quarta-feira, 7 de maio de 2025
IndieLisboa 2025: Primeira Pessoa do Plural (2025)
quarta-feira, 2 de outubro de 2024
Globos de Ouro - Sic: Vencedores
Os Globos de Ouro SIC 2024 foram anunciados na noite de Domingo, 29 de Setembro. Mal Viver/Viver Mal, Rabo de Peixe e Matilha foram alguns dos premiados nas categorias de cinema e ficção televisiva.
Eis a lista de nomeados e vencedores em cada uma das categorias:
Cinema
Melhor Filme
Baan, Leonor Teles
Mal Viver e Viver Mal, João Canijo
Nação Valente, Carlos Conceição
Onde Fica Esta Rua? Ou Sem Antes Nem Depois, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata
Melhor Actor
Albano Jerónimo, The Nothingness Club - Não Sou Nada e O Pior Homem de Londres
Rui Morrison, Sombras Brancas
Melhor Actriz
Rita Blanco, Mal Viver e Viver Mal
Rita Cabaço, O Vento Assobiando nas Gruas
Anabela Moreira, Mal Viver, Viver Mal e A Semente do Mal
Maria João Pinho, A Sibila
Televisão
Melhor Ficção
Codex 632
Lúcia, A Guardiã dos Segredos
Matilha
Senhora do Mar
Melhor Actor
Albano Jerónimo, Rabo de Peixe
Afonso Pimentel, Matilha e Rabo de Peixe
Paulo Pires, Codex 632
Melhor Actriz
Inês Aires Pereira, Erro 404
Márcia Breia, Lúcia, A Guardiã do Segredo
Helena Caldeira, Rabo de Peixe
Sofia Ribeiro, Senhora do Mar
Margarida Vila-Nova, Matilha
terça-feira, 6 de junho de 2023
Opinião - Séries: Rabo de Peixe / Turn of the Tide / Mar Branco (2023)
domingo, 28 de maio de 2023
Sugestão da Semana #562
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
Crítica: Restos do Vento (2022)
domingo, 25 de setembro de 2022
Sugestão da Semana #527
domingo, 3 de janeiro de 2021
Crítica: Ordem Moral (2020)
*7.5/10*
Ordem Moral, de Mário Barroso, é um elogio a uma mulher que desafiou o seu tempo. Um exemplo de emancipação e feminismo numa época de turbulência social e política - e mesmo de saúde pública, com a gripe espanhola a fazer vítimas, numa imprevisível analogia aos dias que vivemos.
"A história que pretendemos contar é pública e conhecida: em 1918, Maria Adelaide Coelho da Cunha, herdeira e proprietária do Diário de Notícias, abandona o luxo social, cultural e familiar em que vive para fugir com um insignificante chauffeur, 26 anos mais novo. As consequências desta sua decisão serão obviamente dolorosas e moralmente devastadoras."
O retrato de uma época em que as mulheres eram meros acessórios: as de classe baixa viviam para o trabalho e abusos dos patrões, sem dignidade ou defesa, as da alta sociedade vivam no ócio, inúteis e esquecidas pelos homens da casa, que as desrespeitavam e se desfaziam delas quando assim lhes conviesse. Não seria assim tão linear, mas o resumo está feito e somavam-se exemplos, como bem nos conta Ordem Moral, pegando na história da herdeira do Diário de Notícias, interpretada de corpo e alma por Maria de Medeiros. Uma interpretação magistral que é a alma da longa-metragem, entre a rebeldia, o altruísmo, a simplicidade, a paixão, o desespero, mas sem baixar os braços, até ao fim.
Para todos os médicos famosos da época, Maria Adelaide era louca por querer viver e amar, com justificações pouco científicas, em que a menopausa seria a desculpa ideal para aprisioná-la num manicómio e privá-la, ainda mais, de gerir os seus bens. Um marido bem relacionado só piorava a situação de uma mulher que já tinha parcos direitos perante a Lei.
Há um excelente trabalho na recriação da época no guarda-roupa e direcção artística, cuja direcção de fotografia de Barroso compõe e ilumina em belíssimos quadros. Ao mesmo tempo, é capaz de tocar temas como a homossexualidade, o aborto clandestino, a situação política instável e a ascensão dos nacionalismos, os horrores da pneumónica, tudo sem desviar a atenção da figura e mensagem principais.
De foragida por amor - e desejo de liberdade - a prisioneira num hospital - onde encontrou algumas injustiçadas como ela -, Maria Adelaide foi um marco no feminismo e na emancipação das mulheres na sociedade, desafiando convenções, os homens e toda a qualquer Ordem Moral.
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Sugestão da Semana #434
Realizador: Mário Barroso
Duração: 101 minutos
quarta-feira, 22 de abril de 2020
A Herdade - versão série - estreia na RTP1 a 30 de Abril e 1 de Maio
A série terá quatro episódios, sendo exibidos dois em cada dia. Protagonizado por Albano Jerónimo e Sandra Faleiro, A Herdade acompanha a história de uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, ao mesmo tempo que faz o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a Revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje.
Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme ao filme, aquando da estreia nos cinemas, em Setembro de 2019, aqui.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
Momentos para Recordar #64
domingo, 22 de setembro de 2019
Sugestão da Semana #395
Ficha Técnica:
Elenco: Albano Jerónimo, Sandra Faleiro, Miguel Borges, João Vicente, João Pedro Mamede, Ana Vilela da Costa
Classificação: M/12
Duração: 166 minutos
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
Crítica: A Herdade / The Domain (2019)
A Herdade apresenta-nos a uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, e leva-nos a mergulhar nos segredos da sua herdade, fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a Revolução do 25 de Abril, até aos anos 90.
João é um homem frio, poderoso, intransigente, de amores fugazes e opiniões sólidas. Albano Jerónimo é capaz de encarná-lo com dignidade, com uma sensualidade que contrasta com a sua rudez. Ao seu lado, Sandra Faleiro é a maior estrela do filme. Os seus cabelos loiros, olhos azuis, pele clara, de ar angelical, nórdico e frágil, compõem uma mulher muito mais forte e firme do que aparenta. Leonor sofre em silêncio mas não se deixa rebaixar em momento algum, acomoda-se mas não se deixa humilhar, é independente, apesar do marido infiel e do pai general da PIDE. Os seus olhos dizem muito mais do que qualquer palavra.
Elementos fundamentais e simbólicos surgem em A Herdade, quase como parte dos protagonistas. Os cavalos de João, com quem parece ter uma relação mais próxima que com a própria família; o vento, omnipresente naqueles campos a perder de vista; o sótão dos que não querem ser encontrados; a vedação onde Miguel encontra alguma liberdade, tal como o pequeno forte em ruínas onde João se refugiava em criança; a árvore que desde o início é quase um membro da família...
Um dos mais marcantes momentos do filme de Tiago Guedes coincide com o 25 de Abril de 1974. Imagens e som de arquivo entram em cena para contar a História. Testemunhamos a revolução a nascer lá fora mas não dentro daquela casa.
Tecnicamente, A Herdade consegue proporcionar-nos imagens inesquecíveis através da direcção de fotografia de João Lança Morais (que joga da melhor forma com luz e escuridão, adequando-as através dos tempos), entre planos sequência memoráveis (o do baile, com cerca de oito minutos, não escapará a ninguém), o simbolismo das personagens que surgem nas sombras ou os planos filmados junto à árvore ao longo dos tempos. Os silêncios são trabalhados de forma eficaz pela equipa de som que merece igualmente destaque.
A Herdade é quase um épico do cinema português e Tiago Guedes teve a coragem de assumir as rédeas de um projecto de grande dimensão, quer no elenco, responsabilidade histórica, duração (166 minutos) e beleza estética. Cada personagem é toldada pela infância que teve. João, com todos os seus fantasmas e vícios, só quer salvar o património da família e manter o poder que sempre julgou seu de direito.
domingo, 16 de dezembro de 2018
Opinião - Séries: Sara (2018)
Sara ultrapassa barreiras, tão depressa passa da comédia ao drama, satiriza-se a si mesma e atinge, por diversos momentos, um estatuto delirante. Sara é uma série portuguesa com grande potencial de exportação. Nunca se viu nada assim.
Ao longo da série, acompanhamos Sara Moreno, uma actriz de 42 anos, que começa a questionar as suas escolhas profissionais até ao momento. Conhecida pela sua densidade dramática no teatro e cinema, e pela facilidade em chorar nos papéis que interpreta, de repente, Sara deixa de ter lágrimas. Com o pai doente, abandona a rodagem do seu último filme e vê-se forçada a entrar no mundo das novelas, redes socais, sessões fotográficas para revistas cor-de-rosa, transformando totalmente a sua vida.
Nestes oito episódios que passam a correr, acompanhamos a tentativa de adaptação de Sara a um novo estilo de vida, as suas frustrações e dúvidas. Que turbilhão de sensações!
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
LEFFEST'18: Caminhos Magnétykos (2018)
"O dinheiro não é tudo..."
Em Caminhos Magnétykos, Edgar Pêra regressa à ficção surrealista a que já nos tem habituado, criando uma realidade que relembra ditaduras passadas, tão depressa como utiliza as ideias mais actuais e futuristas. O filme guia-nos por cenários que vão do tradicional ao moderno, sempre com distorções de imagens e sons, de luzes e cores alucinogénas.
Eis esta nova ditadura ultraliberal, um liberalismo ultraconservador, ou nem uma coisa nem outra. Mas temos um primeiro-ministro-celebridade televisiva com algo semelhante às conversas em família de Marcelo Caetano; Donald Trump surge sorrateiramente e os poderosos continuam a mandar no país. É novamente de admirar como mais um conto de Branquinho da Fonseca consegue ser tão bem adaptado na actualidade. Edgar Pêra inspira-se no autor pela terceira vez, após Rio Turvo e O Barão.
Entre alguma paródia, surge o drama familiar e os dilemas de um pai que acaba de casar a filha preferida. Um existencialismo latente em Raymond vai-se desenvolvendo ao longo do filme, com o protagonista a questionar a sua vida e crenças. As ruas da cidade levam-no a encontrar-se com velhos amigos de ideais místicos ou revolucionários.
Após o encontro com a personagem de Ney Matogrosso, a expressão "o dinheiro não é tudo" passa a atormentar Raymond até ao final, num ambiente por vezes fantasmagórico.
No elenco, destaque para o protagonista Dominique Pinon, mas também para os papéis de Ney Matogrosso, Albano Jerónimo, Alba Baptista, Paulo Pires, António Durães e Teresa Ovídeo. Ao mesmo tempo, a banda sonora é outro ponto forte do filme de Pêra, com a música a cargo de Manuel de Oliveira, Paulo Furtado e Tó Trips.
Caminhos Magnétykos são mais um inspirado trabalho de Edgar Pêra, repleto da sua marcada estética e com ideias provocatórias e inebriantes.
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Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. O Veredito Social e Primetime são duas das estreias em destaq...
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Já são conhecidos os filmes vencedores da 21.ª edição do Doclisboa , que terminou este Domingo. A cerimónia de entrega dos prémios aconteceu...




























