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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Prémios Sophia 2024: Vencedores

A cerimónia da 13.ª edição dos Prémios Sophia aconteceu este Domingo, 26 de Maio. Numa noite marcada por mensagens muito políticas, ou não fosse o tema desta edição Cinema é Liberdade, Mal Viver conquistou quatro prémios: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz Secundária e Melhor Montagem. Também Great Yarmouth – Provisional Figures venceu em quatro categorias.


Eis a lista completa de vencedores dos Prémios Sophia 2024:

Melhor Filme
Great Yarmouth – Provisional Figures
Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Realização
Edgar Pêra - Não Sou Nada – The Nothingness Club
Marco Martins - Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Argumento Original
Edgar Pêra e Luísa Costa Gomes  - Não Sou Nada – The Nothingness Club
Filipa Reis, João Miller Guerra, Sara Morais, José Filipe Costa e Letícia Simões - Légua

Melhor Argumento Adaptado
Eduardo Brito - A Sibila, adaptado da obra de Agustina Bessa-Luís, A Sibila
Júlio Alves - A Arte de Morrer Longe, adaptado a partir da obra A Arte de Morrer Longe, da autoria de Mário de Carvalho
Rui Cardoso Martins e Fernando Vendrell - Sombras Brancas, adaptado a partir da obra De Profundis, Valsa Lenta, de José Cardoso Pires

Melhor Actor Principal
Miguel BorgesNão Sou Nada – The Nothingness Club
Rui MorrissonSombras Brancas

Melhor Actriz Principal
Beatriz Batarda, Great Yarmouth – Provisional Figures
Joana Bernardo, A Noiva

Melhor Actor Secundário
Albano Jerónimo, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Matamba Joaquim, Pátria
Romeu Runa, Great Yarmouth – Provisional Figures
Victor Correia, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Actriz Secundária
Rita Cabaço, Great Yarmouth – Provisional Figures
Victoria Guerra, Não Sou Nada – The Nothingness Club


Melhor Direcção de Fotografia
João Ribeiro, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Montagem
Cláudio Vasques, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Mariana Gaivão, Marco Martins e Karen Harley, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Som
Miguel Martins Rafael Cardoso, Great Yarmouth – Provisional Figures
Pedro Marinho Pedro Góis, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Banda Sonora Original
Jim Williams, Great Yarmouth – Provisional Figures
Jorge Prendas, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Manuel Rivero Gaiteiros de LisboaOs Demónios do Meu Avô

Melhor Canção Original
What is Fame After Death – Não Sou Nada – The Nothingness ClubLetra: Fernando Pessoa / Música e Interpretação: Jorge Prendas
Lápis Azul –  Sombras BrancasLetra: José Cardoso Pires (a partir de excertos censurados de Histórias de Amor) / Música: Eduardo Raon; Interpretação: Eduardo Raon e Rita Redshoes 
Caretos – Os Demónios do Meu AvôLetra: Possidónio Cachapa / Música: Carlos Guerreiro; Interpretação: Gaiteiros de Lisboa 
Casinha – A Minha Casinha; Letra, Música e Interpretação: Fábio Soares

Melhor Direcção de Arte
Ricardo Preto, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Sara Lança e Chris Barber, Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Caracterização/Efeitos Especiais
Arnauld Chelet, Great Yarmouth – Provisional Figures
Bárbara Brandão, Carlos Amaral Júlio Alves, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Guarda-Roupa
Isabel Carmona, Great Yarmouth – Provisional Figures
Susana Abreu, Não Sou Nada – The Nothingness Club

Melhor Maquilhagem e Cabelos
Bárbara Brandão, Não Sou Nada – The Nothingness Club
Bárbara Brandão, A Sibila
Maria Almeida (Nini), Great Yarmouth – Provisional Figures

Melhor Série/Telefilme
Cavalos de Corrida
Realização, Criação e Escrito por: André Santos Marco Leão
Produção: Pandora da Cunha Telles e Pablo IraolaUkbar Filmes

Emília
Realização, Criação, Dir. Argumento e Escrito por: Filipa Amaro
Produção: Maria João Mayer, Maria&Mayer


Salgueiro Maia – O Implicado
Realização: Sérgio Graciano
Inspirado em Salgueiro Maia – Um Homem da Liberdade, de António de Sousa Duarte
Dir. Argumento e escrito por: João Lacerda Matos
Produção: José GandarezSky Dreams Entertainment

Melhor Curta-Metragem de Ficção
As Gaivotas Cortam o Céude Mariana Bártolo Guillermo García López
Corpos Cintilantesde Inês Teixeira
Monte Clérigode Luís Campos

Melhor Curta-Metragem de Documentário
A Arte da Memória, de Rodrigo Areias
As Nossas Primaveras Passadas Não Voltam Mais, de Joel Cartaxo Anjos
Body Buildings, de Henrique Câmara Pina
Coney Island – As Primeiras Vezes, de Joana Botelho 

Melhor Curta-Metragem de Animação
Algo que Eu Disse, de Sara Barbas
Ana Morphose, de João Rodrigues
Foxtale, de Alexandra Allen
Sopa Fria, de Marta Monteiro

Prémio Sophia Estudante
Défilement, de Francisca Miranda – FBAUP
Kintsugi, de Martim da Cunha - Escola das Artes – Universidade Católica Portuguesa
Praia da Aguda, de Salvador Gil – ESAP
Seres Vivos, de Margarida Fonseca – Ar.Co

Prémio Sophia Carreira 2024
Luís Cília (músico e compositor)
Rui Simões (realizador)

Prémio Mérito e Excelência
José Manuel Costa

Prémios NICO
Ulé Baldé
Rúben Simões
Salvador Gil

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Os Melhores do Ano: Top 20 [10.º - 1.º] #2023

Em dia de aniversário do  blog, e depois da primeira parte do Top 20 de 2023 do Hoje Vi(vi) um Filme, revelo agora os dez lugares cimeiros. Ficção, documentário e fantasmas do Passado são os principais ingredientes deste Top 10.

Eis os meus 10 favoritos de 2023 (estreados no circuito comercial de cinema e streaming, em Portugal). 


10.º Os Espíritos de Inisherin / The Banshees of Inisherin (2022), Martin McDonagh

Partindo de uma zanga entre dois amigos, Martin McDonagh faz uma reflexão sobre a existência em Os Espíritos de Inisherin. Uma comédia dramática, com um leve toque de nonsense, muito mais profunda do que possa parecer. 


9.º Viagem ao Sol / Journey to the Sun (2021), Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias

Viagem ao Sol, de Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias, é o resultado de muitos anos de pesquisa e entrevistas, cuja montagem ditou o rumo a seguir: o olhar das crianças austríacas sobre a guerra e a experiência que milhares delas tiveram no Portugal solarengo dos anos 40. O documentário confronta a plateia com o impacto deste olhar, na formação da memória individual e colectiva. E mostra como a guerra impacta para sempre a vida das crianças que têm a infelicidade de a viver, algo válido na Segunda Guerra Mundial e em todas as guerras actuais, onde são elas as maiores vítimas. 


8.º Retratos Fantasmas (2023), Kleber Mendonça Filho

Imaginação e realidade fundem-se como provocação de Kleber Mendonça Filho no seu mais recente documentário Retratos Fantasmas, uma viagem espácio-temporal ao centro da cidade do Recife, no Brasil, entre a vivacidade dos tempos áureos e a decadência a que as décadas a têm vetado. Em cada recanto, um espírito do passado, uma memória e, principalmente, a resistência. Tudo isto, contado através do(s) cinema(s).


7.º A Baleia / The Whale (2022), Darren Aronofsky

Darren Aronofsky está de regresso ao cinema opressivo e naturalista com que começou a construir a sua filmografia e personalidade enquanto cineasta. A Baleia mostra um homem a desistir de viver: uma interpretação de total entrega por um Brendan Fraser renascido, exímio ao mostrar a degradação física e psicológica da personagem, e que carrega o sofrimento e o peso das próteses e maquilhagem que usa ao longo do filme. A Baleia é uma obra de redenção do protagonista, mas igualmente do realizador que voltou às origens e aos grandes filmes. 


6.º La Llorona (2019), Jayro Bustamante

Quando o cinema recorre à História de um país para aterrorizar a plateia, ressuscita fantasmas mal enterrados e estabelece a necessidade de confronto entre passado e presente, o resultado pode ser realmente especial. Em La Llorona, o realizador guatemalteco Jayro Bustamante reinventa a lenda  do folclore hispânico com o mesmo nome, fazendo-a tomar o corpo dos indígenas que choram pelos seus mortos e desaparecidos durante a guerra civil na Guatemala.


5.º Pearl (2022), Ti West

Perturbador e genial como o seu antecessor (X, que fez parte desta mesma lista relativa às estreias de 2022 em Portugal), Pearl consegue ir ainda mais além, ao apresentar o retrato da perversa e insana protagonista que sonha ser actriz de cinema. Mais um slasher moderno, com o génio e eficácia da união de esforços de Ti West com a protagonista Mia Goth, aqui também co-responsável pelo argumento.


4.º May December: Segredos de Um Escândalo (2023), Todd Haynes

Todd Haynes tem uma sensibilidade pouco comum para filmar personagens femininas misteriosas, e May December: Segredos de Um Escândalo vem reforçar esta sua qualidade. Duas mulheres fortes e de personalidades dúbias encabeçam este thriller psicológico, num mergulho profundo em traumas nunca superados, e uma descoberta constante do âmago de cada um.


3.º Assassinos da Lua das Flores / Killers of the Flower Moon (2023), Martin Scorsese

Eis Scorsese puro e duro, a pisar território índio - com respeito e humildade -, mas sempre com uma máfia de homens brancos a explorar terrenos e narrativa. Assassinos da Lua das Flores é uma obra opressiva, que clama por justiça, fazendo ressurgir o realizador fiel às suas temáticas, mas aberto a novos horizontes narrativos. 


2.º Nação Valente / Tommy Guns (2022), Carlos Conceição

Nação Valente, a segunda longa-metragem de Carlos Conceição, reaviva os fantasmas da guerra colonial em Angola, com o toque provocador e contemporâneo que caracteriza o realizador. As pistas vão sendo deixadas ao longo do filme, cuja narrativa esconde segredos acima e debaixo da terra. Os mortos estão prontos para lembrar os vivos das atrocidades que já esqueceram.


1.º Maestro (2023), Bradley Cooper

Maestro é um filme grandioso, a todos os níveis, revelando um Bradley Cooper maduro, que respira verdadeiramente cinema, dos dois lados da câmara. Um retrato comovente, empolgante e sem preconceitos de Leonard Bernstein e da sua companheira de vida, a actriz Felicia Montealegre Cohn Bernstein. Mais do que uma marcante experiência cinematográfica, Maestro é um retrato realista e comovente da relação entre dois artistas - tão diferentes, mas que se complementaram de forma tão humana. 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Crítica: Nação Valente / Tommy Guns (2022)

"A pátria está orgulhosa de si, meu cabo"


*9/10*

Nação Valente, a segunda longa-metragem de Carlos Conceição, reaviva os fantasmas da guerra colonial em Angola, com o toque provocador e contemporâneo que caracteriza o realizador. As pistas vão sendo deixadas ao longo do filme, cuja narrativa esconde segredos acima e debaixo da terra. Os mortos estão prontos para lembrar os vivos das atrocidades que já esqueceram.

"A história começa em 1974, apenas um ano antes da independência do país, após séculos de domínio português. Portugueses e seus descendentes estão a fugir do país enquanto os revolucionários angolanos reclamam gradualmente a sua terra de volta. Uma rapariga mumuíla descobre o amor e o perigo quando o seu caminho se cruza com o de um militar português. Por outro lado, um grupo de soldados, completamente isolados do mundo exterior, cumpre cegamente as ordens brutais do seu comandante, em nome do serviço à Pátria."


Com a guerra colonial perto do fim, Nação Valente apresenta o clima de medo que se sentia entre os portugueses que ainda permaneciam em Angola - Leonor Silveira é a freira portuguesa que apoia as tribos locais -, mas igualmente dos nativos que receiam as tropas portuguesas ainda no terreno. Noutro local, mais isolado, jovens soldados portugueses treinam incessantemente preparando-se para lutar contra um inimigo, aparentemente, invisível. E, neste filme, não há descanso, nem para as vítimas nem para os agressores, todos em constante alerta, de arma em punho, olhar atento a cada movimento ou sombra.

Carlos Conceição lança dúvidas e provocações à plateia ao longo de todo o filme, dos momentos sensuais que se tornam instantaneamente violentos, às fotos a preto e branco e recortes de jornal bem guardados, um cordão de Nossa Senhora que passa de mão em mão - unindo personagens que nunca se conheceram, bem como as duas metades da longa-metragem -, uma musa Brigitte Bardot salva das águas pelos jovens soldados, um muro infindável que os intriga, memórias que escasseiam, visões fantasmagóricas e a chegada de uma prostituta que lhes traz a revelação e a salvação.


Entre o realista e o sobrenatural, de dia ou de noite, o fabuloso trabalho da direcção de fotografia de Vasco Viana, capta a magia incómoda que as analogias, os traumas e os fantasmas carregam.
 
Apesar de todo o lado fantasioso e irónico de Nação Valente, há uma clara mensagem para reavivar memórias nunca totalmente assimiladas pelo povo português, espelhadas agora no crescimento dos movimentos extremistas, racistas e saudosistas. Conceição criou uma longa-metragem simbólica e incompassiva, que não quer esquecer, para alertar e acordar os mortos, exorcizar os descrentes ou esquecidos. Traz a Memória colectiva ao cinema de uma forma diferente do que já se fez e com a coragem e personalidade necessária.


De forma inesperada, Nação Valente confronta o Presente com o Passado do qual tem fugido e que lhe é desconfortável lembrar, e fá-lo de uma forma visualmente perturbadora e com uma criatividade que lhe é muito particular.

domingo, 23 de abril de 2023

Sugestão da Semana #557

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme Nação Valente, de Carlos Conceição.

NAÇÃO VALENTE



Ficha Técnica:
Título Original: Nação Valente
Realizador: Carlos Conceição
Elenco: João Arrais, Anabela Moreira, Miguel Amorim, Ivo Arroja, André Cabral, João Cachola, Vicente Gil, Diogo Nobre, Gustavo Sumpta, Sílvio Vieira, Ulé Baldé, Meirinho Mendes, Leonor Silveira, Angelina Gonga
Género: Drama, Guerra
Classificação: M/14
Duração: 118 minutos

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Estreias da Semana #557

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses nove novos filmes. Close, Nação Valente, Sombras BrancasSuzume são algumas das estreias.

Casa do Prazer (2022)
La maison
Emma, 27 anos, francesa, muda-se para Berlim e decide entrar num bordel a fim de descobrir e compreender as prostitutas, o tema do seu novo romance. Como uma gonzojornalista, Emma torna-se uma delas e a sua experiência, que deveria durar apenas algumas semanas, prolonga-se dois anos. Escrever o livro foi uma desculpa para Emma viver uma fantasia difícil de admitir na nossa sociedade?

Close (2022)
Léo e Rémi, dois amigos de 13 anos, passam as férias de verão juntos, numa intimidade inocente, própria da idade. Quando o ano lectivo começa, a proximidade entre ambos é alvo de comentários depreciativos e preconceituosos por parte dos colegas. Léo afasta-se. Rémi desaparece, subitamente. Léo aproxima-se de Sophie, a mãe de Rémi, para tentar compreender o que aconteceu...

Evil Dead Rise: O Despertar (2023)
Evil Dead Rise
Regresso dos filmes de terror que fizeram sucesso a partir dos anos 80. A ação muda-se da floresta para a cidade e acompanha a visita de Beth à sua irmã mais velha, Ellie, que cria três filhos sozinha num acanhado apartamento em Los Angeles. O reencontro é interrompido pela descoberta de um livro misterioso nas entranhas do edifício. A súbita aparição de demónios carnívoros impelem-nas para um combate desesperado pela sobrevivência, ao enfrentarem a mais tenebrosa versão de uma família que se possa imaginar.

Letrux - Viver é um Frenesi (2023)
Viver é um frenesi é um documentário que acompanha Letrux em São Pedro da Aldeia, uma pequena cidade do litoral para onde se mudou quando ficou impossibilitada de trabalhar e viver no Rio de Janeiro. Entre o refúgio idílico de uma cidade bela e vazia, o filme percorre caminhos de descobertas a partir do resgate dos diários da adolescência e dos vídeos de família feitos no início dos anos 90, na mesma região. Do isolamento à volta aos palcos no Circo Voador, em 2022, o documentário traz uma reconstrução criativa de memórias e um encontro íntimo com o imaginário poético e bem-humorado de Letrux.

Medida Provisória (2020)
Num futuro alternativo, o governo brasileiro decreta uma medida provisória que visa obrigar os cidadãos negros a migrar para África. A nova lei afeta a vida do casal formado pela médica Capitú (Taís Araújo) e pelo advogado Antonio (Alfred Enoch), bem como a do seu primo, o jornalista André (Seu Jorge), que mora com eles no mesmo apartamento. Juntos, decidem resistir à medida imposta, criando um movimento de resistência que vai inspirar a nação.

Nação Valente (2022)
A história começa em 1974, apenas um ano antes da independência do país, após séculos de domínio português. Os portugueses e os seus descendentes estão a deixar o país enquanto os revolucionários angolanos reclamam gradualmente a terra. Uma rapariga mumuíla descobre o amor e o perigo quando o seu caminho se cruza com o de um militar português e um grupo de soldados isolado do mundo exterior, cumpre cegamente as ordens brutais do comandante, em nome da Pátria. 

Os Mundos de Mia: O Filme (2022)
Mia and Me: The Hero of Centopia
Mia é novamente chamada ao mundo fantástico de Centopia, onde conhece Iko, um elfo da ilha de Lotus que precisa da sua ajuda. Toxor, um vilão monstruoso, parecido com um sapo, está a tomar conta da ilha com a sua magia negra, transformando os habitantes num exército sem vontade própria. Mia, com os seus velhos e novos amigos, segue os passos da mítica heroína de Centopia para unir três antigas pedras mágicas com o poder de derrotar Toxor. Na viagem, travam amizade com um unicórnio enquanto lidam com o irritante e fiel exército de Toxor.

Sombras Brancas (2023)
Aos 71 anos, José Cardoso Pires sofreu um acidente vascular cerebral, perdendo a capacidade de se relacionar com o mundo e de reconhecer ou sequer articular palavras. Lugares, situações e personagens passaram a fundir-se numa mistura entre a vida real, a ficção e a sua memória, num mundo luminoso e quase sem sombras. Entre sombras brancas e palavras difusas, entramos no mundo do escritor para nos cruzarmos com referências e personagens do seu mundo literário, como Alexandra Alpha, mas também da sua vida. Encontramos algumas das personalidades que marcaram um tempo e uma geração da sociedade portuguesa, amigos e camaradas como Alves Redol, António Lobo Antunes, a poetisa Natália Correia, o pintor Júlio Pomar ou o realizador Artur Semedo. Contando a sua "última história", a mais definitiva de toda a sua carreira, a da sua involuntária viagem pelo território das sombras brancas, e regressado ao mundo dos cérebros vivos, após dobrar o meridiano da morte, o escritor afirmou: "Isto de alguém se recomeçar assim depois de nulo, é algo que deslumbra e ultrapassa".

Suzume (2022)
Suzume no tojimari
Suzume, 17 anos, perdeu a mãe quando era pequena. No caminho para a escola, conhece um jovem misterioso. A sua curiosidade desencadeia uma calamidade que põe em perigo a população do Japão, o que obriga Suzume a iniciar uma missão para corrigir o seu erro e impedir a tragédia.