, a exposição At the Edge of Visibility, do colectivo Dahaleez, na Galeria Zé dos Bois, e ainda um cine-concerto com The Immigrant (1917) e The Pilgrim (1923), de Charlie Chaplin, acompanhados ao vivo pelo Rodrigo Amado Trio.
Secções Descobertas e Grandes Mestres
A secção Descobertas atribuirá o Prémio Revelação, que será decidido por um júri composto por Avi Mograbi, Margarida Cardoso, Stephen Kovacevich e Stéphanie Argerich, a um dos sete filmes de autores que se têm afirmado nos últimos anos. Em competição estarão DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski; Homebound, de Neeraj Ghaywan; Living the Land, de Huo Meng; Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi; My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr.; Shadowbox, de Tanushree Das e Saumyananda Sahi; e Urchin, de Harris Dickinson.
A secção Grandes Mestres convida o público a reencontrar grandes nomes do cinema contemporâneo com novas obras: Aleksandr Sokurov (Director’s Diary), Edgar Reitz (Leibniz – Chronicle of a Lost Painting), Franco Maresco (Un film fatto per Bene), Sharunas Bartas (Laguna) e José Luis Guerín (Historias del buen valle). Sokurov, Bartas e Guerín estarão nas sessões para apresentar os filmes.
Memória do Cinema - Filmes Restaurados
Nesta edição, o LEFFEST vai apresentar três filmes recentemente restaurados: Senso (1954), de Luchino Visconti, restaurado pela Cineteca di Bologna; La Règle du Jeu (1939), de Jean Renoir, restaurado pela Cinémathèque Française; e O Processo do Rei (1990), de João Mário Grilo, que terá a sua primeira exibição pública na nova cópia restaurada pela Cinemateca Portuguesa.
Homenagem a Arvo Pärt no 90.º Aniversário
O compositor Arvo Pärt será homenageado por ocasião do seu 90.º aniversário com um concerto pelo GGG Trio (Gidon Kremer – violino, Georgijs Osokins – piano, Giedre Dirvanauskaite – violoncelo), conversas sobre a sua obra e a exibição de filmes, incluindo a sua colaboração com Robert Wilson.
Em breve, serão anunciados mais títulos e convidados à programação do LEFFEST 2025, e os bilhetes estarão à venda previsivelmente no final de Outubro. Mais informação sobre o festival em https://leffest.com/.
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Sugestão da Semana #612
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Crítica: Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo / Nu astepta prea mult de la sfârsitul lumii / Do Not Expect Too Much from the End of the World (2023)
*9/10*
Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo marca o regresso do mordaz e incisivo realizador romeno Radu Jude. Os problemas socio-económicos da Roménia são o centro da narrativa que, inevitavelmente, são igualmente identificáveis em tantos outros países.
"Uma assistente de produção, sobrecarregada e mal paga, tem que conduzir pela cidade de Bucareste para filmar castings para um vídeo de segurança no local de trabalho, encomendado por uma empresa multinacional. Quando um dos entrevistados faz uma declaração que desencadeia um escândalo, ela é forçada a reinventar toda a história."
Sempre pertinente e actual, Radu Jude nunca descura o seu estilo provocador e atento, com a ironia a dar voz às desigualdades e injustiças. Desta vez, Angela Raducani (numa fabulosa interpretação de Ilinca Manolache) é a guia desta aventura pelas ruas de Bucareste, percorrendo muitos quilómetros, com poucas horas de sono, muito café e música. De casa em casa, a assistente de produção conhece e regista o testemunho de vários trabalhadores vítimas da insegurança laboral.
Durante as horas vagas que não tem, Angela Raducani diverte-se - e tenta rentabilizar - nas suas redes sociais, criando uma personagem machista e ordinária, Bobita Ewing, que faz sucesso e lhe vale muitas visualizações e likes. Estas breves "pausas" da protagonista proporcionam os momentos mais caricatos e inesperados da longa-metragem, arrancando "risos culposos" à plateia - que no final do filme estará fã de Bobita.
E em todo este percurso, desde o casting, às reuniões com a empresa multinacional, até ao dia das filmagens (que culmina num delicioso tragicómico plano sequência), impera o cinismo das relações laborais e a necessidade que faz com que vítimas aceitem promover a segurança da sua empresa (que para eles não existiu) a troco de dinheiro, dando-se praticamente como culpados do mal que lhes aconteceu.
Com sequências a preto e branco, filmadas em película de 16mm, e a cores (curiosamente, durante a maior parte do filme, a cores estão apenas os excertos de Angela merge mai departe, e as stories de Bobita Ewing), o filme de Radu Jude distingue-se ainda pela montagem assertiva e essencial para a unidade fílmica.
O atrevimento de Radu Jude tem-no consolidado como um dos grandes realizadores da actualidade. Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo é mais uma prova do génio do cineasta, um estrondo de sarcasmo que explora as fraquezas da realidade através da ficção.
quarta-feira, 10 de maio de 2023
Curtas Vila do Conde 2023: Walerian Borowczyk e Radu Jude em destaque
O 31.º Curtas Vila do Conde anunciou mais dois realizadores em destaque na selecção deste ano: Walerian Borowczyk estará em foco na secção Cinema Revisitado e Radu Jude na secção InFocus.
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| Street Art, Walerian Borowczyk, Jan Lenica |
No ano em que se assinala o 100.º aniversário do seu nascimento, Walerian Borowczyk estará em destaque no Curtas 2023. Apesar da sua vasta obra, "que percorre o documentário, a animação, a publicidade, a curta e a longa metragem, Borowczyk continua a ser um mistério para a maioria dos espectadores de cinema", refere o festival em comunicado. "Ao longo da década de 60 criou mais de 60 animações, explorando os limites estéticos e técnicos da linguagem. Pintava comboios à noite para, de dia, embarcar e criar imagem em movimento; convidava amigos para eventos de live films, projetando película que havia pintado à mão. Estreia-se na realização profissional em 1957, ao lado de Jan Lenica, com Era Uma Vez, e dá o passo para a longa metragem com Teatro do Senhor e Senhora Kabal, em 1967. É, no entanto, com Contos Imorais, (1973, co-realizado com Fabrice Luchini e Paloma Picasso, e A Besta (1975), que o nome de Borowczyk chama a atenção de audiências maiores".
Através do poder da alegoria, o realizador inicia "aqui numa nova linguagem: que balanceia o erotismo e o kitsch e que entusiasma a audiência pela atmosfera que cada filme cria. Temas como intimidade, fantasias sexuais, a necessidade de arriscar e a negação do pudor passam a ser centrais na sua obra, num desafio a algumas das ideias mais conservadoras que ainda marcavam as sociedades da altura", explica o Curtas Vila do Conde que, este ano, apresenta um extenso programa da sua obra em curta-metragem, exibindo filmes como Jouet Joyeux (Walerian Borowczyk; 3', França, 1979) ou Street Art (Walerian Borowczyk, Jan Lenica; 1', Polónia, 1957).
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| It Can Pass Through The Wall, Radu Jude |
Por outro lado, Radu Jude é um nome cada vez mais conhecido entre os cineastas da actualidade. nome que não deverá ser desconhecido para os atentos à cinematografia contemporânea. Os filmes de Radu Jude abordam "temas intemporais como a liberdade, a igualdade e a fraternidade".Muito focado, acima de tudo na realidade do seu país, a Roménia, a obra do cineasta encontra "uma forma de romper com tabus, levando-nos pelo absurdo dos mal-estares sociais e a forma como os estados têm vindo a criar narrativas que nos distraiam dos seus erros e contravenções". O 31.º Curtas dedica-lhe um programa especial focado nas curtas-metragem da sua filmografia, exibindo títulos como In the Morning (28', 2007), The Tube With a Hat (23', Roménia, 2007), Alexandra (24', Roménia, 2008), Shadow of a Cloud (30', Roménia, 2013), It Can Pass Through the Wall (17', Roménia, 2014), The Marshal's Two Executions (10', Roménia, 2014), Punish and Discipline (12', Roménia, 2019), Plastic Semiotic (22', Roménia, 2021), Caricaturana (9', Roménia, 2021), The Potemkinists (18', Roménia, 2022) ou Memories From the Eastern Front (com Adrian Cioflâncă, 30', Roménia, 2022).
Mais informações sobre o Curtas Vila do Conde em www.curtas.pt.
domingo, 12 de setembro de 2021
Sugestão da Semana #472
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
Crítica: Má Sorte no Sexo Ou Porno Acidental / Bad Luck Banging or Loony Porn / Babardeala cu bucluc sau porno balamuc (2021)
*8/10*
A criatividade de Radu Jude é inesgotável e a crítica social que espelha em cada filme é certeira e provocadora. Má Sorte no Sexo Ou Porno Acidental segue esta linha, extrapolando-a, numa abordagem em capítulos que reflecte sobre a Roménia actual e a sua História, mas também acerca das sociedades na era pandémica, com todos os seus vícios, usando para tal o sexo e uma sex tape caseira.
"Uma sátira da pandemia global que ainda vivemos. Este filme começa com uma sex tape que dá para o torto. Em causa está a vida e a carreira de Emi, uma professora que se vê forçada pelos pais dos alunos a apresentar a sua demissão. Contudo, Emi recusa. Recomendado para quem aprecia experiências cinematográficas transgressivas – no melhor dos sentidos."
Num âmbito mais global, a pandemia, os seus novos hábitos, clichés e erros comuns (quem não conhece alguém que baixa a máscara para falar) são outro inevitável foco de Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental.
O realizador romeno dá-nos uma lição de História e de humor, enquanto confronta sem receios a hipocrisia dos seus conterrâneos - e do mundo em geral.
sábado, 21 de agosto de 2021
IndieLisboa 2021: 14 Filmes a não perder
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Doclisboa'21: The Exit of the Trains / Ieşirea trenurilor din gară (2020), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă
*8/10*
No Doclisboa 2021, The Exit of the Trains (Ieşirea trenurilor din gară), de Radu Jude e Adrian Cioflâncă, são quase três horas que espelham a crueldade de que o ser humano é capaz. Um marco de História, um documentário brutal sobre o papel da Roménia no Holocausto. Um alerta fortíssimo para que nada se volte a repetir.
Já em I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians, de 2018, Radu Jude tinha abordado as atrocidades que marcam o passado recente romeno. Desta vez, o resultado é muito mais impactante, recorrendo aos arquivos, entre imagens e a leitura de testemunhos reais.
"Um ensaio totalmente constituído por fotografias de arquivo e documentos do primeiro grande massacre de judeus na Roménia: na cidade de Iași, a 29 de Junho de 1941, foram mortos mais de 10 000 – primeiro, à bala; depois, por asfixia em comboios de mercadorias. Na primeira parte do filme, fotografias das pessoas que acabaram por ser mortas pelo exército romeno e por civis são acompanhadas por vozes que recitam os documentos relacionados com o destino do massacre. A segunda parte é uma montagem das restantes fotografias do massacre em si (tiradas na sua maioria por soldados alemães que estavam na cidade)."
O poder da memória que as imagens guardam tem em si um impacto surpreendente. The Exit of the Trains comove e revolta, pela violência que descreve e ilustra. Não há palavras que descrevam a dimensão do documentário, bem como do massacre levado a cabo em 1941.
Através de um exaustivo trabalho de pesquisa, Radu Jude e Adrian Cioflâncă criam o filme que todos deviam ver - sejam romenos ou não -, num confronto grotesco com um Passado que tantos fazem por esquecer. Urge lembrar e denunciar os horrores, honrar as vitimas e lutar para que nunca volte a acontecer.
sábado, 7 de março de 2020
FICLO 2020: Programa completo
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| I Do Not Care if We Go Down in History as Barbarians, de Radu Jude |
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| Campo, de Tiago Hespanha |
sábado, 11 de maio de 2019
IndieLisboa'19: I Do Not Care If We Go Down in History as Barbarians / Îmi este indiferent daca în istorie vom intra ca barbari (2018)
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O filme passou no dia 9 de Maio, no Cinema São Jorge, e volta a ser exibido no dia 12 de Maio, às 21h30, também no Cinema São Jorge.
sábado, 2 de maio de 2015
IndieLisboa'15: Aferim!
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"Eu trago a Guerra no pensamento e a Pátria no coração" Zacarias *9/10* Mosquito é o épico de guerra português, que...
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O IndieLisboa 2026 já anunciou os vencedores desta edição. Barrio Triste , de Stillz , How to Catch a Butterfly , de Kiriko Mechanicus , e ...
















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