sexta-feira, 31 de maio de 2024

IndieLisboa 2024: As Fado Bicha (2024)

*7.5/10*

Justine Lemahieu trouxe à secção IndieMusic do IndieLisboa 2024 o documentário As Fado Bicha, onde seguiu, ao longo de quatro anos, o dia-a-dia de Lila e João, que compõem a banda que dá nome ao filme. Um trabalho íntimo e sincero, onde as artistas se dão a conhecer, conversam, desabafam e cantam em frente à câmara da realizadora, que é quase parte da mobília.

"Este é o encontro de Justine Lemahieu, ao longo de vários anos, com Lila e João, as duas artistas e activistas da banda Fado Bicha, cujas canções dão corpo e voz à histórias e lutas LGBTQIA+. Nos camarins, as palavras e os olhares cruzam-se, questionando a nossa relação com as aparências, as normas de género, a linguagem e a sexualidade."


As Fado Bicha regista a evolução da banda e das artistas, rodeadas de cores vivas, brilhos e purpurinas, que dão ainda mais vida ao documentário de Lemahieu e reflectem uma identidade em constante redefinição. A relação consigo próprias, com a família ou a sociedade; os estereótipos que quebram, o seu lado activista, o papel social que assumem - quer queiram, quer não -, tudo isto está espelhado no documentário de Justine Lemahieu.

No registo dos quatro anos com Lila e João, a realizadora entrou - e faz, inevitavelmente, também a plateia entrar - na intimidade das artistas, confrontando-as, algumas vezes, mas sendo, principalmente, mera observadora, à medida que a confiança se instala. Filma conversas, desabafos, ensaios, concertos, momentos de maquilhagem ou desmaquilhagem, rodagens de videoclipes, entrevistas... A câmara está sempre por lá, como parte integrante do mundo das Fado Bicha ao longo do tempo da rodagem, que inclui vários registos dos anos da pandemia.


A vontade que fica é de ver e saber mais sobre as protagonistas, compreender um pouco mais do processo criativo de músicas e letras, que talvez não tenha sido tão explorado. As Fado Bicha é uma obra necessária e pertinente, em jeito de chamada de atenção e de celebração da diversidade.

Cinema na TV generalista no fim-de-semana: Junho #1

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Estreias da Semana #616

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. Assassino Profissional, de Richard Linklater, Graça Furiosa, de Paris Zarcilla, e O Bêbado, de André Marques, são algumas das estreias em destaque.

As Aventuras de Jeff Panacloc e Jean-Marc (2023)
Jeff Panacloc : À la poursuite de Jean-Marc
Jean-Marc é um fantoche de língua afiada que está na solitária de uma prisão de alta segurança. Consegue escapar e o seu caminho cruza-se com o de Jeff Panacloc. Perseguidos por um militar obstinado, juntam-se para tentar iludir as autoridades.

Assassino Profissional (2023)
Hit Man
Gary Johnson (Glen Powell) é um professor que trabalha como falso assassino para a Polícia de Nova Orleães. Servindo-se de diferentes disfarces e personalidades para apanhar os incautos que esperam matar os seus inimigos, Gary cai num dilema moral quando se sente atraído por uma dessas potenciais criminosas, uma bela jovem chamada Madison (Adria Arjona). Quando Madison se apaixona por uma das "personas" de Gary - o misterioso e sensual Ron - o caso desencadeia uma reação em cadeia de encenações, enganos e riscos crescentes.

Graça Furiosa (2023)
Raging Grace
Uma imigrante filipina sem documentos consegue emprego como cuidadora de um idoso, aparentemente em estado terminal, garantindo uma vida melhor para ela e para a filha. Mas uma descoberta sombria ameaça destruir tudo aquilo por que ela lutou e que lhe é querido.

O Bêbado (2023)
Contemplando o fracasso da sua vida, Rogério bebe até perder o controlo das suas ações e envolve-se numa rixa de bar. A deriva alcoólica leva-o ao porto da cidade, onde adormece a observar navios. Quando uma jovem surge na noite, em fuga de algo que ele desconhece, Rogério dispõem-se ajudá-la e entra num pesadelo que ele nunca imaginaria tornar-se seu.

Origin - Desigualdade e Preconceito (2023)
Origin
Enquanto lida com uma imensa tragédia pessoal, a escritora Isabel Wilkerson lança-se num caminho de investigação e descoberta.

Pinóquio: A História Verdadeira (2021)
Pinocchio: A True Story
Pinóquio foge do seu criador, o carpinteiro Gepetto, para conhecer o mundo. Acompanhado pelo cavalo Tibalt, Pinóquio junta-se a um circo ambulante dirigido por um vigarista chamado Mangiafuoco. O boneco falante torna-se a principal estrela do circo. Mangiafuoco esgota espetáculos em todas as vilas, enquanto os seus ajudantes, o Gato e o Raposo, assaltam as casas que ficaram vazias. Pinóquio não sabe de nada. Apaixona-se pela jovem ginasta Bela, enteada de Mangiafuoco, mas não tem hipótese de conquistar o amor dela por ser apenas um boneco. Fantozzi, o velho palhaço, aconselha Pinóquio a visitar a fada Lucilda, que talvez possa ajudá-lo. Ao mesmo tempo, o ambicioso detective Brioni investiga os assaltos e o principal suspeito é Pinóquio. Conseguirá Pinóquio provar a sua inocência, tornar-se humano e conquistar o amor da sua vida?

The First Slam Dunk (2022)
Ryota Miyagi, o rápido base da equipa de Shohoku, joga sempre com inteligência e à velocidade da luz, fazendo círculos à volta dos seus adversários enquanto finge uma certa calma. O seu irmão Sota, três anos mais velho, inspirou-lhe o gosto pelo basquetebol. Agora no segundo ano de liceu, Ryota joga na equipa de basquetebol da escola secundária, com Sakuragi, Rukawa, Akagi e Mitsui. Presentes no Campeonato Nacional Inter-Escolas, julgam-se prontos a desafiar os actuais campeões, a Escola Secundária Sannoh Kogyo. Filme baseado na série de manga Slam Dunk.

terça-feira, 28 de maio de 2024

IndieLisboa 2024: Manga d'Terra (2023)

"Desde pequena que sonho ser cantora..."
Rosinha


*8.5/10*

Basil da Cunha regressa à Reboleira, o cenário primordial do seu Cinema, e cria Manga d'Terra, um musical que homenageia a Mulher cabo-verdiana.

"Rosa, 20 anos, deixa os dois filhos em Cabo Verde para se instalar em Lisboa, na esperança de lhes oferecer uma vida melhor. Presa entre o assédio de gangsters e a violência policial quotidiana, Rosa tenta encontrar consolo entre as mulheres da comunidade. Mas o seu verdadeiro refúgio é a música."


O universo da Reboleira é elevado a um musical pela mão de um realizador que não tem medo de desafios e se reinventa a cada filme, mesmo que o cenário de base continue a ser o (cada vez mais pequeno) bairro. Desta vez, o foco de Basil da Cunha são as mulheres da comunidade - em especial a protagonista, a actriz e cantora Eliana Rosa, numa extraordinária interpretação -, mas os temas já recorrentes na filmografia do realizador não deixam de estar presentes em pano de fundo, sendo a violência policial o mais destacado.


A música é o elemento de encontro dos sonhos e aflições de Rosinha. Cantar é o alento que faz a protagonista suportar, sozinha e longe da família, todas as provações que se colocam no seu duro caminho. É nas mulheres com quem se cruza que encontra apoio - mas é também principalmente entre elas que se sente excluída. Rosinha é uma estranha em terra estranha e são muitos os que desconfiam das suas intenções, outros tantos os que a vêem como uma nova possível conquista ou como uma ameaça. Ela, por sua vez, tenta integrar-se na medida em que lhe permitem e, se houver música, tudo se torna mais fácil. 

As superstições cabo-verdianas estão também muito presentes nesta longa-metragem, onde uma aura quase metafísica vai acompanhando Rosinha. Os jogos de luz e cor realçam o lado místico, mas igualmente os sonhos e a esperança da protagonista, tudo potenciado pela belíssima direcção de fotografia a cargo de Patrick Tresch.


Manga d'Terra é saudade e esperança, guiadas pela música de Eliana Rosa e da banda Acácia Maior, na intimidade de um bairro que é todo ele - e as suas personagens - Cinema.

48 Hour Film Project Lisboa 2024: Vencedores

Já são conhecidos os vencedores do 48 Hour Film Project - Lisboa 2024. Foi no Titanic Sur Mer, em Lisboa, no Sábado, dia 25 de Maio, que foram entregues os prémios nas várias categorias. 

O filme tempodotempo, da equipa Fusion 3, conquistou o grande prémio da noite e vai representar Lisboa, juntamente com filmes vencedores de todo o mundo, no Filmapalooza 2025.

Fiz parte do júri desta edição, em conjunto com a Sandra Almeida (produtora e programadora) e o João Loff (realizador e editor).

Eis a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME DE 2024

tempodotempo, Fusion 3


2.º Melhor FilmePicture Break, Myst Films

3.º Melhor FilmeFico mais um pouco, Black.Art

Nomeados:

Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Super Clima, SNOOT


Prémio do Público

Grupo A – Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Grupo B – 69:69, Quase Depois Produções

Grupo C – Donos de Tudo, Galactic Space Pandas of Planet 9


Prémio Cinema pela Inclusão

Mal me Quer, COLLAB PROD

Menção HonrosaPombo de Rua, 48 Hour Shorty People


Prémio Visões Jovens

Mal me Quer, COLLAB PROD

Menção HonrosaDe Sangue, IRIS


Realização

tempodotempo, Fusion 3 

Nomeados:

Fico mais um pouco, Black.Art

Picture Break, Myst Films


Argumento

Picture Break, Myst Films 

Nomeados:

Fico mais um pouco, Black.Art

Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo


Edição

tempodotempo, Fusion 3 

Nomeados:

Fico mais um pouco, Black.Art

Picture Break, Myst Films


Interpretação Principal

Rita Duque / Picture Break, Myst Films 

Nomeados:

Vera Moura / tempodotempo, Fusion 3

Daniela Serra / Pombo de Rua, 48 Hour Shorty People


Interpretação Secundária

Joaquim Horta / Super Clima, SNOOT

Nomeados:

Miguel Raposo / Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Duarte M. da Silva / Se ainda fores a tempo, Malick


Interpretação de Elenco

Fico mais um pouco, Black.Art

Nomeados:

Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Picture Break, Myst Films


Fotografia

tempodotempo, Fusion 3 

Nomeados:

Picture Break, Myst Films

De Sangue, IRIS


Direcção de Arte

tempodotempo, Fusion 3 

Nomeados:

Fico mais um pouco, Black.Art

Picture Break, Myst Films


Banda Sonora Original

Picture Break, Myst Films

Nomeados:

Fico mais um pouco, Black.Art

tempodotempo, Fusion 3


Música ou Canção Original

tempodotempo, Fusion 3 

Nomeado:

A Casa da Marta, Mal Criadas


Desenho de Som

Fico mais um pouco, Black.Art 

Nomeados:

tempodotempo, Fusion 3

Picture Break, Myst Films


Uso do(s) Género(s)

Fico mais um pouco, Black.Art

Nomeados:

Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Dahlia, The Multiculti


Uso da Personagem Obrigatória

Fico mais um pouco, Black.Art 

Nomeados:

tempodotempo, Fusion 3

Doze, Take W 


Uso da Frase Obrigatória

Super Clima, SNOOT 

Nomeados:

69:69, Quase Depois Produções

Donos de Tudo, Galactic Space Pandas of Planet 9


Uso do Objecto Obrigatório

69:69, Quase Depois Produções 

Nomeados:

tempodotempo, Fusion 3

Super Clima, SNOOT


Cartaz

Mal me Quer, COLLAB PROD 

Nomeados:

Dita o Tempo, Incubadora

69:69, Quase Depois Produções


Prémio Hashtag / Redes Sociais

Fico mais um pouco, Black.Art 

Nomeados:

Sagrada Família, Cooperativa do Cavalo

Dita o Tempo, Incubadora


Mais informações sobre o 48 Hour Film Project Lisboa em https://www.48hourfilm.com/lisboa.

Curtas Vila do Conde 2024: Morgan Quaintance em destaque

Morgan Quaintance será um dos autores em destaque no Curtas Vila do Conde 2024. O artista terá um programa dedicado a si que integra filmes, uma carta branca e uma exposição com obras inéditas na Solar - Galeria de Arte Cinemática.

Morgan Quaintance

O trabalho do artista e escritor Morgan Quaintance "cruza o cinema experimental, o filme ensaístico, a autobiografia documental e o trabalho articulado de som. Interessado pelas matérias da condição humana, da etnografia, da contracultura e em histórias Afro-Caribenhas, Britânicas e da Ásia Oriental, o trabalho de Quaintance navega por temas que marcam a construção do agora: identidade racial, política e ativismo, memória e história, o impacto da tecnologia e dos media no mundo contemporâneo, a psicologia e a existência humana. Os seus textos - criticamente incisivos - integram regularmente publicações como o Art Monthly e a The Wire, e as suas obras cinematográficas têm sido exibidas em diversos festivais e instituições de renome mundial". No Curtas Vila do Conde, Quaintance integrou três vezes a Competição Experimental, vencendo-a em 2020 e 2021, com as obras South e Surviving You, Always, respectivamente. 

Na 32.º edição do festiva vilacondense, haverá um programa completo dedicado a Morgan Quaintance, que integrará uma retrospectiva parcial da sua obra e uma Carta Branca. Será também inaugurada a sua primeira exposição em Portugal, na Solar — Galeria de Arte Cinemática, intitulada  Efforts of Nature IV, que "apresentará uma proposta expositiva inédita e site specific, que incita reflexões articuladas em torno da passagem do tempo, da mortalidade, da dissolução do corpo e da desintegração das calotas polares. Com recurso a  imagem em movimento, imagens de satélite, obras sonoras, fotografias e outros documentos, Quaintance procura relacionar os estados mentais individuais e mudanças planetárias nas condições ambientais".

O artista marcará presença no festival, onde orientará uma visita guiada à exposição e dará uma masterclass "sobre o peso da falência física do corpo no momento da criação artística, baseada na sua própria experiência com a dor crónica".

O Curtas Vila do Conde acontece de 12 a 21 de Julho. Mais informações em https://www.festival.curtas.pt/

Morgan Quaintance - Programação fílmica

All Divided Selves, Luke Fowler, 93’

Norwegian Wood, Tran Anh Hung, 133’ 

Palace, Morgan Quaintance, 3’

Repetitions, Morgan Quaintance, 24’

Puerto Rican Obituary (excerpt), Pedro Pietri , 4’

Ecce Homo, Jerry Tartaglia, 7’ 

Telephone Booth Number 905 ½, Pedro Pietri, 1’ 

Efforts of Nature, Morgan Quaintance, 20’

Partners, Morgan Quaintance, 4’

RIP, Morgan Quaintance, 3’

Surviving You, Always, Morgan Quaintance, 18’

Sixth Form Acid, Morgan Quaintance, 2’

PULN, Philippe Brioude, 3’30’’

Numerology, Morgan Quaintance, 2’32’’

South, Morgan Quaintance, 28’

New Covenant, Morgan Quaintance, 3’

Or Anything at All Except the Dark Pavement, Théodora Barat, 5’

Early Years, Morgan Quaintance, 15’

Sonja Ferlov Mancoba – A Danish Sculptor in Paris, Torban Glarbo, 35’

Missing Time, Morgan Quaintance, 15’

Dissonant, Manon de Boer, 11’

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Sugestão da Semana #615

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Furiosa: Uma Saga Mad Max, de George Miller, protagonizado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth. O filme já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

FURIOSA: UMA SAGA DE MAD MAX


Ficha Técnica:
Título Original: Furiosa: A Mad Max Saga
Realizador: George Miller
Elenco: Anya Taylor-Joy, Chris Hemsworth, Tom Burke, Lachy Hulme, Angus Sampson, Nathan Jones, Quaden Bayles, Daniel Webber
Género: Acção, Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 148 minutos

Prémios Sophia 2024: Vencedores

A cerimónia da 13.ª edição dos Prémios Sophia aconteceu este Domingo, 26 de Maio. Numa noite marcada por mensagens muito políticas, ou não fosse o tema desta edição Cinema é Liberdade, Mal Viver conquistou quatro prémios: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz Secundária e Melhor Montagem. Também Great Yarmouth – Provisional Figures venceu em quatro categorias.


Eis a lista completa de vencedores dos Prémios Sophia 2024:

Melhor Filme
Great Yarmouth – Provisional Figures
Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Realização
Edgar Pêra - Não Sou Nada – The Nothingness Club
Marco Martins - Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Argumento Original
Edgar Pêra e Luísa Costa Gomes  - Não Sou Nada – The Nothingness Club
Filipa Reis, João Miller Guerra, Sara Morais, José Filipe Costa e Letícia Simões - Légua

Melhor Argumento Adaptado
Eduardo Brito - A Sibila, adaptado da obra de Agustina Bessa-Luís, A Sibila
Júlio Alves - A Arte de Morrer Longe, adaptado a partir da obra A Arte de Morrer Longe, da autoria de Mário de Carvalho
Rui Cardoso Martins e Fernando Vendrell - Sombras Brancas, adaptado a partir da obra De Profundis, Valsa Lenta, de José Cardoso Pires

Melhor Actor Principal
Miguel BorgesNão Sou Nada – The Nothingness Club
Rui MorrissonSombras Brancas

Melhor Actriz Principal
Beatriz Batarda, Great Yarmouth – Provisional Figures
Joana Bernardo, A Noiva

Melhor Actor Secundário
Albano Jerónimo, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Matamba Joaquim, Pátria
Romeu Runa, Great Yarmouth – Provisional Figures
Victor Correia, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Actriz Secundária
Rita Cabaço, Great Yarmouth – Provisional Figures
Victoria Guerra, Não Sou Nada – The Nothingness Club


Melhor Direcção de Fotografia
João Ribeiro, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Montagem
Cláudio Vasques, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Mariana Gaivão, Marco Martins e Karen Harley, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Som
Miguel Martins Rafael Cardoso, Great Yarmouth – Provisional Figures
Pedro Marinho Pedro Góis, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Banda Sonora Original
Jim Williams, Great Yarmouth – Provisional Figures
Jorge Prendas, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Manuel Rivero Gaiteiros de LisboaOs Demónios do Meu Avô

Melhor Canção Original
What is Fame After Death – Não Sou Nada – The Nothingness ClubLetra: Fernando Pessoa / Música e Interpretação: Jorge Prendas
Lápis Azul –  Sombras BrancasLetra: José Cardoso Pires (a partir de excertos censurados de Histórias de Amor) / Música: Eduardo Raon; Interpretação: Eduardo Raon e Rita Redshoes 
Caretos – Os Demónios do Meu AvôLetra: Possidónio Cachapa / Música: Carlos Guerreiro; Interpretação: Gaiteiros de Lisboa 
Casinha – A Minha Casinha; Letra, Música e Interpretação: Fábio Soares

Melhor Direcção de Arte
Ricardo Preto, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Sara Lança e Chris Barber, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Caracterização/Efeitos Especiais
Arnauld Chelet, Great Yarmouth – Provisional Figures
Bárbara Brandão, Carlos Amaral Júlio Alves, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Guarda-Roupa
Isabel Carmona, Great Yarmouth – Provisional Figures
Susana Abreu, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Bárbara Brandão, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Bárbara Brandão, A Sibila
Maria Almeida (Nini), Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Série/Telefilme
Cavalos de Corrida
Realização, Criação e Escrito por: André Santos Marco Leão
Produção: Pandora da Cunha Telles e Pablo IraolaUkbar Filmes

Emília
Realização, Criação, Dir. Argumento e Escrito por: Filipa Amaro
Produção: Maria João Mayer, Maria&Mayer


Salgueiro Maia – O Implicado
Realização: Sérgio Graciano
Inspirado em Salgueiro Maia – Um Homem da Liberdade, de António de Sousa Duarte
Dir. Argumento e escrito por: João Lacerda Matos
Produção: José GandarezSky Dreams Entertainment

Melhor Curta-Metragem de Ficção
As Gaivotas Cortam o Céude Mariana Bártolo Guillermo García López
Corpos Cintilantesde Inês Teixeira
Monte Clérigode Luís Campos

Melhor Curta-Metragem de Documentário
A Arte da Memória, de Rodrigo Areias
As Nossas Primaveras Passadas Não Voltam Mais, de Joel Cartaxo Anjos
Body Buildings, de Henrique Câmara Pina
Coney Island – As Primeiras Vezes, de Joana Botelho 

Melhor Curta-Metragem de Animação
Algo que Eu Disse, de Sara Barbas
Ana Morphose, de João Rodrigues
Foxtale, de Alexandra Allen
Sopa Fria, de Marta Monteiro

Prémio Sophia Estudante
Défilement, de Francisca Miranda – FBAUP
Kintsugi, de Martim da Cunha - Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa
Praia da Aguda, de Salvador Gil – ESAP
Seres Vivos, de Margarida Fonseca – Ar.Co

Prémio Sophia Carreira 2024
Luís Cília (músico e compositor)
Rui Simões (realizador)

Prémio Mérito e Excelência
José Manuel Costa

Prémios NICO
Ulé Baldé
Rúben Simões
Salvador Gil

domingo, 26 de maio de 2024

IndieLisboa 2024: Estamos no Ar / We're on Air (2024)

"Estava um bocado farta de estar ali sentada a rir e a bater palmas"
Júlia


*6.5/10*

Diogo Costa Amarante estreia-se nas longas-metragens com Estamos no Ar, uma comédia dramática inspirada, inesperada e visualmente apelativa. 

"Fátima diz que não sente nada, mas sonha com o polícia que se mudou recentemente para o apartamento ao lado. Vítor, o filho, usa secretamente a farda do vizinho na expectativa de que o rapaz que conheceu online sinta alguma coisa por ele. Júlia, a avó, quer fugir do lar, mas sente-se cansada de andar às voltas para não ir a lado nenhum. Uma espiral de insónias e ilusões nocturnas leva a mal-entendidos e relações impossíveis, todos em busca de um pouco de ar."


As personagens vivem numa incessante busca de mudança, de ultrapassar o estado em que se encontram e alcançar algo mais, mas parecem andar aos círculos, sem grandes avanços ou recuos. Nessas tentativas, tantas vezes goradas, surgem os mais inesperados acontecimentos ou experiências, que não chegam a quebrar a rotina de mãe, filho ou avó, mas ajudam a acalentar a esperança em dias melhores.

Imaginação não falta a Diogo Costa Amarante, que usa de um humor subtil e assertivo - muitas vezes hilariante -, sempre a par com uma tranquilidade que paira na longa metragem, em contraste com as inquietações e vontade de mudança dos protagonistas.


Estamos No Ar tem uma estética muito diferenciada, que se denota, desde logo, nas opções de cores dos décors, mas o grande destaque visual do filme vai para um excelente trabalho da direcção de fotografia de Sabine Lancelin (que trabalhou em alguns filmes de Manoel de Oliveira) que joga com a iluminação e cores de forma quase fantasiosa, psicadélica, e criando, outras vezes, autênticos quadros vivos na tela do cinema.

A fazer as delícias da plateia estão, entre outros, Sandra Faleiro, Carloto Cotta, Anabela Moreira, Romeu Runa, Cucha Carvalheiro, João Pacola, e uma extraordinária Valerie Braddell.


Diogo Costa Amarante tem aqui uma estreia auspiciosa, depois de um percurso muito prometedor também nas curtas-metragens. 

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Estreias da Semana #615

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. Furiosa: Uma Saga Mad Max, de George Miller, domina as atenções e já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

A Maldição do Queen Mary (2023)
Haunting of the Queen Mary
Explora os acontecimentos misteriosos e violentos que envolvem a viagem de uma família na noite de Halloween de 1938 e o seu destino cruzado com o de outra família a bordo do célebre transatlântico nos dias de hoje.

Barranco do Inferno (2023)
Uma banda de Glam Rock Portuguesa, condenada ao fracasso, decide gravar um videoclipe no deserto. Uma viagem a Espanha, uma série de concertos improváveis, um vocalista gravemente doente, uma manager manipuladora. Os ingredientes perfeitos para que algo corra mal. Quando finalmente chegam ao deserto, Francis (o vocalista da banda) cai por terra, desfalecido. Valentina, a manager, é desviada pelas suas verdadeiras motivações e acaba por abandonar o protagonista entregue ao seu destino. Estará Francis morto? Será o Rock N' Roll eterno?

Furiosa é raptada de um local mítico, verdejante e fértil. Acaba por cair nas mãos de um senhor da guerra chamado Dementus que conduz a Grande Horda de Motociclistas. Enquanto deambulam pela Terra Desolada, deparam-se com a Cidadela governada por Immortan Joe. Os dois tiranos lutam pelo domínio e Furiosa tem de sobreviver a várias provações enquanto reúne meios para tentar o regresso a casa.

Garfield - O Filme (2024)
The Garfield Movie
Garfield, o gato preguiçoso que odeia Segundas-feiras e adora lasanha, está prestes a ter uma louca aventura ao ar livre. Depois de um reencontro inesperado com o pai há muito desaparecido – o gato de rua Vic Garfield e o seu amigo Odie são forçados a deixar a vida mimada dentro de casa para se juntarem a Vic numa aventura hilariante de alto risco.

MMXX (2023)
Em 2020, no início da pandemia de COVID-19, uma psicóloga, o irmão, o marido e um quarto homem que investiga uma rede criminosa, encontram-se envolvidos numa complexa trama familiar à medida que as suas histórias se desenrolam. Cada um é confrontado com os seus medos e com o julgamento que emitem e recebem dos outros, num contexto global extraordinário que pôs à prova indivíduos e comunidades. Assumindo os constrangimentos do período histórico em questão, MMXX marca o regresso de Cristi Puiu a uma reflexão sobre a condição humana, desta vez sobre o pano de fundo do drama, discurso, parafernália e estilo de vida colectivos que marcaram a era pandémica.

Nada a Perder (2023)
Rien à perdre
Sylvie vive sozinha com os filhos – o adolescente Jean-Jacques e Sofiane. Apesar do contexto familiar pouco comum em que vivem, formam uma família muito unida e que se ama. Uma noite, enquanto Sofiane está sozinho em casa, tem um acidente na cozinha e sofre uma queimadura grave. Quando Jean-Jacques chega a casa, leva o irmão para o hospital, enquanto Sylvie está incontactável e só acorre em auxílio depois da polícia a ir buscar à discoteca onde trabalha. O acidente é reportado pelo hospital à entidade de protecção de menores e Sylvie perde a guarda de Sofiane, que é levado para uma instituição. Com o apoio da sua advogada, dos irmãos e munida do amor dos filhos, Sylvie começa uma luta legal e burocrática que testará todos os seus limites.

O Paraíso Queima (2023)
Paradiset brinner
Numa zona operária da Suécia, três irmãs menores de idade vivem sozinhas, deixadas à sorte por uma mãe ausente. Com o Verão à porta e sem pais por perto, a vida é selvagem e despreocupada, viva e anárquica. Mas quando os serviços sociais convocam uma reunião, Laura tem de encontrar alguém que se faça passar pela mãe, ou as raparigas serão levadas para um lar de acolhimento e separadas. Laura mantém a ameaça em segredo para não preocupar as irmãs mais novas. Mas à medida que o momento da verdade se aproxima, surgem novas tensões, obrigando-as a negociar a linha ténue entre a euforia da liberdade total e a dura realidade do crescimento.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Crítica: Furiosa: Uma Saga Mad Max / Furiosa: A Mad Max Saga (2024)

"Remeber me?"
Furiosa


*8/10*

Furiosa: Uma Saga Mad Max marca o regresso em grande forma de George Miller à saga que iniciou em 1979 (Mad Max - As Motos da Morte), e que recuperou, em 2015, com Mad Max: Estrada da Fúria. Eis mais um capítulo ecologista e anti-machista da saga, agora com Furiosa - celebrizada por Charlize Theron no filme de 2015 - ao comando das operações. O filme mostra as origens da personagem feminina que brilhou mais que o protagonista no filme de 2015, agora interpretada por Anya Taylor-JoyAlyla Browne, nas suas versões mais jovens.

"À medida que o mundo desabava, a jovem Furiosa é retirada do Lugar Verde das Muitas Mães e cai nas mãos de uma grande Horda de Motociclistas liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Varrendo o Deserto, deparam-se com a Cidadela presidida por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos guerreiam pela supremacia, Furiosa tem de sobreviver a muitas provações enquanto reúne os meios para encontrar o caminho de volta a casa."


George Miller sabe dar algo de fresco e novo a cada novo filme, fazendo com que Mad Max seja muito mais do que o filme de 1979. Depois de Estrada da Fúria, a história de Furiosa está novamente muito ligada à ecologia e ao esgotamento dos recursos do planeta, já que a protagonista foi criada num lugar de abundância, onde não faltava floresta, alimentos, água potável, energias renováveis e, principalmente, saúde. Em total contraste estão os restantes locais no deserto sem fim em que acontece a longa-metragem e onde, paradoxalmente, o petróleo continua a ser um dos recursos mais explorados e invejados.

Nesta fictícia era pós-apocalíptica, Miller não poupa na violência, como já é imagem de marca de Mad Max, nem faltam motas, carros e outras viaturas a motor, como o grande camião escoltado por War Boys, sempre prontos para o sacrifício.


A calmaria do deserto contagia George Miller que é capaz, como poucos, de encontrar o equilíbrio certo entre grandiosas cenas de acção e batalhas, tiros e explosões, e o silêncio ensurdecedor da solidão que rodeia Furiosa.

Destaque, uma vez mais, para banda sonora poderosa de Tom Holkenborg, a acompanhar a destreza técnica (direcção de fotografia, montagem, som, direcção artística e caracterização são fundamentais para o resultado final) de Furiosa: Uma Saga Mad Max, com planos de tirar o fôlego num deserto sem fim, e as sequências de acção, tão bem filmadas.


Nas interpretações, Anya Taylor-Joy tem poucas linhas de diálogo, mas os seus olhos e expressão transmitem muito mais que palavras. A isso junta-se toda uma capacidade física que terá sido, provavelmente, o maior desafio da actriz. Também na pele de Furiosa, mais jovem, Alyla Browne demonstra um carisma imenso e a capacidade de exprimir um misto de emoções fortes, sejam elas tristeza, raiva ou resiliência.

Do lado dos "maus", o foco está na grande interpretação e transformação de Chris Hemsworth, como Dr. Dementus. Entre a maldade doentia, a fúria e desejo de poder, junta-se uma leve componente cómica que o actor transmite de forma, muitas vezes, hilariante no meio da tragédia. Fica subentendido que também ele foi marcado por traumas que se espelham no pequeno urso de peluche que traz sempre consigo.


George Miller não pára de se reinventar, sem nunca esgotar a fórmula. Furiosa: Uma Saga Mad Max é a mais recente prova de como, em parceria com o argumentista Nick Lathouris, o realizador e criador de Mad Max ainda tem muito para oferecer.

terça-feira, 21 de maio de 2024

Crítica: Revolução (Sem) Sangue (2024)

"...mas hoje é o dia mais feliz da minha vida"
João Arruda


*7/10*

Revolução (Sem) Sangue é a homenagem de Rui Pedro Sousa aos mortos de Abril, tantos anos esquecidos. Quando se comemoram os 50 anos da Revolução dos Cravos, o realizador trouxe aos cinemas a celebração da Liberdade, mas também o respeito pelos que morreram num dia que era para ser apenas de celebração.


"Baseado em factos reais, Revolução (Sem) Sangue acompanha as vidas, sonhos e inquietações de quatro jovens nos últimos dias do regime ditatorial. Um golpe de Estado militar derrubou o Governo e a população foi aconselhada a permanecer em casa. No entanto, a ânsia pela liberdade levou-os, junto com a multidão, para as ruas. Com origens e motivações diferentes, o dia 25 de Abril de 1974 trouxe-lhes um destino comum. O dia que mudou o rumo do país ditou também o fim precoce das suas vidas."

Rui Pedro Sousa criou um filme dinâmico e com uma montagem ritmada, que apresenta, intercaladamente, as personagens e as suas histórias individuais, as suas lutas ou os seus sonhos. Há uma inevitável aproximação da plateia aos protagonistas e a emoção toma conta da sala, à medida que o momento da tragédia se aproxima.


Arquivos de som e imagens da época complementam os acontecimentos, que seguem a linha temporal da noite de 24 para 25 de Abril de 1974. As canções e as frases de ordem não arredam pé, tal como os populares não arredaram pé do Largo do Carmo e acorreram, em força, à Rua António Maria Cardoso, para enfrentar os vilões, escondidos e armados, na sede da PIDE/DGS.

Excelente trabalho dos actores Rafael PaesDiogo Fernandes, Manuel Nabais, Lucas Dutra, João Arrais, João Bettencourt, entre tantos outros, que são espelho de uma talentosa nova geração do cinema português, e interpretaram com tanto amor e entrega acontecimentos com 50 anos, como se estivessem a acontecer na actualidade.


Na sua estreia nas longas-metragens, Rui Pedro Sousa mostrou competência e muito trabalho de pesquisa, respeitando a memória daqueles homens, e homenageando-os a eles e às suas famílias. Revolução (Sem) Sangue é um início auspicioso de um realizador para ter debaixo de olho.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

CINEMAITALIA acontece de 1 a 9 de Junho, em Cascais, com entrada gratuita

O CINEMAITALIA é um novo festival de cinema e acontece na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, de 1 a 9 de Junho, com entrada gratuita.

O evento trará a "exibição de filmes que vão do clássico ao moderno cinema italiano, todos com legendas em português e inglês". A entrada é gratuita, mediante lotação da sala. A curadoria do festival foi feita pela realizadora e produtora italiana Giulia Brazzale, da Esperimentocinema, residente em Cascais e entusiasta da união cultural entre Portugal e Itália. 

A programação estará dividida nas secções Novo Cinema Italiano, com obras produzidas em 2024, 2023 e 2022, e Retrospectiva, com filmes clássicos de realizadores como Franco Zeffirelli, Luigi Comencini e Lina Wertmüller, a primeira mulher a  ser nomeada para um Óscar de Melhor Realização. A selecção de filmes conta ainda com um especial olhar sobre as mulheres em frente e atrás das câmaras, e realizadoras emergentes que estão a deixar sua marca nos dias de hoje. 

O festival conta com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, Fundação D.  Luís I e Instituto Italiano di Cultura di Lisbona e com patrocínio da Fidelidade Seguros, Azimut Investments, Grande Real Villa Itália Hotel & Spa, Damiani e com a colaboração de Nico Rossini e Erica Bernardini,  respectivamente Director e Curadora do Festival de Cinema Italiano no Brasil, apresentado em 75 cidades e que comemora a sua 19.º edição. 

Mais informações sobre o CINEITALIA em:

https://www.cinemaitaliacascais.com/

https://www.instagram.com/cinemaitaliacascais/

https://www.cinemaitaliacascais.blog/

Sugestão da Semana #614

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Minha Família Afegã, de Michaela Pavlátová.

A MINHA FAMÍLIA AFEGÃ


Ficha Técnica:
Título Original: Moje slunce Mad / My Sunny Maad
Realizadora: Michaela Pavlátová
Elenco (vozes): Zuzana Stivínová, Hynek Čermák, Jana Plodková, Ivan Trojan, Miroslav Krobot, Martha Issová, Eliška Balzerová, Berenika Kohoutová
Género: Animação, Drama
Classificação: M/12
Duração: 85 minutos

sábado, 18 de maio de 2024

Curtas Vila do Conde 2024: Programação Stereo revelada

O Curtas Vila do Conde revelou a programação da secção Stereo, com HHY & The Macumbas, Rafael Toral, Lula Pena, Rodrigo Areias, Filipe Melo e João Gonzalez. O Curtas 2024 acontece de 12 a 21 de Julho.

A secção Stereo aposta, este ano, "na mostra de diferentes tendências e movimentos associados ao presente e futuro da música e do cinema. Inteligência Artificial, eco-processing, criação colaborativa são dos três pratos fortes de um programa que sublinha a importância do imediatismo, do vivo e da interdisciplinaridade num mundo em busca de definir novas fronteiras de convivência", é referido em comunicado.

A 12 de Julho, João Gonzalez regressa ao festival e revisita a sua curta-metragem de animação Ice Merchants, num espetáculo em que interpreta, pela primeira vez, ao vivo, pelo próprio. Em estreia nacional estará A Pedra Sonha Dar Flor, filme de Rodrigo Areias, sobre a obra do jornalista e escritor Raul Brandão, que será musicado ao vivo pelo músico vimaranense Dada Garbeck, no dia 14 de Julho.  

O álbum Spectral Evolution, de Rafael Toral, "marca o regresso de um dos mais inventivos e transgressores criadores portugueses às edições em nome próprio, mais de dez anos após o seu último LP. Um disco habitado por uma informada junção entre o drone minimalista e o vintage jazz". Para a apresentação em no festival de Vila do Conde, será lançada uma open call "dirigida a artistas emergentes do vídeo e do cinema para que, em ambiente de residência artística nos laboratórios da ESMAD, criem um ambiente visual para a música do compositor". A estreia do espetáculo está marcada para dia 16 de Julho. 

No dia 17 de Julho, a Casa do Xisto convida a compositora e cantora Lula Pena, que tem desenvolvido um "trabalho na criação de música com plantas 'espontâneas', com base em gravação e eco-processing, para  um dueto poético de escuta-composição em tempo real e efémera, que dilui a fronteira entre o humano e o não humano"

A 19 de Julho, Filipe Melo e João Pereira recriam o universo sonoro para a obra de Chris Marker, La Jetée, numa sessão especial, com narração de Beatriz Batarda

Destaque ainda para o encontro inédito entre o grupo de música experimental HHY & The Macumbas e o colectivo de criadores Lunar Ring. Após o lançamento do seu terceiro álbum, Bom Sangue Mau, o colectivo nortenho "propõe-se a apresentar uma obra audiovisual nova, intitulada MAU SANGUE, onde a sua música será reinterpretada por imagens geradas por inteligência artificial". Um concerto que irá "testar as potencialidades da improvisação e da espontaneidade", em estreia no Curtas, no dia 20 de Julho

Mais informações sobre o Curtas Vila do Conde em https://www.festival.curtas.pt/