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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sugestão da Semana #686

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Lavagante, de Mário Barroso, último argumento de António-Pedro Vasconcelos, adaptado da derradeira obra de José Cardoso Pires. O filme é protagonizado por Júlia Palha e Francisco Froes.


LAVAGANTE


Ficha Técnica:
Título Original: Lavagante
Realizador: Mário Barroso
Elenco: Francisco FroesJúlia PalhaNuno Lopes, Leonor Alecrim, Diogo Infante, Rui Morisson
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 92 minutos

domingo, 14 de maio de 2023

Sugestão da Semana #560

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca dois filmes: Mal Viver e Viver Mal, de João Canijo. Este díptico sobre maternidade já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme. Vem mesmo a calhar, para aproveitar a Festa do Cinema, que começa hoje, dia 14, e se prolonga até 17 de Maio, com bilhetes a 3,50€, em todas as sessões 2D, em quase todas as salas de cinema do país.



Ficha Técnica:
Título Original: Mal Viver
Realizador: João Canijo
Elenco: Anabela Moreira, Rita Blanco, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto, Nuno Lopes, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Rafael Morais, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Carolina Amaral, Leonor Vasconcelos
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 127 minutos




Ficha Técnica:
Título Original: Viver Mal
Realizador: João Canijo
Elenco: Nuno Lopes, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Rafael Morais, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Leonor Vasconcelos, Carolina Amaral, Anabela Moreira, Rita Blanco, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 124 minutos

domingo, 19 de março de 2023

Sugestão da Semana #552

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Great Yarmouth: Provisional Figures, de Marco Martins, protagonizado por Beatriz Batarda.

GREAT YARMOUTH: PROVISIONAL FIGURES


Ficha Técnica:
Título Original: Great Yarmouth: Provisional Figures
Realizador: Marco Martins
Elenco: Beatriz Batarda, Nuno Lopes, Kris Hitchen, Rita Cabaço, Romeu Runa, Hugo Bentes
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 113 minutos

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Crítica: Restos do Vento (2022)

"Tu não podes falar disto a ninguém, percebeste? Ninguém."
Paulo


*7/10*

As tradições mais ancestrais servem de mote para uma história de poder e exclusão numa povoação perdida no interior norte de Portugal. Depois de A Herdade, Tiago Guedes regressa com Restos do Vento, um filme mais sombrio e angustiante que o seu antecessor, com quem partilha a particularidade da acção se passar também em épocas distintas - separadas por 25 anos.

Uma comunidade fechada em si e no machismo tóxico das suas tradições, vê-se assombrada por traumas passados, que emergem quando uma tragédia acontece. Todos guardam segredos, qual pacto de silêncio. Ao mesmo tempo, o estranho ou desconhecido também não é bem acolhido entre a população - mesmo que seja fruto dela.


Tiago Guedes - que assina igualmente o argumento juntamente com Tiago Rodrigues - pretende imiscuir-se no centro da violência e perceber como pode ela ter origem nas sociedades envolventes. Esta pequena vila sem nome guarda em si o rastilho que faz despertar o que de pior pode existir no ser humano. Rituais ultrapassados, escondidos dentro de baús, estão mais vivos do que se pensa, num local onde parece não existir lei. E, por muita boa vontade que alguns tenham, as novas gerações cultivam os piores vícios e medos, da mesma forma que os seus pais: com humilhação, violência, machismo e abusos.

Com uma premissa forte e um protagonista cheio de potencial, Restos do Vento não vai ao âmago das outras personagens, tornando-as superficiais e insensíveis, até mesmo pouco realistas. O início em crescendo, onde os rituais machistas, em que rapazes vestidos com fatos e capuz de serapilheira perseguem as jovens da aldeia para as açoitar (os caretos de Podence,  bem mais modernos, podem ser facilmente entendidos como inspiração para esta "tradição" ficcional), cativa as atenções da plateia para a brutalidade do Homem. Todavia, 25 anos passados, e após as festividades da terra, algo acontece que vem perturbar a aparente tranquilidade da povoação. É aí que o filme perde intensidade: há uma enorme quebra na acção, com decisões pouco consistentes, um suspense frágil e muita previsibilidade. 


Num elenco de grandes nomes do cinema português - como Nuno Lopes (Samuel), Isabel Abreu (Judite), Gonçalo Waddington (Vítor) ou João Pedro Vaz (Paulo) - é Albano Jerónimo quem se distingue, num papel muito diferente daqueles que o têm notabilizado. Ele é o protagonista, Laureano, um homem frágil e ingénuo, apesar do aspecto que assusta muitos com quem se cruza, e que vive à margem da comunidade, numa velha casa isolada. Solitário, apenas conta com o apoio de Judite, e com a companhia dos muitos cães errantes, os seus mais fiéis companheiros. Albano Jerónimo encarna Laureano de forma intensa, desde logo na transformação física que o levou a ganhar peso, assume o desleixo da personagem, o seu jeito de andar desengonçado, as expressões inocentes ou amedrontadas. Esta é a única personagem que mexe com a plateia e desperta verdadeira compaixão.


E mesmo com a falta de maior complexidade narrativa, Restos do Vento oferece-nos uma experiência desafiante, que mexe com emoções e faz reflectir sobre a (i)legitimidade da violência. Um filme capaz de provocar uma angústia latente dos dois lados do ecrã.

domingo, 25 de setembro de 2022

Sugestão da Semana #527

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português, Restos do Vento, de Tiago Guedes.

RESTOS DO VENTO


Ficha Técnica:
Título Original: Restos do Vento
Realizador: Tiago Guedes
Elenco: Albano Jerónimo, Nuno Lopes, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Gonçalo Waddington, Leonor VasconcelosMaria João PinhoTónan Quito
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 127 minutos

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Nuno Lopes recebe Prémio Carreira em Novembro no Festival Ymotion

A 6.ª edição do Ymotion - Festival de Cinema Jovem de Famalicão acontece de 2 a 7 de Novembro, e irá atribuir, pela primeira vez, o Prémio Carreira ao actor Nuno Lopes.

Nuno Lopes tem integrado o elenco de várias produções cinematográficas portuguesas, francesas e brasileiras e já foi distinguido com os prémios Shooting Star no Festival de Cinema de Berlim pela sua participação no filme Alice, em Veneza recebeu o Prémio Orizzonti para Melhor Actor em São Jorge, ambos realizados por Marco Martins, recebeu o Prémio Angela para melhor actor europeu no Festival de Cinema Europeu Subtitle pelo filme Posto Avançado do Progresso, e em Portugal já arrecadou cinco Globos de Ouro, um Prémio Sophia e um Prémio SPA para melhor actor.

O Ymotion promove curtas-metragens produzidas por jovens dos 12 aos 35 anos, a nível nacional. O festival realiza-se na Casa da Juventude de Famalicão, no Centro de Estudos Camilianos, na Fundação Castro Alves e ,devido às actuais circunstancias de saúde pública, também em formato digital. O programa será revelado em breve.

Mais informações em https://www.ymotion.org/.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Opinião - Séries: Sara (2018)


*9/10*



Sara
ultrapassa barreiras, tão depressa passa da comédia ao drama, satiriza-se a si mesma e atinge, por diversos momentos, um estatuto delirante. Sara é uma série portuguesa com grande potencial de exportação. Nunca se viu nada assim.

Toda a ideia de Bruno Nogueira transpira genialidade - de génio e de louco, temos todos um pouco, e deve ser por isso que Sara nos diz tanto. Na realização, Marco Martins faz-nos esquecer que estamos a ver televisão, construindo quase um híbrido de plataformas (sem esquecer que a série teve antestreia no IndieLisboa, um festival de cinema). Às vezes, parece que o ecrã é o do cinema e para tal muito contribui o bom trabalho da direcção de fotografia. A adicionar a esta dualidade, surge a música e a literatura com temas de B Fachada e textos de Valter Hugo Mãe, apropriados pelas personagens da série (Tónan Quito e António Durães, respectivamente).

Ao longo da série, acompanhamos Sara Moreno, uma actriz de 42 anos, que começa a questionar as suas escolhas profissionais até ao momento. Conhecida pela sua densidade dramática no teatro e cinema, e pela facilidade em chorar nos papéis que interpreta, de repente, Sara deixa de ter lágrimas. Com o pai doente, abandona a rodagem do seu último filme e vê-se forçada a entrar no mundo das novelas, redes socais, sessões fotográficas para revistas cor-de-rosa, transformando totalmente a sua vida.

Nestes oito episódios que passam a correr, acompanhamos a tentativa de adaptação de Sara a um novo estilo de vida, as suas frustrações e dúvidas. Que turbilhão de sensações!


Beatriz Batarda encarna Sara, a actriz de cinema que se rende à televisão, tal como a própria, com um currículo quase exclusivamente dedicado à Sétima Arte. Começam aí as ironias e coincidências. Estas continuam com as ideias preconcebidas que sempre associamos aos filmes portugueses, as revistas cor-de-rosa e os paparazzi sempre à espera da melhor oportunidade, entre tantas outras. A sátira às novelas é certeira, mas é igualmente eficaz a crítica a quem as condena. A personagem de Nuno Lopes, o galã João Nunes, é, por sua vez, um estereótipo muito curioso, cheio de fragilidades, escondendo uma inesperada sensibilidade até ao último episódio.

Sara faz-nos pensar, ao mesmo tempo que surge o equilíbrio - também é preciso não pensar, as novelas são o símbolo máximo disso mesmo -, e faz-nos rir dos momentos mais nonsense possíveis. Faz-nos chorar com duros dramas familiares ou dilemas psicológicos - onde surge a questão da dignidade da morte. Faz-nos enlouquecer com a consciência (aka agente, interpretado e bem por Albano Jerónimo) da actriz que a persegue e persuade a render-se àquilo que ela mais critica.

O meio audiovisual nacional é muito bem desconstruído em Sara e entre ataques, caricaturas e sátira, revelam-se igualmente a compreensão e até o lado mais puro do que parece apenas superficial. Sara sabe rir de si mesma, constrói-se através dessa sabedoria e é por isso que resulta. O background e influências de Marco Martins e Bruno Nogueira fundem-se para criar este universo tão inspirado na própria Beatriz Batarda, e piscam-nos o olho de quando em quando ao longo dos oito episódios memoráveis. Queremos mais!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Passatempo: Ganha Bilhetes Duplos para a Festa do Cinema Francês #2

Em parceria com a Festa do Cinema Francês, o Hoje Vi(vi) um Filme vai oferecer bilhetes duplos para algumas sessões do festival. Para te habilitares a ganhar, só tens de preencher o formulário abaixo.

Temos 5 bilhetes duplos para o filme Le Vent tourne, de Bettina Oberli, para a próxima Sexta-feira, dia 12 de Outubro, às 21h30, no Cinema São Jorge, em Lisboa.



A sessão contará com a presença do actor Nuno Lopes.

Sinopse:
Pauline, uma jovem do campo, cria os seus animais em profunda relação com a natureza. A chegada de Samuel, que vem instalar uma turbina eólica, irá perturbar o casal, e os seus valores.



Os vencedores serão sorteados aleatoriamente e posteriormente contactados por email.

Boa sorte!

Passatempo encerrado (10h54 de dia 11/10/2018).

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Globos de Ouro Sic/Caras: Os Vencedores de Cinema

Foi no passado Domingo que foram conhecidos os vencedores dos Globos de Ouro Sic/Caras. O Hoje Vi(vi) um Filme vem um pouco atrasado, mas nunca é tarde para destacar os premiados das categorias de cinema.


O prémio para Melhor Filme foi entregue a São Jorge, de Marco Martins, que tem crítica aqui no blog. Nuno Lopes venceu a categoria de Melhor Actor pelo seu papel no mesmo filme e Rita Blanco conquistou o globo para Melhor Actriz, pelo seu desempenho no filme Fátima, de João Canijo.

A lista completa de vencedores pode ser encontrada aqui.

terça-feira, 14 de março de 2017

Sugestão da Semana #263

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme português, São Jorge. A longa-metragem de Marco Martins, protagonizada por Nuno Lopes, já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

SÃO JORGE


Ficha Técnica:
Título Original: São Jorge
Realizador: Marco Martins
Actores: Nuno Lopes, Jean-Pierre Martins, Gonçalo Waddington, Mariana Nunes, José Raposo, Carla Maciel, Paula Santos, Beatriz Batarda, Teresa Coutinho, David Semedo
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 112 minutos

sexta-feira, 3 de março de 2017

Crítica: São Jorge (2016)

"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge..."
Oração a São Jorge


*7/10*

Cerca de um seis meses após estrear no Festival de Veneza, São Jorge, de Marco Martins, chega a Portugal, o seu país. Nuno Lopes (premiado no festival italiano) é o motor da narrativa que se propõe a abordar uma temática arriscada: o mundo das empresas de cobranças difíceis em tempos de crise.

Depois de Alice (2005), realizador e protagonista regressam juntos ao cinema. A dupla adaptou-se bem aos bairros onde o filme se passa, e actores e não actores são filmados com a maior das naturalidades, acompanhando as suas conversas e receios sobre o estado do país sob o jugo da troika.

Em São Jorge, focamo-nos em Jorge (Nuno Lopes), um boxeur desempregado que aceita trabalho nocturno numa empresa de cobranças difíceis. Num momento em que a mãe do seu filho o quer levar para o Brasil, Jorge vê neste emprego a sua única solução.


A par da arrojada história principal e do conflito que surge no protagonista quando começa o seu novo trabalho, encontramos um lado mais documental ligado à temática da crise que assolava o país aquando do início da produção de São Jorge. Este lado é, infelizmente, o ponto fraco da longa-metragem de Marco Martins, que acaba por dar demasiado foco à realidade tão falada, documentada e filmada, real ou ficcionalmente.

Já a temática das cobranças difíceis, do desespero dos devedores, da urgência dos credores e da violência para com os que não cumprem os prazos, dá um ponto de partida especialmente interessante ao filme, mas não é explorado na sua plenitude.

Há em Jorge duas circunstâncias que, já de si, criam um dilema em toda a sua nova situação: ser boxeur e estar com problemas financeiros. Ele vai ter de utilizar as suas habilidades e dotes físicos contra outros que, tal como ele, sofrem com a crise. Tudo se adensa com a ida para o terreno, presenciar conversas, a pressão exercida sobre os devedores e, principalmente, a necessidade da sua intervenção, em último recurso. A violência como meio para atingir um fim.

A relação entre pai e filho e entre Jorge e Susana, a mãe da criança, pecam por não ser mais exploradas, especialmente por serem eles o motivo da sua decisão em aceitar este trabalho difícil e quase imoral.


Nuno Lopes transformou-se fisicamente para interpretar Jorge. Surge atlético, com verdadeiro porte de boxeur. Nota-se o treino necessário para subir ao ringue da representação neste papel, bem como a familiaridade que demonstra ao passear-se pelos bairros da Bela Vista e da Jamaica. Duro, mas apaixonado e sensível, chegando até a ser ingénuo, o actor é camaleónico e enriquece qualquer filme.

São Jorge passa-se maioritariamente de noite, adensando a aura misteriosa e obscura que assombra o trabalho do protagonista como cobrador de dívidas. A noite esconde o sangue depois de um ajuste de contas e disfarça o desespero. Mas é também sinónimo de liberdade e boa parceira de fuga. Neste ambiente nocturno, a direcção de fotografia de Carlos Lopes faz um excelente trabalho, e potencia a execução de planos marcantes.

São Jorge é o esperado regresso da dupla Martins-Lopes. Ao comando, Nuno Lopes atordoa a plateia com punhos cheios de talento. O filme fica a saber a pouco quando pensamos na ideia original de explorar o submundo das cobranças difíceis. Queríamos um pouco mais. Ficam-nos a dever esta.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Crítica: Cadências Obstinadas / Cadences obstinées (2013)

*4.5/10*

Fanny Ardant foi tão obstinada como as cadências de Margo, e a sua segunda longa-metragem enquanto realizadora coloca de tal forma a estética à frente da narrativa que não passa de uma tentativa falhada de entrar no dito cinema de autor. Cadências Obstinadas vem armado de personagens fortes, mas entrega-as a um argumento vazio, sem fio condutor, perdido em si mesmo. 

O elenco de luxo - que conta com nomes portugueses e internacionais como Nuno Lopes, Ricardo Pereira, Asia Argento, Franco Nero ou Gérard Depardieu - regala-nos com a sua presença, mas a mesma não chega quando falta conteúdo ao trabalho da realizadora e argumentista. Ardant descurou a história dando uma primazia exagerada e injustificável à forma, e Cadências Obstinadas perdeu todo o encanto que poderia ter, ou, pelo menos, que as suas fortes personagens poderiam prometer.

Na noite da passagem de ano, o velho Carmine lança um desafio a Furio: tem quatro meses para restaurar um velho hotel e inaugurá-lo com grande pompa. Desejoso de se mostrar à altura, Furio aceita o desafio, encorajado pela sua mulher Margo, que acredita que esta missão permitirá ao casal reaproximar-se. Enquanto o estaleiro da obra se instala, os problemas crescem em torno de Furio, que se afasta cada vez mais de Margo. Abalada, a mulher dedica-se à preparação de uma peça para violoncelo que vai interpretar na inauguração do hotel. Margo sacrificou a sua carreira de violoncelista por amor e tem agora a oportunidade de ultrapassar os seus medos e o desgosto do seu talento desperdiçado.


Ao amor à música contrapõe-se o amor a um homem. Aliada às paixões avassaladoras de Margo, está uma mal engendrada história de máfia que não nos leva muito longe. A narrativa começa por seguir a história de amor de Margo e Furio que, não sabemos bem por quê, arrefeceu. Ela esforça-se por reconquistar o marido, sem resultados, mas deixa-se facilmente tentar por outras personagens, especialmente pelo sedutor Mattia, que não percebemos bem que papel tem na trama, para além de incorporar os vícios e malícia de personagens menos abonatórias. Ao mesmo tempo, todo o restauro do hotel parece fadado ao fracasso, por entre corrupção, incompetência ou irresponsabilidade.

Margo, por seu lado, sente-se desesperada e parece pôr em causa o momento em que escolheu abandonar a carreira musical por amor a um homem. Mas tudo mais que rodeia este enredo é inconsequente e sem grande impacto ou desenvolvimento.

Cadências Obstinadas mostra-se um desperdício de actores e personagens - todas muito fortes e cheias de personalidade. É neles que reside o ponto realmente forte do filme. A protagonista  transpira paixão e garra, e Asia Argento incorpora todo o mistério que a envolve numa interpretação poderosa e sentida. A trágica Margo é o motor de Cadências Obstinadas e merecia uma história à sua altura. Ao seu lado está Nuno Lopes como Furio - um homem que amou, talvez ainda ame, mas precisa reencontrar o sentimento -, numa interpretação forte como já nos tem habituado, veste a pele de um homem rude, mas a precisar de coragem, que condena os actos que fujam à lei, apesar de compactuar com eles. Uma personagem dúbia, mas com quem iremos criar empatia, apesar de tudo. Ricardo Pereira chega como Mattia, o sedutor imoral, que merecia um papel mais consistente no filme de Fanny Ardant.

Lê a crítica completa no Espalha-Factos: "As Cadências Obstinadas de Fanny Ardant"

domingo, 19 de maio de 2013

Globos de Ouro SIC 2013: Cinema

Foram há poucos minutos anunciados os vencedores dos Globos de Ouro Sic, nas categorias de Cinema: Melhor Filme, Melhor Actor e Melhor Actriz.

Tabu, Nuno Lopes e Dalila Carmo conquistaram os galardões nas suas categorias.

Aqui fica a lista completa de nomeados:

Melhor Filme
Tabu
Florbela
Linhas de Wellington
O Gebo e a Sombra


Melhor Actor
Nuno Lopes (Linhas de Wellington)
Carlos Santos (Operação Outono)
Carloto Cotta (Tabu)
Rui Morrison (Em Câmara Lenta)


Melhor Actriz
Dalila Carmo (Florbela)
Ana Moreira (Tabu)
Laura Soveral (Tabu)
Rita Durão (A Vingança de Uma Mulher)