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terça-feira, 5 de março de 2024

Cine Amadora - Mostra Internacional de Cinema: De 6 a 8 de Março sob o mote 'Cinema e Revolução'

A 1.ª edição do Cine Amadora – Mostra Internacional de Cinema acontece de 6 a 8 de Março, nos Recreios da Amadora, sob o mote Cinema e Revolução – Uma Ideia na Cabeça e uma Câmara na Mão (inspirado numa célebre frase do cineasta Glauber Rocha), inserida nas Celebrações dos 50 anos do 25 de Abril do município. A entrada é gratuita.

A abertura oficial da mostra realiza-se a 6 de Março, às 15h00, com a exibição do documentário 48, de Susana de Sousa Dias. Às 18h30, é a vez da Carta Branca à ESTC, com a exibição das curtas-metragens: Agora Frenesim, de Laura Andrade; Mistida, de Falcão Nhaga; Rubab, de Marta Vaz; Meia Luz, de Maria Patrão; e Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra.

Também no dia 6 de Março, às 21h30, é exibido O Fim do Mundo (2019), de Basil da Cunha, filmado no bairro da Reboleira.

O dia 7 de Março começa com a Masterclass Cinema e Paisagem Sonora, às 10h30, com Raquel Castro, investigadora de paisagens sonoras, realizadora e curadora. Às 15h30, o radialista Nuno Calado apresenta O Videoclip Enquanto Objecto Cinematográfico, com vários vídeos musicais da lusofonia. Às 18h30, é exibido o documentário Manguebit, de Jura Capela. Este dia, muito dedicado ao som e à música no cinema, termina com o Cine Concerto As Aventuras do Príncipe Achmed (1926), de Lotte Reiniger, musicado ao vivo pelo compositor e multi-instrumentista Sérgio Costa, às 21h30.

O último dia do Cine Amadora, 8 de Março, começa com um Workshop de Cinema Mobile, orientado por Luísa Sequeira e Sama, sobre o uso do telefone móvel como uma ferramenta para a realização de pequenos filmes. Às 15h30 terá início a sessão Curtas & Revolução, que conta com os filmes: Na Parede da Memória - Elis Regina, de Elizabete Martins Campos; Ashes of the Afternoon (134 Mortes), de Márcia Beloti e Luiza Porto; Os Cravos e a Rocha, de Luísa Sequeira; Quando a luz se Apaga, de Tânia Prates; e The Magnificent Women, de Mia Tomé.

Segue-se, às 18h30, o clássico Belarmino (1963), de Fernando Lopes, e, às 21h30, o documentário O Que Podem as Palavras?, de Luísa Sequeira e Luísa Marinho, sobre as escritoras Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa que, em 1972, publicaram As Novas Cartas Portuguesas, abordando temas proibidos e censurados durante o Estado Novo, como a Guerra Colonial, o adultério, a violação ou o aborto. 

Mais informações sobre o Cine Amadora - Mostra Internacional de Cinema em https://www.cineamadora.pt/programacao.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Prémios Sophia 2021: Os Nomeados

Foram hoje anunciados os filmes nomeados para os Prémios Sophia. Mosquito, de João Nuno Pinto, e Ordem Moral, de Mário Barroso, lideram com 13 e 10 nomeações, respectivamente.

O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho, e Listen, de Ana Rocha de Sousa, estão indicados para oito categorias. Já O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, conta com sete nomeações e Patrick, de Gonçalo Waddington, soma cinco.

Os nomeados foram apresentados pelos actores Maria João Bastos e Luís Lucas e pelo Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso. Foram ainda divulgadas as personalidades homenageadas com o Prémio Sophia de Carreira: a actriz Maria do Céu Guerra e o actor Sinde FilipePaulo Trancoso anunciou que, será atribuído, pela primeira vez, um Prémio Sophia de Melhor Filme Europeu, concedido por um colégio de críticos e jornalistas de cinema.

Foram também entregues os seguintes prémios:

Prémio Arte & Técnica: Projectar a Ordem: Cinema do Povo e Propaganda Salazarista 1935 – 1954, de Maria do Carmo Piçarra

Menção Honrosa: Cinema Tivoli: Memórias da Avenida, de Duarte de Lima Mayer e João Monteiro Rodrigues

Melhor Cartaz: Faz-me Companhia, cartaz de Gonçalo Almeida

Melhor Trailer: Zé Pedro Rock ‘n’ Roll, trailer de Sebastião Varela

 A 10.ª cerimónia de entrega dos Prémios Sophia terá lugar a 19 de Setembro no Casino Estoril, com transmissão televisiva na RTP2.

Eis a lista completa de nomeados:

MELHOR FILME

MELHOR REALIZADOR/A

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
Alis Ubbo
Paulo Abreu (real.) Rodrigo Areias (prod.)
Um Bando à Parte


Viveiro
Pedro Filipe Marques (real.) Luís Urbano e Sandro Aguilar (prod.)
O Som e a Fúria

Zé Pedro Rock’n’Roll
Diogo Varela Silva (real. e prod.)
Hot Chilli Films

MELHOR SÉRIE/TELEFILME
A Espia
Jorge Paixão da Costa (real.) Pablo Iraola e Pandora da Cunha Telles (prod.)
Ukbar Filmes

Crónica dos Bons Malandros
Jorge Paixão da Costa (real.) Pablo Iraola e Pandora da Cunha Telles (prod.)
Ukbar Filmes

Esperança
Pedro Varela (real.) César Mourão, Pedro Varela (prod.)
lanche Filmes

Terra Nova
Joaquim Leitão (real.) Ana Costa (prod.)
Cinemate AS

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Ana Bustorff - Surdina
Teresa Sobral - Patrick

MELHOR DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA

MELHOR SOM

MELHOR MONTAGEM

MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA
Cláudia Lopes Costa - O Ano da Morte de Ricardo Reis
Nádia Henriques - Patrick

MELHOR GUARDA-ROUPA
Lola Sousa - O Nosso Cônsul em Havana
Silvia Grabowski - O Ano da Morte de Ricardo Reis

MELHOR EFEITOS ESPECIAIS/CARACTERIZAÇÃO
João Rapaz, ANIBRAIN e Paulo Leite - Inner Ghosts
Pedro Vicente e Rita de Castro - O Ano da Morte de Ricardo Reis

MELHOR MAQUILHAGEM E CABELOS
Bárbara Brandão - O Nosso Cônsul em Havana
Rita de Castro - O Ano da Morte de Ricardo Reis

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
Bruno Pernadas - Patrick
Tó Trips - Surdina

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
Adeus Senhor António Júlia Buisel
A Margem Rodrigo Tavares
Nha MilaDenise Fernandes

MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO
A Vida Dura Muito PoucoDinis Leal Machado
Mulher Como ÁrvoreAlejandro Vásquez, Carmen Tortosa, Daniela Cajías, Flávio Ferreira e Helder Faria

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Elo Alexandra Ramires
Estou? Pedro Martins

PRÉMIO SOPHIA ESTUDANTE
AlvoradaCarolina Neves - Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa
Mãos de PrataCatarina Gonçalves - Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa
No Fim do MundoAbraham Escobedo-Salas - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Nós os Lentos Jeanne Waltz - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

PRÉMIO SOPHIA CARREIRA
Maria do Céu Guerra
Sinde Filipe

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Os Melhores do Ano: Top 20 [20.º - 11.º] #2020

2021 já começou, e há que fazer o balanço do estranho ano que terminou. O atípico e desolador 2020 tirou-nos muita coisa, e uma delas foi o Cinema - salas fechadas vários meses, produções adiadas ou com estreia apenas no streaming, etc. Apesar de todos os constrangimentos, conseguimos reunir qualidade cinematográfica suficiente para fazer o Top 20 de 2020 do Hoje Vi(vi) um Filme, sempre tendo em conta as estreias no circuito comercial de cinema em Portugal ao longo do ano e nas plataformas de streaming.

Esta metade do top dos melhores do ano reúne um número assinalável de filmes com uma forte componente feminina e feminista, bem como diversos casos de luta por justiça. Aqui ficam os meus eleitos, do 20.º ao 11.º lugares.


20. Ordem Moral (2020), Mário Barroso

Ordem Moral, de Mário Barroso, é um elogio a uma mulher que desafiou o seu tempo. Um exemplo de emancipação e feminismo numa época de turbulência social e política - e mesmo de saúde pública, com a gripe espanhola a fazer vítimas, numa imprevisível analogia aos dias que vivemos. Grande interpretação de Maria de Medeiros.


19. J'accuse - O Oficial e o Espião (2019), Roman Polanski

Polanski transpõe para o grande ecrã um famoso caso de escândalo político, retratando sem receios e com crueza o preconceito da época em relação aos judeus - como o próprio realizador -, a humilhação a que Dreyfus foi exposto e a investigação de Picquart e posterior perseguição política. J'accuse é um registo ficcional de um escândalo da História da França, mas também um elogio aos que clamam por justiça e não se deixam corromper.


18. O Caso de Richard Jewell / Richard Jewell (2019), Clint Eastwood


O Caso de Richard Jewell é um retrato relativamente fiel de um caso que envergonhou os Estados Unidos da América. É feita uma crítica ao Governo, forças de segurança e imprensa norte-americanos e este alerta não se cinge aos órgãos de poder, mas a toda uma sociedade que vive do imediato - se era assim em 1996, imaginemos nos dias que correm, com fake news à mistura... E é Clint Eastwood a provar que a idade é só um número.


17. O Caso Collini / The Collini Case (2019), Marco Kreuzpaintner

O Caso Collini, de Marco Kreuzpaintner, recupera os fantasmas do nazismo num policial inspirado no livro de Ferdinand Von Schirach. Para além da análise histórica, o filme leva-nos numa investigação profunda e dá-nos uma lição cinematográfica de direito, com grandes momentos de tensão em tribunal.


16. Vivarium - A Tua Casa. Para Sempre (2019), Lorcan Finnegan

Vivarium - A Tua Casa. Para Sempre é um filme cínico e claustrofóbico, que toma proporções maiores na época em que vivemos. Lorcan Finnegan cria uma realidade aprisionada num labirinto sem fim, qual escape room. É perturbador e difícil de digerir pelos sentimentos que faz despertar. Menos inesperado do que parece, é também muito mais audaz e profundo, tal como as camada que contam a sua história.


15. Mulherzinhas / Little Women (2019), Greta Gerwig

Os papéis importantes estão nesta história destinados às mulheres - ao contrário do que ainda hoje continua a acontecer na sociedade real -, as personagens masculinas dependem de uma maneira ou de outra destas mulheres para viverem ou serem felizes. Esta constatação é irónica, mais ainda quando todas as personagens femininas têm um carácter muito mais forte e complexo que os homens. Alcott fê-lo há quase dois séculos, Gerwig reafirma-o. Estas mulheres são artistas, de ideias claras e informadas, e o seu discurso prova-o.


14. The Cave (2019), Feras Fayyad

Em plena guerra da Síria, medo e sustos são constantes e, por muitos meses que passem, o som das bombas continua a atormentar quem ali trabalha, mesmo que já faça parte da rotina. Feras Fayyad filma a verdadeira vocação e dedicação. Médicos e enfermeiros que não arredam pé daquele hospital debaixo de fogo, eles resistem e nunca se darão por vencidos.


13. Retrato da Rapariga em Chamas / Portrait de la jeune fille en feu (2019), Céline Sciamma

Retrato da Rapariga em Chamas é um quadro vivo de elogio às mulheres, com as personagens femininas a dominar a tela. Céline Sciamma filma a beleza, emancipação e igualdade.


12. O Fim do Mundo (2019), Basil da Cunha

Basil da Cunha faz de O Fim do Mundo um ciclo de vida e morte, um ritual de despedida, qual cortejo fúnebre, onde filma rostos, de olhos tristes que fixam a câmara - ou nos fixam a nós - e connosco ficam para a eternidade, muito para além do dia em que as retroescavadoras apagarem as memórias físicas de uma vida construída no bairro da Reboleira.


11. Martin Eden (2019), Pietro Marcello

Do mar para as letras, Martin Eden é uma história de luta e superação, de paixões proibidas, mas acima de tudo, uma reflexão sobre a sociedade e o individualismo, entre discursos políticos de desconstrução de ideologias. Mas o filme de Pietro Marcello vai mais além. Filmado em 16mm e recorrendo a imagens de arquivo, faz um elogio ao Cinema enquanto arte.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Crítica: O Fim do Mundo (2019)

"Temos que sonhar à noite para fazer de dia"
Giovanni


*7.5/10*

O Fim do Mundo leva-nos a um mundo de desencanto, naquele que outrora foi um bairro animado e cheio de vida. Basil da Cunha regressa à Reboleira e ao Bairro da Estrada Militar, onde já vem contando histórias há alguns anos.

A obra do realizador luso-suíço tem um caracter etnográfico de enorme valor (Nuvem,  Os Vivos Também ChoramAté Ver a Luz, Nuvem Negra e agora O Fim do Mundo), ao filmar locais que em breve desaparecerão, e as pessoas que os habitam. O Fim do Mundo era para ser o filme-despedida deste bairro da Amadora, mas a pandemia veio mudar os planos - e ainda bem. As demolições pararam alguns meses, e o realizador ganhou tempo de avanço para novos projectos, antes do fim anunciado.


"Após oito anos numa casa de correcção, Spira (Michael Spencer) regressa à Reboleira, um bairro de lata que está a ser destruído, nos arredores de Lisboa. Spira é bem recebido pelos amigos e familiares, mas Kikas (Carlos Fonseca), um velho traficante do bairro, fá-lo perceber que não é bem-vindo. Depois de Até ver a Luz (2013), Basil da Cunha quis contar em O Fim do Mundo as últimas horas do bairro da Reboleira através dos olhos da geração que ele viu crescer e tomar conta das ruas nos últimos anos."

Há frieza e desalento espelhados nos olhos do protagonista, um estranho no local onde cresceu, em  que o tempo ausente fez desaparecer casas, laços e memórias. Spira é de poucas palavras, fiel aos que o respeitam, introvertido, mas carregado de mágoa e violência. Este rapaz regressa a casa e quase não a reconhece. A sociedade, por seu lado, não o reintegrou nem lhe deu esperança nestes oito anos de reformatório. Spira não vê futuro e prefere não ter sonhos. É um jovem magoado e desconfiado, mas capaz de grandes loucuras por quem ama.


Destaque para o bom desempenho do protagonista, Michael Spencer, e dos seus dois amigos, Marco Joel Fernandes (Giovanni) e Alexandre da Costa Fonseca (Chandi) cada um com uma personalidade muito própria, formando um trio de jovens sem perspectivas e obrigados pelo mundo a crescer demasiado rápido. Na pele da madrasta de Spira, Luísa Martins dos Santos é a grande descoberta do realizador neste filme. A actriz demonstra confiança e emoções seguras na sua estreia cinematográfica.

Basil da Cunha faz de O Fim do Mundo um ciclo de vida e morte, um ritual de despedida, qual cortejo fúnebre, onde filma rostos, de olhos tristes que fixam a câmara - ou nos fixam a nós - e connosco ficam para a eternidade, muito para além do dia em que as retroescavadoras apagarem as memórias físicas de uma vida construída no bairro.


Manuel é a personagem que traz os momentos mais inusitados à longa-metragem e ao bairro. Um desafiador, que rouba sanitas ou torradeiras após a demolição das casas, ou coloca música alegre em momentos soturnos. Este elemento desestabilizador proporciona-nos a cena com maior magia latente, que nos anestesia, por momentos, da dor e decadência com que O Fim do Mundo nos confronta.

Uma fuga momentânea para uma realidade paralela - que existe, mesmo que ninguém acredite - e revela o maior encanto escondido daquele local, agora meio em ruínas, que guarda as memórias felizes de muitas gerações.

domingo, 20 de setembro de 2020

Sugestão da Semana #435

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme O Fim do Mundo, do  realizador luso-suíço Basil da Cunha, que continua a contar-nos as suas histórias passadas no bairro da Reboleira, nos arredores de Lisboa.

O FIM DO MUNDO


Ficha Técnica:
Título Original: O Fim do Mundo
Realizador: Basil da Cunha
Elenco: Michael Spencer, Marco Joel Fernandes, Alexandre da Costa Fonseca, Iara Cristina Cardoso, Luisa Martins dos Santos
Género: Acção, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 107 minutos

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Estreias da Semana #435

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses seis novos filmes. O Fim do Mundo e O Segredo do Refúgio são duas das estreias em destaque. A Netflix Portugal tem dois novos filmes a estrear.

A Vida Extraordinária de David Copperfield (2019)
The Personal History of David Copperfield
A partir da obra-prima de Dickens, A Vida Extraordinária de David Copperfield traz-nos uma visão renovada e diferente da obra semiautobiográfica do seu autor. Passado na década de 1840, o filme narra a vida do protagonista (interpretado por Dev Patel), enquanto este se movimenta num mundo caótico, na tentativa de encontrar um lugar que parece escapar-lhe. Da sua infeliz infância à descoberta do seu dom como contador de histórias e escritor, o percurso de David – ora hilariante, ora trágico – é sempre cheio de vida, cor e humanidade.

Minha Querida Nora (2020)
Belle fille
Farta das infidelidades do marido, Louise (Alexandra Lamy), de 45 anos, parte para um fim-de-semana na Córsega. Após uma noite de paixão desenfreada com um homem que acaba morto, Louise vê-se confundida com uma namorada secreta de longa data pela temível – mas dedicadíssima – mãe dele (Miou Miou). Pressionada pelo outro filho, que inventara uma mítica namorada para o irmão dissoluto com o intuito de tranquilizar a mãe, Louise acaba por alinhar no jogo para evitar suspeitas.

O Fim do Mundo (2019)
Após oito anos numa casa de correcção, Spira regressa à Reboleira, um bairro de lata que está a ser destruído, nos arredores de Lisboa. Spira é bem-recebido pelos amigos e familiares, mas Kikas, um velho traficante do bairro, fá-lo perceber que não é bem-vindo.

O Segredo do Refúgio (2020)
The Rental
Dois casais arrendam uma casa de férias à beira-mar para um fim de semana de festa e descontracção, mas começam a suspeitar de que o proprietário os está a espiar...

Roberto (Tiago Aldeia), jornalista retirado e desiludido com o seu passado, acaba de largar o trabalho no campo numa quinta alentejana e regressa à cidade natal, Braga. No entanto, ao regressar, sente uma forte energia na cidade e entre viagens ao passado e uma intensa vida nocturna, um novo capítulo se abre.

Um Príncipe em Apuros (2020)
Le prince oublié
Sofia tem oito anos e mora sozinha com o pai. Todas as noites, ele inventa uma história para a adormecer. Histórias extraordinárias que ganham vida num mundo imaginário em que a heroína é sempre a princesa Sofia e o seu pai, o valente príncipe. Três anos depois, Sofia não precisa mais das histórias e o pai terá de aceitar que a filha está a crescer. É então que, no seu mundo imaginário, o príncipe terá de enfrentar a mais épica das aventuras e descobrir o seu destino num mundo onde já não tem lugar.

Netflix Portugal
Estreou a 16 de Setembro:

O Paramédico (2020)
El practicante
Ángel (Mario Casas) trabalha como paramédico numa ambulância dos serviços de emergência. Sofre um terrível acidente e a sua vida ao lado de Vane (Déborah François) começa a desmoronar. Obcecado com a ideia de que ela está a ser infiel, Ángel transformará a sua vida num inferno do qual será difícil escapar.

Sempre o Diabo (2020)
The Devil All the Time
Em Knockemstiff, no Ohio e nas redondezas, estranhas personagens - um falso pregador (Robert Pattinson), um casal de assassinos em série (Jason Clarke e Riley Keough) e um xerife corrupto (Sebastian Stan) - convergem em torno do jovem Arvin Russell (Tom Holland) enquanto ele luta contra as forças do mal que o ameaçam a ele e à sua família. Passado entre entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da guerra do Vietname, o filme do realizador Antonio Campos, apresenta um cenário ao mesmo tempo horrendo e sedutor que opõe justos e corrompidos. Adaptado do romance de Donald Ray Pollock.

sábado, 5 de setembro de 2020

IndieLisboa'20: Vencedores

O IndieLisboa 2020 anunciou os vencedores desta edição, na cerimónia de encerramento que teve lugar esta noite. O festival aconteceu entre os dias 25 de Agosto e 5 de Setembro.


A Febre, de Maya Da-Rin, venceu o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa. Já na Competição Nacional, O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, venceu o prémio para Melhor Longa-Metragem Portuguesa.

Fica a lista completa de vencedores:

JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS METRAGENS​
Caroline Maleville | Cristina Nord | Mamadou Ba
  
Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa - 15.000 Euros
A FEBRE
Maya Da-Rin, Brasil / França / Alemanha, fic., 2019, 98’  

Prémio Especial do Júri Canais TVCine - Aquisição dos direitos do filme para Portugal
VICTORIA
Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, Bélgica, doc., 2020, 71’

JÚRI INTERNACIONAL DE CURTAS METRAGENS
Joana Pimenta | Jorge Jácome | Nuno Rodrigues

Grande Prémio de Curta Metragem - 4000 Euros 
TENDRE
Isabel Pagliai, França, doc., 2020, 43'  
  
Prémio Melhor Curta de Animação - 500 Euros
THIS MEANS MORE
Nicolas Gourault, França, doc. / anim., 2019, 22’
  
Prémio Melhor Curta de Documentário - 500 Euros
DOUMA UNDERGROUND
Tim Alsiofi, Líbano, doc., 2019, 11’

Prémio Melhor Curta de Ficção - 500 Euros
SHĀNZHÀI SCREENS
Paul Heintz, França / China, doc., 2020, 23’ 

JÚRI DA COMPETIÇÃO NACIONAL
Louise Rinaldi | Michael Wahrmann | Núria Cubas

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa - 7500 Euros
O FIM DO MUNDO
Basil da Cunha, Portugal, fic., 2019, 107′ 

Prémio Melhor Realização para Longa Metragem Portuguesa - 1000 Euros
A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS
Catarina Vasconcelos, Portugal, doc. / fic., 2020, 101’ 

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa - 2000 Euros
MEINE LIEBE
Clara Jost, Portugal, doc., 2020, 6’ 

Prémio Novo Talento FCSH/NOVA - 1500 Euros
CORTE
Bernardo Rapazote e Afonso Rapazote, Portugal, fic., 2020, 28’ 

JÚRI DA COMPETIÇÃO NOVÍSSIMOS
André Miguel Ferreira | Felipe Bragança | Selma Uamusse

Prémio Novíssimos The Yellow Color + Portugal Film - 2000 Euros em serviços + promoção e venda
CONTRAFOGO
Carolina Vieira, Portugal, doc., 2020, 10′

Menção Especial 
NESTOR
João Gonzalez, Portugal, anim., 2019, 6’ 

JÚRI SILVESTRE
Paulo Cunha | Marta Lança | Pedro Borges | Alexandra Ramires | Filipe Raposo

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem - 1500 Euros
EX-AEQUO

BREVE MIRAGEM DE SOL
Eryk Rocha, Brasil / França / Argentina, fic., 2019, 98’

TODOS OS MORTOS
Caetano Gotardo e Marco Dutra, Brasil / França, fic., 2020, 120’ 

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem - 1000 Euros
APPARITION
Ismaïl Bahri, Tunísia / França, fic. / doc., 2019, 3'

JÚRI INDIEMUSIC
Joana Barra Vaz | Jorge Ferraz | Pedro Azevedo

Prémio IndieMusic - 1000 Euros
EX-AEQUO
WHITE RIOT
Rubika Shah, Reino Unido, doc., 2019, 80’

KEYBOARD FANTASIES: THE BEVERLY GLENN – COPELAND STORY
Posy Dixon, Reino Unido, doc., 2019, 63’

JÚRI ÁRVORE DA VIDA
Inês Gil | Helena Valentim | P. António Pedro Monteiro

Prémio Árvore da Vida para Melhor Filme Português - 2000 Euros
O FIM DO MUNDO
Basil da Cunha, Portugal, fic., 2019, 107′

JÚRI AMNISTIA INTERNACIONAL
Ivo Canelas | Sandra Dias Pereira

Prémio Amnistia Internacional - 1500 Euros
DOUMA UNDERGROUND
Tim Alsiofi, Líbano, doc., 2019, 11’  


PRÉMIOS DO PÚBLICO

Prémio Longa Metragem - 2000 Euros
A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS, de Catarina Vasconcelos

Prémio Curta Metragem - 1000 Euros
MARDI DE 8 À 18, de Cecilia de Arce

Prémio IndieJúnior - 500 Euros
A MINHA VIDA EM VERSALHES, de Clémence Madeleine Perdrillat e Nathaniel H'limi
 

O IndieLisboa prolonga-se até dia 11 de Setembro com sessões adicionais no Cinema Ideal, onde serão exibidos os filmes premiados, e na Cinemateca Portuguesa, com projecções de filmes pertencentes às retrospectivas de Ousmane Sembène e 50 Anos do Forum Berlinale.

*artigo actualizado a 8 de Setembro de 2020, com vencedores dos Prémios do Público.