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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2019

Estamos em época de evitar afectos. Abraços e beijos ficam para quando a bonança chegar. Mas não podemos deixar de assinalar o Dia Internacional do Beijo no Hoje Vi(vi) um Filme. Sim, porque recordar é permitido.

Escolhemos então, como de costume, alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2019, aqui estão seis beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

O Dia a Seguir (The Aftermath) - Stephen Lubert (Alexander Skarsgard) e Rachael Morgan (Keira Knightley)


It: Capítulo 2 (It: Chapter Two) - Bill Denbrough (James McAvoy) e Beverly Marsh (Jessica Chastain)


e Beverly Marsh (Jessica Chastain) e Ben Hanscom (Jay Ryan)


Dor e Glória (Dolor y gloria) - Salvador Mallo (Antonio Banderas) e Federico Delgado (Leonardo Sbaraglia)


Joker - Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) e Sophie Dumond (Zazie Beetz)


A Favorita (The Favourite) - Queen Anne (Olivia Colman) e Lady Sarah (Rachel Weisz)

domingo, 26 de janeiro de 2020

Prémios Goya 2020: Vencedores

Os vencedores dos Prémios Goya foram anunciados este Sábado, 25 de Janeiro. Dor e Glória, de Pedro Almodóvar foi o grande vencedor da noite do cinema espanhol.


Eis a lista completa de premiados.

Melhor Filme
Dor e Glória, de Pedro Almodóvar

Melhor realizador
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

Melhor Realização Estreante
Belén Funes, por La Hija de un Ladrón

Melhor Argumento Original
Pedro Almodóvar, por Dor e Glória

Melhor Argumento Adaptado
Benito Zambrano, Daniel Remón, Pablo Remón, por Intemperie

Melhor Documentário
Ara Malikian, por Una Vida Entre las Cuerdas

Melhor Filme de Animação
Buñuel en el Laberinto de las Tortugas, de Salvador Simó

Melhor Banda Sonora Original
Alberto Iglesias, por Dor e Glória

Melhor Canção Original
Intemperie - Compositores: Javier Ruibal, por Intemperie

Melhor Actor
Antonio Banderas, por Dor e Glória

Melhor Actriz
Belén Cuesta, por La trinchera infinita

Melhor Actor Secundário
Eduard Fernández, por Mientras dure la guerra

Melhor Actriz Secundária
Julieta Serrano, por Dor e Glória

Melhor Actor Revelação
Enric Auquer, por Quien a hierro mata

Melhor Actriz Revelação
Benedicta Sánchez, por O que arde

Melhor Direcção de Produção
Carla Pérez de Albéniz, por Mientras dure la guerra

Melhor Direcção de Fotografia
Mauro Herce, por O que arde

Melhor Montagem
Teresa Font, por Dor e Glória

Melhor Direcção Artística
Juan Pedro de Gaspar, por Mientras dure la guerra

Melhor Guarda-roupa
Sonia Grande, por Mientras dure la guerra

Melhor Caracterização
Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver, Nacho Díaz, por Mientras dure la guerra

Melhor Som
Iñaki Díez, Alazne Ameztoy, Xanti Salvador, Nacho Royo-Villanova, por La trinchera infinita

Melhores efeitos especiais
Mario Campoy, Iñaki Madariaga, por El hoyo

Melhor Filme Ibero-Americano
La Odisea de los Giles, de Sebastián Borensztein (Argentina)

Melhor Filme Europeu
Les Misérables, de Ladj Ly (França)

Melhor Curta-metragem de Ficção
Suc de Síndria, de Irene Moray

Melhor Curta-metragem Documental
Nuestra vida como niños refugiados en Europa, de Silvia Venegas Venegas

Melhor Curta-metragem de Animação
Madrid 2120, de José Luís Quirós, Paco Sáez

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Os Melhores do Ano: Top 20 [10º-1º] #2019

Depois da primeira parte do TOP 20 de 2019 do Hoje Vi(vi) um Filme, revelo agora os dez lugares que faltam. Conclusão a tirar dos melhores filmes de 2019: a temática de um mundo em declínio está bem patente em grande parte das minhas escolhas deste ano. E não pode ser só o Cinema a alertar-nos!

Eis os meus 10 favoritos de 2019 (estreados no circuito comercial de cinema - e Netflix - em Portugal). A um indiscutível primeiro lugar, seguem-se quatro títulos muito equilibrados, bem como os restantes filmes do TOP 10.


O melhor de Dois Papas está em todos os momentos em que Hopkins e Pryce contracenam e trocam ideias. É aí que sentimos o quão importante é o filme de Meirelles para o mundo actual. Muito mais do que espiritualidade, ele ensina-nos a tolerância, a compreensão e o diálogo. 


Bellocchio filma com destreza as festas da Cosa Nostra, os crimes, a tortura no Brasil e os julgamentos, por vezes como uma dança, com musicalidade. Por outro lado, o realizador sabe usar os planos-sequência para cativar a atenção da plateia. Acima de tudo, sabe contar uma boa história. Tão depressa nos põe a sorrir com os maneirismos das famílias da máfia, ou os exageros dos detidos no tribunal, como nos põe vigilantes na eminência de uma ameaça. 


Parasitas faz uma crítica social mordaz que contrapõe duas famílias - uma rica, outra pobre - numa Coreia cheia de desigualdades e sonhos. Bong Joon-ho constrói um cenário onde tudo pode acontecer e nunca estaremos preparados para os próximos desenvolvimentos narrativos. Comédia, drama e muita violência são os ingredientes principais deste duelo de classes. O filme carrega consigo um incómodo latente, especialmente cruel. Os momentos de humor disfarçam a culpa que a plateia carrega por não conseguir escolher um lado. Todos têm sonhos e todos querem sobreviver.


Um futuro distópico traz-nos um pai e uma filha a viajar no espaço sem perspectiva de regresso à terra. O buraco negro que parece ser o seu destino assemelha-se ao que a vida daquele homem se tornou desde que embarcou naquela nave. High Life é a proposta violenta e aterradora de Claire Denis dentro da ficção científica, com Robert Pattinson, adulto e paternal, ao comando. O filme carrega uma visceralidade totalmente distinta da que podemos facilmente associar a outros filmes do género. Abundam corpos e fluídos, mas igualmente amor e cuidado. A perversidade anda a par com a pureza, entre passado e presente.


Dor e Glória é um Almodóvar (parcialmente) autobiográfico, que se enfrenta a si e aos seus fantasmas, sem receios e fiel ao seu estilo. É um elogio ao Cinema e prova da admiração pelos que  o tornaram no homem que é. Uma carta de amor às suas inspirações, em jeito de filme. Um trabalho reflexivo e íntimo, sem excessos, que traz à tona o grande actor que é Antonio Banderas


Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado, e um trio de actrizes triunfal: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.


Martin Scorsese é um mestre a contar histórias e adora um bom enredo de mafiosos. O Irlandês faz-nos recordar os mafiosos dos anos 70, 80 e 90, as mesmas caras, num registo muito mais adulto e menos efusivo. Afinal, a idade pesa-nos a todos e parece que chegamos ao momento de reflexão dos gangsters do cinema. Um filme sobre escolhas e solidão. E sobre uma vida passada com a morte sempre por perto.


Os realizadores criam o cenário perfeito para discutir o estado para que o Mundo caminha. Bacurau é um lugar pacato e de poucos recursos, mas onde a tecnologia e a informação fazem parte da mobília. Estes homens, mulheres e crianças são resistentes e sabem defender-se das façanhas dos poderosos para os derrubar. São claramente instruídos, têm até um Museu. Eis o segredo para vingar e resistir: Cultura! Aquela que tantos governos preferem menosprezar, porque o povo ignorante é muito mais fácil de manobrar. Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles não tremem, nem temem. Não recuam, atacam com humor mordaz e com tiros certeiros, mortos, muito sangue e violência, mas igualmente uma união exemplar. Bacurau é Resistência.


Christian Petzold conta uma história passada durante a Segunda Guerra Mundial, mas numa França contemporânea. No ambiente, as cores vivas contrastam com o clima de terror que assombra as personagens, mas deixam-nos mais próximos destas, capazes de identificar entre elas muitos problemas actuais. O amor e guerra andam muitas vezes de mãos dadas e Petzold tem demonstrado saber como construir bons argumentos em épocas muito dolorosas da História mundial. Esta trilogia (Barbara, Phoenix, Transit) foi em crescendo, culminando com Em Trânsito, o mais belo filme do realizador alemão até agora.


Esqueçam os heróis. Em Joker, só há vilões, com e sem máscara de palhaço. Há uma agonia permanente desde o primeiro plano do filme de Todd Phillips. A angústia por ver ao que tudo chegou, por perceber como a sociedade trata os mais frágeis, com ausência de justiça ou lei; mas principalmente, por encontrarmos tantas semelhanças com o actual Mundo real. Se a sociedade não te acolhe como podes tu acolhê-la? Arthur Fleck é sua vítima e seu produto. Este Joker tem nome e é humano.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Crítica: Dor e Glória / Dolor y Gloria (2019)

"The nights that coincide several pains, those nights I believe in God and I pray to him. The days when I only suffer a type of pain I'm an atheist."
Salvador Mallo


*8/10*

Dor e Glória é um Almodóvar (parcialmente) autobiográfico, que se enfrenta a si e aos seus fantasmas, sem receios e fiel ao seu estilo. Um trabalho reflexivo e íntimo, sem excessos, que traz à tona o grande actor que é Antonio Banderas.

Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um realizador de cinema, que se vê obrigado a reflectir sobre as escolhas que fez ao longo da vida quando passado e presente se parecem desmoronar ao seu redor. Entre a doença física e a dor psicológica, Salvador recorda a infância e reencontra os fantasmas do passado.

Eis que Dor e Glória deambula entre tempos distintos, intercalando-os, à medida que reencontros e decisões vão activando memórias. Tudo especialmente bem construído, resultando numa espécie de meta-ficção. Almodóvar é genial, como sempre, a escrever e a filmar, e o facto de criar Salvador à sua imagem, está longe de ser um problema.


No meio do bloqueio criativo de Salvador, a dor que o parece impedir de avançar não é apenas física. Ela pede uma reconciliação com o passado. E Banderas dá tudo de si neste papel, sóbrio e intimo, como poucas vezes o vemos.

Há uma tristeza latente, quase num prenúncio para o que acontecerá a seguir, mas inesperado como gostamos que Almodóvar seja, ele surpreende-nos até ao final.

Apesar da sobriedade - está longe de extravagâncias de outros filmes do realizador, apesar da comédia espreitar, em alguns momentos -, Dor e Glória é todo ele Pedro Almodóvar. Para além do realismo, a direcção artística denúncia o seu autor. Abundam os vermelhos vivos, os padrões alegres, a arte nas paredes, num contraste sempre condizente com a narrativa de opressão ou angústia.


Dor e Glória é um trabalho contido e melancólico. Um elogio ao Cinema e prova da admiração pelos que o tornaram no homem que é. Uma carta de amor às suas inspirações, em jeito de filme.

domingo, 8 de setembro de 2019

Sugestão da Semana #393

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, protagonizado por Antonio Banderas.

DOR E GLÓRIA


Ficha Técnica:
Título Original: Dolor y gloria
Realizador: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Asier Etxeandia, Leonardo SbaragliaNora Navas, Julieta Serrano César VicentePenélope Cruz, Cecilia Roth
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Estreias da Semana #393

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses sete novos filmes. As atenções recaem sobretudo em It: Capítulo 2, a sequela do filme de terror de 2017, ambos realizado por Andy Muschietti, e Dor e Glória, o mais recente filme de Pedro Almodóvar.

A Ganha-Pão (2017)
The Breadwinner
Parvana tem 11 anos e vive com a família numa pequena casa na cidade de Kabul, devastada pela guerra. Debaixo do regime talibã, a menina cresce a ouvir histórias do pai enquanto o ajuda no mercado onde ele ganha a vida a ler cartas às pessoas analfabetas. Quando o pai é preso e levado por terroristas, a vida de Parvana muda para sempre. Num tempo e lugar onde as mulheres não podem deixar a casa sem a companhia de um homem, a sua família fica sem um elemento capaz de ganhar dinheiro ou comprar comida. Parvana decide então cortar o cabelo e fazer-se passar por rapaz, tornando-se ela a ganha-pão da família. E apesar do perigo de ser descoberta, não desiste de resgatar o pai.

Ameaça em Alto Mar (2019)
Le chant du loup
Chanteraide (François Civil) tem o raro dom de conseguir identificar todos os sons que ouve. A bordo de um submarino nuclear francês, tudo depende dele, o Orelha de Ouro. Reputado como infalível, comete, no entanto, um erro que coloca a equipa em perigo de morte. Chanteraide quer reconquistar a confiança dos companheiros mas as suas dúvidas colocam-nos numa situação ainda mais dramática. Num mundo de dissuasão nuclear e de desinformação, os tripulantes dão por si no epicentro de uma engrenagem incontrolável.

Dor e Glória (2019)
Dolor y gloria
Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um famoso realizador de cinema. As suas memórias levam-no até à infância na cidade valenciana de Paterna, nos anos 60, junto com os pais, os primeiros amores, o primeiro desejo, a mãe, a mortalidade, o primeiro amor adulto na Madrid dos anos 80, a dor da separação. E o vazio, o incomensurável vazio perante a impossibilidade de continuar a filmar.

It: Capítulo 2 (2019)
It: Chapter Two
Passaram 27 anos. Os elementos do Losers Club cresceram e continuaram as suas vidas. Até ao dia em que um telefonema os obriga a regressar ao passado. Os amigos há muito seguiram caminhos separados, mas quando a história se repete e pessoas começam a desaparecer, Mike, o único do grupo que permaneceu em Derry, pede aos restantes para regressarem à sua cidade natal. Traumatizados pelas experiências do passado, cada um é obrigado a vencer os seus medos mais profundos para destruir Pennywise de uma vez por todas, colocando-os em rota de colisão com o palhaço que muda de forma e que se tornou mais mortal do que nunca.

Killerman: A Lei das Ruas (2019)
Killerman
Moe (Liam Hemsworth) cresceu no Diamond District de Nova Iorque e usa as suas ligações ao mundo da joalharia para lavar milhões de dólares em dinheiro ilícito, com o seu parceiro e melhor amigo Skuk. Os dois são atraídos para um negócio fácil que é afinal uma armadilha orquestrada por polícias corruptos que os pretendem roubar e os perseguem pelas ruas de Nova Iorque. Gravemente ferido numa colisão violenta, Moe acorda sem memória, com milhões em dinheiro roubado e drogas, e um grupo de polícias corruptos no seu encalço. Perdido e sozinho, Moe parte numa viagem perigosa para encontrar respostas.

Mas Que Avó É Esta?! (2019)
C'est quoi cette mamie ?!
Após dois anos felizes, a tribo de sete meios-irmãos tem de deixar o grande apartamento antes do final do verão. Enquanto vão de férias com os respectivos pais, Gulliver, o mais novo, é enviado sozinho para a casa da avó, à beira-mar, mas a excêntrica Mamie Aurore não é ama de ninguém e prefere festas e diversão a tomar conta do neto. O resto do grupo decide vir em socorro de Gulliver...

Segredos Oficiais (2019)
Official Secrets
Baseado na história verdadeira da informadora britânica Katharine Gun que, antes da invasão do Iraque, em 2003, tornou público um memorando secreto da NSA expondo uma operação conjunta de espionagem ilegal dos EUA e Reino Unido a elementos do Conselho de Segurança da ONU. O memorando propunha chantagear os estados membros a votarem pela guerra.