Mostrar mensagens com a etiqueta Laura Dern. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Laura Dern. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Oscars 2020: Red Carpet

Depois dos prémios, analisamos os nossos favoritos da passadeira vermelha dos Oscars 2020. Eis os dez modelos que mais gostei, com predominância de tons claros e verdes - e a excepção de um vestido preto.


LAURA DERN foi receber o seu Oscar de Melhor Actriz Secundária com um belo modelo Emporio Armani, rosa suave, com um decote preto bordado. Cabelo e maquilhagens discretos deram o toque final de elegância à actriz de Marriage Story e Mulhezinhas.



A actriz de Jojo Rabbit, REBEL WILSON, desfilou na passadeira vermelha com um visual muito clássico e elegante, num vestido dourado Jason Wu e uma gargantilha Pomellato.



Elegante e feminina, SIGOURNEY WEAVER estava deslumbrante num vestido verde Christian Dior e uma clutch a condizer. Até o Alien ficaria encantado.



Mulherzinhas levou para casa o Oscar para Melhor Guarda-roupa, e a realizadora GRETA GERWIG fez jus ao prémio que o seu filme recebeu, com um vestido verde seco Dior e um colar Bulgari. Simples e elegante.



RENÉE ZELLWEGER venceu o Oscar de Melhor Actriz pela sua interpretação no filme Judy, e desfilou num belíssimo vestido branco assimétrico Armani Prive. Uma das mais elegantes da noite.



Aos 64 anos, GEENA DAVIS surgiu estonteante na red carpet dos Oscars. O vestido preto Romona Keveža, de decote em V e saia fluída com bolsos e brilho, assentou-lhe que nem uma luva. As jóias eram da Chopard. Sem dúvida, uma das mais bonitas da noite.



BRIE LARSON optou por um vestido Celine com capa, em tons rosa pastel com algum brilho, decote profundo, e abertura lateral na saia. Cabelo, jóias e sapatos a condizer proporcionaram um dos looks mais elegantes da noite.



Aos 22 anos, a actriz e manequim argentina CAMILA MORRONE, namorada de Leonardo DiCaprio, surgiu na passadeira vermelha dos Oscars com um look simples mas que não passou despercebido. O vestido Carolina Herrera, cai-cai rosa nude, destacou a sua jovialidade e beleza.  



Duplamente nomeada, SCARLETT JOHANSSON não conquistou nenhum Oscar mas marcou a passadeira vermelha com a sua beleza. Desfilou num vestido Oscar de la Renta em tons prata, que marcava a sua figura, e um decote original. O penteado deu-lhe ainda uma grande jovialidade.



Todos os olhares se viraram para JANELLE MONÁE quando chegou. O seu vestido prateado com capuz Ralph Lauren assentava-lhe na perfeição, e os quase 170 mil cristais bordados deram nas vistas. Exagerado ou não, certo é que o visual é estonteante e a cantora e actriz foi inesquecível na red carpet.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Oscars 2020: Resumo

A 92.ª edição dos Oscars deve ter sido a mais aborrecida de sempre, com apresentadores de apresentadores de prémios, números musicais ou vídeos, mas foi também aquela que mais marcou a História dos prémios da Academia de Hollywood nos últimos tempos. Foi a primeira vez, em 92 anos, que um filme internacional ganhou o Oscar de Melhor Filme.

O eleito foi o sul-coreano Parasitas, de Bong Joon-ho, que conquistou quatro Oscars: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Argumento Original.

Eis que, quando se fala tanto de inclusão, foram asiáticos os grandes vencedores da noite, com uma longa-metragem de qualidade acima da média a ser a escolhida pelos membros da Academia. Esta foi a maior surpresa em muitos anos e, em comparação com a previsibilidade das últimas cerimónias, um momento de grande emoção.

Nas interpretações, tudo dentro do esperado, com discursos relativamente moderados dos vencedores: Laura Dern a destacar o papel dos seus heróis, os pais, Bruce Dern e Diane Ladd; Renée Zellweger recordou Judy Garland e o facto da actriz nunca ter vencido um Oscar (foi apenas nomeada para dois, em 1955 e 1962). Mais emotivos (e muito ligeiramente politizados) foram os discursos dos vencedores masculinos, Brad Pitt e Joaquin Phoenix. Pitt mencionou John Bolton, o ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos que não foi ouvido no processo de destituição de Donald Trump; e Phoenix continuou a lembrar as suas causas - como tem feito nos discursos de agradecimento, durante esta awards season - e a lutar contra a injustiça.

Nas restantes categorias, nada de muito surpreendente. De destacar, a confirmação da compositora islandesa Hildur Guðnadóttir como vencedora do Oscar para Melhor Banda Sonora, numa categoria maioritariamente masculina.

Ao longo da cerimónia, Eminem surgiu sem ninguém esperar - foi o convidado surpresa da noite - e acordou uma plateia adormecida, quer no Dolby Theatre, quer em frente às televisões, um pouco por todo o mundo. Cantou Lose Yourself, do filme 8 Mile, que ganhou o Oscar de Melhor Canção em 2003. Apesar do ar confuso dos presentes, o artista foi aplaudido de pé e foi, sem dúvida, um dos melhores momentos de uma cerimónia para lá de aborrecida. O desfecho, contudo, compensou todas as horas de tédio. Por aqui, fomos dormir satisfeitos!


Podes recordar todos os vencedores da noite aqui.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Oscars 2020: As Actrizes Secundárias

Começo a análise pré-Oscars aos nomeados com a categoria de Melhor Actriz Secundária. Temos grandes nomes nomeados e algumas estreantes nestas andanças dos prémios. Há duas actrizes - as minhas favoritas deste ano - que, a meu ver, se destacam das restantes. Eis as nomeadas por ordem de preferência.

Kathy Bates já conta com um Oscar no curriculo, e é mais que certo que não vencerá este ano. Contudo, é ela a mais merecedora das cinco nomeadas. Interpreta Bobbi, a mãe de Richard Jewell, no filme homónimo de Clint Eastwood, e, em poucos minutos, consegue comover e convencer qualquer um.

A jovem actriz interpreta Amy, a mais nova das quatro irmãs March. Ela quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. É mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Esta primeira nomeação só prova o talento anunciado no seu soberbo desempenho em 2016, como protagonista de Lady MacBeth, totalmente ignorado pela Academia.

Margot Robbie é Kayla Pospisil, das três protagonistas de Bombshell, a única que é ficcional. Ela é a jovem ambiciosa mas ingénua, que não espera os avanços de Ailes. De repente, a confiança que exibe inicialmente transforma-se em medo e insegurança, especialmente quando percebe que parece estar sozinha naquela redacção cheia de competitividade e beleza. Um tipo de papel a que a actriz já nos tem habituado, mas desempenhado com competência.

Scarlett Johansson encarna a mãe carinhosa e revolucionária, em tempos difíceis. Para além de representar no grande ecrã uma família monoparental (com o marido ausente na Guerra), é a figura clara da mulher emancipada na Alemanha nazi. A actriz cria facilmente empatia com a plateia já que depressa percebemos que é uma mulher lutadora e com valores. Um papel mais à imagem de Johansson (duplamente nomeada este ano) do que a protagonista do dramático Marriage Story.

A actriz é Nora Fanshaw, a advogada irascível contratada por Nicole para tratar do seu divórcio. Uma mulher superficial, independente, provocadora, num misto de características que não fazem Laura Dern parecer nada realista. Pelo contrário, penso que se justificaria muito mais uma nomeação nesta categoria mas pelo papel de Marmee March em Mulherzinhas, uma personagem totalmente distinta e carinhosa. Ironicamente, é quase certo que Dern irá conquistar o seu primeiro Oscar graças a Nora.

Crítica: Mulherzinhas / Little Women (2019)

"I can't get over my disappointment at being a girl."
Jo March


*8/10*

Clássica e feminina, Greta Gerwig emancipou-se a par das suas Mulherzinhas, numa adaptação cinematográfica especialmente bem concretizada. Enquanto realizadora, cresceu a olhos vistos e começa a ganhar identidade; como argumentista ganhou uma maturidade inspiradora.

Louisa May Alcott era uma mulher à frente no seu tempo e ver, em pleno século XXI, a adaptação cinematográfica de um romance do século XIX, sentindo-o tão actual, com problemáticas feministas que ainda hoje se colocam, de uma forma ou de outra, mostra como Greta incorporou bem as ideias da autora norte-americana e adaptou-as ao ecrã de um modo moderno e singular.

As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) vivem a passagem da infância para a vida adulta, enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Vivem com dificuldades com a mãe (Laura Dern). Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer, unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.


O filme de Gerwig começa quando as irmãs são já adultas, recuando depois sete anos. A partir daí, a acção desenrola-se em duas linhas temporais distintas. As cores quentes contrastam com as frias, numa clara diferenciação temporal, entre os felizes tempos da infância, cheios de sonhos, e a dureza da vida adulta, com desgostos e perdas.

Os papéis importantes estão nesta história destinados às mulheres - ao contrário do que ainda hoje continua a acontecer na sociedade real -, as personagens masculinas dependem de uma maneira ou de outra destas mulheres para viverem ou serem felizes. Esta constatação é irónica, mais ainda quando todas as personagens femininas têm um carácter muito mais forte e complexo que os homens. Alcott fê-lo há quase dois séculos, Gerwig reafirma-o. Estas mulheres são artistas, de ideias claras e informadas, e o seu discurso prova-o.


Jo é a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e está decidida que não precisa de casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la. Emma Watson é Meg, a mais velha e mais tradicional das quatro irmãs. Apaixonada pelo teatro, ambiciona casar e ter filhos, com alguém que realmente ame, independentemente do dinheiro que possua. Amy é a mais nova, quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. Uma jovem mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Beth, num desempenho doce e tranquilo de Eliza Scanlen, é frágil mas apaziguadora, dotada para a música, protectora e protegida das irmãs. Laura Dern - numa interpretação contida mas dotada de emoção - é a mãe protectora e compreensiva, uma mulher sempre pronta a ajudar o próximo. Aparentemente feliz e paciente, guarda em si preocupação e raiva que insiste em não revelar. Meryl Streep é a Tia March, uma mulher rica, mas solitária e desagradável, que faz questão de relembrar as sobrinhas do fado que espera uma mulher sem dinheiro.


As personagens femininas são apaixonantes e inspiradoras. Modernas na sua concepção clássica. As suas personalidades transformam esta versão de Mulherzinhas num trabalho singular. Os planos sequência, os diálogos aguerridos, o guarda-roupa pensado ao pormenor e a banda sonora de Alexandre Desplat, tudo se funde para criar este clássico moderno do século XXI.

Curiosamente, Greta Gerwig estava grávida do primeiro filho enquanto filmava Mulherzinhas, num desafio a dobrar que parece ter sido inspirador. A realizadora desabrochou e, depois da adolescência problemática de Lady Bird, mostra uma imensa maturidade e respeito pela obra que adapta, afirmando-se como uma das grandes realizadoras da actualidade.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Sugestão da Semana #414

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mulherzinhas, de Greta Gerwig. A mais recente adaptação do romance de Louisa May Alcott conta com Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep e Timothée Chalamet no elenco.

MULHERZINHAS


Ficha Técnica:
Título Original: Little Women
Realizadora: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 135 minutos

sábado, 28 de dezembro de 2019

Crítica: Marriage Story (2019)

"Getting divorced with a kid is one of the hardest things to do. It's like a death without a body."
Bert Spitz


*7.5/10*

Marriage Story, de Noah Baumbach, respira teatro por todos os poros. A história de um divórcio, vagamente inspirada na separação do realizador e Jennifer Jason Leigh, é um trabalho pessoal, repleto das marcas a que Baumbach já nos habituou na sua filmografia. A temática pesada é apresentada com leveza, proporcionada pelo humor, contrabalançada por diálogos intensos e emotivos.

Comparações com Kramer contra Kramer são pertinentes, mas Marriage Story tem muito mais amor envolvido. O amor não acabou, mas a emancipação da mulher surge como o maior bloqueio à continuidade da relação.

O filme de Baumbach é um olhar sobre o fim de um casamento e a união de uma família. Seguimos o processo de divórcio de Charlie (Adam Driver), um encenador de teatro bem sucedido de Nova Iorque, e Nicole (Scarlett Johansson), uma actriz que sonha regressar à cidade natal, Los Angeles. Os dois têm um filho em comum, Henry (Azhy Robertson), de oito anos.


Um divórcio que se queria pacífico e sem advogados, de repente, torna-se uma batalha legal e um chorrilho de ofensas, que nenhum dos dois envolvidos pretende. Este aparentemente inevitável conflito cria situações pouco realistas, tendo em conta a vontade dos protagonistas, e leva-nos a distanciar do drama a que assistimos. As personagens contradizem acções e sentimentos, há momentos demasiado exagerados - onde o humor quer ser desculpa para aliviar a gravidade da situação - e outros em que somos totalmente envolvidos pelos diálogos entre o casal. Marriage Story proporciona-nos sentimentos contraditórios. 

Há uma clara simpatia pela personagem de Adam Driver, o eterno apaixonado que sofre e se desdobra entre duas cidades para estar perto do filho. Do lado de Nicole, sentimo-nos menos ligados, menos compreensivos. Talvez por ser um homem a realizar ou por ser inspirado no seu próprio divórcio... Ainda assim, é inevitável destacar a discussão entre Charlie e Nicole, intensa e carregada de emoções, onde Driver e Johansson dão tudo de si. Uma cena que ficará, sem dúvida, na História do cinema.


Apesar de tudo, Adam Driver é, sem dúvida, o destaque da longa-metragem. Expressa as emoções como poucos, consegue transmitir tudo com um simples olhar: sofrimento, esperança, desilusão... Dá gosto vê-lo representar - e cantar!

O argumento transborda dramaturgia, é filmado como se estivéssemos a ver os actores moverem-se num palco... Tudo aqui é teatro! Fica a sensação que Marriage Story resultaria estrondosamente  bem numa adaptação teatral, mais do que cinematográfica. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Crítica: Star Wars: Os Últimos Jedi / Star Wars: The Last Jedi (2017)

"I've seen this raw strength only once before. It didn't scare me enough then. It does now."
Luke Skywalker

*8/10*

A Força está com Rian Johnson e com Star Wars: Os Últimos Jedi, um filme emotivo desde o início, ou não fosse o último de Carrie Fisher enquanto a eterna Princesa Leia. Por outro lado, neste novo capítulo da saga, Rian Johnson segue um caminho ligeiramente diferente do seu antecessor. Cria excelentes momentos de humor, a par de uma história com bons plot twists e dá profundidade psicológica às personagens, desde as principais às secundárias.


São duas horas e meia que passam a voar na sala de cinema mesmo que este seja o capítulo mais longo da saga que, por coincidência, completa 40 anos este ano. Star Wars: Os Últimos Jedi é uma excelente forma de comemorar a data.

O filme de Rian Johnson continua a história de Star Wars: O Despertar da Força, de J.J. Abrams, e segue a luta da Resistência contra o Líder Supremo Snoke e sua Primeira Ordem, que tentam controlar a galáxia. Rey (Daisy Ridley) encontra-se com Luke Skywalker (Mark Hamill) e está determinada em convencê-lo a voltar para a Guerra contra o lado negro da Força.


A saga continua, desta feita com um argumento bem construído e cativante, para fãs ou simpatizantes. O bem e o mal continuam a sua luta pela vitória e todos querem o poder. É difícil chegar ao equilíbrio perfeito com o medo - que muito condiciona e faz ter atitudes impulsivas - e a raiva - faz esquecer a ponderação e os limites - a comandar, e quase todas as personagens deste filme o provam. À partida, os Jedi estão do lado dos bons mas também têm fraquezas e Star Wars: Os Últimos Jedi chegou para fazer revelações inesperadas e surpreender.


Rian Johson foi especialmente competente ao desenvolver cada personagem, dar-lhe uma história, um propósito, uma personalidade bem definida. A par disto, a relação entre personagens torna-se mais rica, mais genuína, com Rey e Kylo Ren a causar especial impacto na plateia. Adam Driver é sóbrio e convincente na pele desta personagem tão complexa e cheia de dúvidas.

Laura Dern e Benicio Del Toro são as duas participações que dão um pouco do seu brilho ao filme - Dern, especialmente, com um papel forte para o desenrolar da trama. Todos os enredos paralelos são construídos e bem encaixados no ritmo da longa-metragem, com opções de montagem muito dinâmicas.


A banda sonora traz de volta o veterano John Williams que tem sabido acompanhar a saga da melhor forma. A fotografia é potenciada pela opção de filmar em película, com a luz a fazer-se notar quase como personagem, em especial, mais perto do final da longa-metragem, onde as cores - o vermelho abunda sobre o branco - são outro ponto forte. 

Daisy Ridley e John Boyega os estreantes do filme anterior continuam o percurso mediano, com a actriz a mostrar que tem muita garra, Mark Hamill regressa com uma importância enorme e é um prazer voltar a vê-lo, Adam Driver mostra-se cada vez mais forte na pele de Kylo Ren, uma das personagens mais complexas e interessantes dos novos filmes, Carrie Fisher tem o tempo de antena merecido neste filme que é em sua homenagem e Oscar Isaac vê a sua personagem ganhar maior relevância na história e mostra o seu carisma.


Star Wars: Os Últimos Jedi respeita os 40 anos de História da saga e sabe, ao mesmo tempo, distinguir-se e inovar. Rian Johnson dá continuidade ao universo Star Wars com originalidade e é capaz de surpreender todos os fãs. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sugestão da Semana #202

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca 99 Casas, com Andrew Garfield e Michael Shannon.

99 CASAS


Ficha Técnica:
Título Original: 99 Homes
Realizador: Ramin Bahrani
Actores: Andrew Garfield, Laura Dern, Michael Shannon, Tim Guinee, J.D. Evermore, Noah Lomax
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 112 minutos

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Oscars 2015: As Actrizes Secundárias

Depois das actrizes e actores principais, passemos a uma breve análise a uma das categorias mais fracas desta edição dos Oscars: Melhor Actriz Secundária. Um desempenho interessante, dois medianos e outros dois muito fracos. Eis as nomeadas:

1. Patricia Arquette por Boyhood: Momentos de Uma Vida (Boyhood)


Aqui está o desempenho mais merecedor da estatueta dourada. Patricia Arquette é esta sofrida mãe que acompanhamos ao longo de 12 anos, cuja interpretação é a que mais se destaca em Boyhood. Sem medo nem vergonha de abraçar um projecto que mostra o seu envelhecimento, as mudanças físicas - e psicológicas - e a sua total entrega à personagem, a mãe sempre presente, que escolhe mal os maridos, Arquette oferece-nos uma das melhores prestações femininas do ano (não foram assim tantas, é verdade). É com ela que vamos lamentar a passagem do tempo - tão rápida - e compartilhar a revolta e explosão de sentimentos desta mãe, perto do final.

2. Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)



Sabemos que ela faria esta personagem na perfeição mesmo com uma perna às costas, mas certo é que o seu talento é notável em todas as personagens e a Academia rende-se a Meryl Streep quase todos os anos. Em Caminhos da Floresta, a veterana é uma bruxa, responsável por grande parte das peripécias do filme. Entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, até quer ajudar o casal protagonista a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos.

3. Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)



Numa interpretação simples e muito ao seu jeito elegante, mas sensabor, temos Keira Knightley. Ela é Joan Clarke, provavelmente a mais interessante personagem de O Jogo da Imitação: a mulher entre os homens, tão inteligente ou mais que eles, a mulher emancipada e decidida. Não que a actriz lhe dê toda a vivacidade que ela pede, mas será ao percurso de Joan no filme que daremos maior atenção.

4. Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)



Eu adoro a Emma Stone mas esta nomeação não se justifica. Uma única boa cena em Birdman não consegue desculpar a ausência de nomes como Jessica Chastain (ou mesmo Oprah Winfrey, que em pouco mais de cinco minutos no ecrã em Selma, merecia mais a nomeação que Emma). Stone é a desequilibrada filha do protagonista de Birdman e pouco mais há a dizer...

5. Laura Dern por Livre (Wild)



E depois de questionar a nomeação de Emma Stone, que dizer de Laura Dern? Os sorrisos e simpatia  de uma mãe lutadora e dedicada aos filhos em curtíssimos flashbacks não chegam para me convencer.