sexta-feira, 30 de abril de 2021

Crítica: Judas e o Messias Negro / Judas and the Black Messiah (2021)

"I am a revolutionary!"

Fred Hampton

*6/10*

Com um título sugestivo, Judas and the Black Messiah, de Shaka King, leva para o cinema um momento marcante da História recente dos EUA, centrando-se na vida e importância de Fred Hampton, líder dos Panteras Negras.

"O informador do FBI William O'Neal (LaKeith Stanfield) infiltra-se no Partido dos Panteras Negras do Illinois com a tarefa de vigiar o seu líder carismático, Fred Hampton (Daniel Kaluuya). Ladrão de carreira, O'Neal aprecia o perigo de manipular os seus companheiros de partido e o seu contacto no FBI, o agente especial Roy Mitchell (Jesse Plemons). As proezas políticas de Hampton aumentam ao mesmo tempo que se apaixona pela companheira de luta Deborah Johnson (Dominique Fishback). Enquanto isso, trava-se uma batalha pela alma de O'Neal, indeciso entre a fidelidade aos seus irmãos dos Panteras Negras e as ordens do director do FBI, J. Edgar Hoover (Martin Sheen)."

Judas and the Black Messiah é um filme competente, com bons momentos de acção, e mais um retrato da brutalidade policial contra os afro-americanos e do racismo endémico dos EUA. Os discursos de Fred Hampton são apresentados com a grandiosidade que merecem, graças também à interpretação de Daniel Kaluuya

No filme, o actor mostra a sua capacidade de transformação, com um papel exigente também fisicamente - a transformação física é evidente -, na pele deste jovem revolucionário, uma das figuras centrais entre os activistas pelos direitos civis nos EUA. Entre a revolta, a emoção e o desejo de justiça, Kaluuya cativa o seu público dos dois lados do ecrã. Ao seu lado, LaKeith Stanfield distingue-se na pele do infiltrado que vive em constante dilema.

Judas and the Black Messiah destaca-se ainda pelo trabalho de Sean Bobbitt na direcção de fotografia, proporcionando planos envolventes - especialmente nocturnos - que nos levam numa viagem aos anos 60.

Shaka King capta bem o ambiente de desconfiança, chantagem e medo que rodeava Fred Hampton e os que lhe eram próximos. A perseguição cerrada por parte do FBI, injustiças e contradições são denunciadas no grande ecrã, num resultado dinâmico e honroso para a memória de Hampton.

Cinema na TV generalista no Fim-de-semana: Maio #1

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Estreias da Semana #453

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses quatro novos filmes, para além da reposição de Cerimónia Secreta, de Joseph Losey. No streaming também se contam algumas estreias.

Martin e três colegas, professores cansados do ensino secundário, embarcam numa experiência com base na teoria de que o ser humano devia nascer com uma pequena quantidade de álcool no sangue e que a embriaguez moderada abre as mentes para o mundo ao redor, diminuindo os problemas e aumentando a criatividade. Se Churchill venceu a Segunda Guerra Mundial ébrio, quem sabe o que alguns copos podem fazer por eles e pelos seus alunos? Os resultados iniciais são positivos e o pequeno projecto dos professores transforma-se num estudo académico sério.

Manual da Boa Esposa (2020)
La Bonne Épouse
Durante décadas, a escola de ciência doméstica Boersch, na Alsácia, treina as suas jovens estudantes para se tornarem esposas modelo. Mas em vésperas do maio de 68, a tarefa torna-se complicada para a diretora Paulette van Der Beck, que, além do mais, vê o primeiro grande amor da sua vida regressar de forma inesperada.

O Começo (2020)
Dasatskisi
Yana vive com o marido, David, e com o filho, George, numa comunidade de Testemunhas de Jeová, situada nas montanhas da Geórgia. Quando são atacados por um grupo extremista,  confrontam-se com uma escolha entre o medo e o desejo de justiça. No meio do conflito, o mundo familiar de Yana desfaz-se lentamente e o seu descontentamento interior aumenta à medida que luta por dar sentido aos seus desejos.

Todos pensavam que Cassie (Carey Mulligan) era uma miúda com potencial. Até que uma misteriosa tragédia  arruína o seu futuro. Agora, nada na vida da Cassie é o que parece: perversamente inteligente, tentadoramente astuta, assume uma vida secreta durante a noite e um encontro surpreendente está prestes a dar-lhe a oportunidade de vingar o passado.

Netflix Portugal
Estreia a 29 de Abril:

Sussurros das Trevas (2021)
Things Heard & Seen
Um casal de Manhattan muda-se para uma casa histórica em Hudson Valley, onde acaba por descobrir que o seu casamento está envolto por uma penumbra tão sinistra quanto a que envolve a história da nova casa.

Estreia a 30 de Abril:

Os Mitchell Contra as Máquinas (2021)
The Mitchells vs. The Machines
Katie Mitchell é aceite na escola de cinema dos seus sonhos, mas os seus planos de se juntar rapidamente à malta da universidade vão por água abaixo quando o seu pai Rick, amante da natureza, decide fazer uma derradeira viagem em família e levar Kate de carro. Com eles, vai o resto da família. A mãe, Linda, o irmãozinho Aaron e o gordinho pug Monchi. De repente, os planos dos Mitchell são interrompidos por uma revolta tecnológica. Pelo mundo fora, os dispositivos eletrónicos - telefones, eletrodomésticos e uma linha inovadora de robôs pessoais - decidem que é hora de assumir o controlo. Com a ajuda de dois simpáticos robôs defeituosos, a família Mitchell terá de superar os seus problemas e trabalhar em conjunto para salvar o mundo.

The Disciple (2020)
Um homem dedicou a vida a tornar-se vocalista de música clássica indiana, esforçando-se para seguir as tradições e a disciplina dos antigos mestres, do seu guru e do pai. Mas com o passar dos anos, começa a questionar se será realmente possível alcançar o nível de excelência que ele persegue.

Amazon Prime Video
Estreia a 30 de Abril:

Without Remorse (2021)
Um esquadrão de soldados russos mata a família do militar dos SEAL John Kelly (Michael B. Jordan), em retaliação pelo seu papel numa operação ultrassecreta. Kelly persegue os assassinos a todo custo, unindo forças com um camarada dos SEAL (Jodie Turner-Smith) e com um sombrio agente da CIA (Jamie Bell). Involuntariamente, Kelly expõe uma conspiração secreta que ameaça envolver os EUA e a Rússia. Dividido entre a honra pessoal e a lealdade ao seu país, Kelly luta sem remorsos e tenta evitar o desastre ao revelar as identidades dos poderosos conspiradores. Baseado nos livros de Tom Clancy.

Crítica: Mais Uma Rodada / Another Round / Druk (2020)

"We're not alcoholics. We decide when we want to drink. An alcoholic can't help himself."

Nikolaj

*9/10*

Thomas Vinterberg convida-nos para um copo, para que o álcool de Mais Uma Rodada (Druk / Another Round) nos leve a uma reflexão sobre a vontade de viver. Esta ideia aparentemente louca não provoca ressacas, pelo contrário, é capaz de nos divertir e comover, na mesma medida.

"Martin e três colegas, professores cansados do ensino secundário, embarcam numa experiência com base na teoria de que o ser humano devia nascer com uma pequena quantidade de álcool no sangue e que a embriaguez moderada abre as mentes para o mundo ao redor, diminuindo os problemas e aumentando a criatividade. Se Churchill venceu a Segunda Guerra Mundial ébrio, quem sabe o que alguns copos podem fazer por eles e pelos seus alunos? Os resultados iniciais são positivos e o pequeno projeto dos professores transforma-se num estudo académico sério."

Mais Uma Rodada deambula entre o delírio e a depressão, onde quatro homens, estagnados e desmotivados com a vida, se propõem a mudar comportamentos, em busca de todo o seu potencial. O álcool aumenta-lhes a confiança e a autoestima - ou assim querem acreditar -, mas será que é a solução para corrigir o que os levou à situação onde se encontram?

Mads MikkelsenThomas Bo Larsen, Lars Ranthe e Magnus Millang formam um grupo com potencial, que acompanhamos com empatia, curiosidade e alguma preocupação. Dos quatro, Mikkelsen destaca-se na crueza com que demonstra as emoções, mas igualmente no carisma que detém e nos movimentos fluidos e seguros. Thomas Bo Larsen, o professor de educação física, Tommy, é outro dos desempenhos marcantes de Mais Uma Rodada, um homem fragilizado e descontrolado, adorado pelos alunos.

Seja nos dias de aulas, potenciados pelo álcool; ou fora das horas de expediente com 0% de taxa de alcoolémia; seja ainda nas reuniões de avaliação da experiência dos quatro amigos - onde quase se passam todos os limites -, a banda sonora da longa-metragem é contagiante, deambulando entre a música clássica e temas mais pop (What A Life, de Scarlet Pleasure, marcará o ponto alto), tão inspiradora como libertadora - tal qual o álcool.

Thomas Vinterberg criou um filme muito pessoal, dedicado à filha Ida, que adorava o argumento, mas faleceu durante as filmagens. Em nome dela, o realizador quis que Mais Uma Rodada fosse uma celebração da vida - e conseguiu. Entre altos e baixos, Martin e os colegas fazem a caminhada, por vezes dolorosa, até à cena final: o êxtase total. A superação acontece para todos, à sua maneira, com momentos de cumplicidade e experiências difíceis, onde são postos à prova.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Crítica: Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (2020)

"Can you guess what every woman's worst nightmare is?"

Cassie

*8/10*

Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador.

A sinopse é simples e directa: "Uma jovem assombrada por uma tragédia no seu passado, vinga-se nos homens que tenham o azar de se cruzar com ela."


Um revenge movie no seu esplendor, com características que o tornam singular: provocador, sensual, feminino, delicado e inteligente. Uma Miúda Com Potencial destaca-se da multidão de filmes do género pela personalidade forte e pelo confronto constante aos preconceitos da sociedade actual - ainda tão machista -, através de atitudes, valores e, principalmente, dos crimes de violação e assédio sexual tão escrutinados nesta obra. 

Através da protagonista, Cassie, o filme de Emerald Fennell quer fazer justiça, enquanto joga, ironicamente, com a culpabilização da vítima e o elogio do criminoso. Do título às situações retratadas, Uma Miúda Com Potencial tudo discorre em redor de abusos e da noção de consentimento. O argumento constrói-se a partir daí e, dividido em vários actos, é inesperado até ao fim (mesmo que ambicionássemos uma conclusão bem mais inspirada).


Uma Miúda Com Potencial é um filme cheio de cor em contraste com a dor que suga a vitalidade e a vontade de viver de Cassie. Obviamente, reconhecemos que a nossa protagonista tem sérios problemas psicológicos, resultado do trauma que sofreu há alguns anos. Consome-se, definha psicologicamente e revela traços de sociopatia. Carey Mulligan revela-se surpreendente na pele desta personagem vingativa e corajosa. A aparente fragilidade e delicadeza da actriz, bem como a forma como é capaz de se transformar enquanto Cassie, fazem dela a mais acertada escolha para o papel.

E a par da direcção artística, da fotografia e do guarda-roupa cheios de cor (onde o rosa abunda), tão harmoniosos de dia, tão decadentes à noite, também a banda sonora tem um papel fulcral na formação da identidade do filme, aparentemente inocente e pop, mas muito mais agressivo e inteligente. Eis que encontramos Downhill Lullaby, de Sky Ferreira, Stars Are Blind, de Paris Hilton, versões de Toxic (Britney Spears) ou It's Raining Men, entre outros temas certeiros.


Eis a garra feminista, sem medos ou vergonha, que retrata a maioria das personagens masculinas como pouco inteligentes, enfrenta os piropos ordinários e traça o seu caminho contra as expectativas dos outros. Uma estreia ousada para Emerald Fennell. Que continue a criar boas histórias e quebrar tabus.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Oscars 2021: Red Carpet

Depois de revelados os vencedores dos Oscars 2021, analisamos os nossos favoritos da passadeira vermelha, que foi presencial, apesar da pandemia. Eis os 10 modelos que mais gostámos.


A cantora italiana Laura Pausini, nomeada para o Oscar de Melhor Canção Original, desfilou num bonito vestido preto Valentino, com bolsos e de ombros descaídos, e usou jóias Bulgari. Uma opção glamorosa com alguma jovialidade à mistura.



Nomeado para dois Oscars nesta cerimónia (Melhor Actor Secundário e Melhor Canção Original), Leslie Odom Jr. desfilou e deu nas vistas num fato dourado Brioni, sapatos pretos e um vistoso anel Cartier.



Riz Ahmed, nomeado para o Oscar de Melhor Actor, surgiu charmoso num fato escuro Prada, descontraído e elegante. Destaque ainda para o relógio Girard-Perregaux a sobressair.




Youn Yuh-jung venceu o Oscar para Melhor Actriz Secundária pelo seu papel em Minani, e destacou-se na passadeira vermelha. A actriz usou um vestido com bolsos azul escuro Marmar Halim e jóias Chopard


A mexicana Michelle Couttolenc fez História ao ser a primeira mulher vencedora de um Oscar na  categoria de Melhor Som pelo trabalho em Sound of Metal. Contudo, a engenheira de som também deixou a sua marca na red carpet, com um distinto vestido bordado preto e pérola da estilista mexicana Claver Munguía.




As tranças, os brincos, o vestido e a presença de Garrett Bradley, realizadora de Time, nomeado para Melhor Documentário, não nos deixaram indiferentes. A cineasta surgiu num modelo fluido vermelho Alexandre Vauthier, a combinar com uns brincos brancos, quase tão compridos como as longas tranças, num visual leve e jovial.



Apresentou os nomeados na categoria de Melhor Documentário em Curta Metragem em língua gestual e brilhou na red carpet. A actriz surda e oscarizada Marlee Matlin foi uma das mais bem vestidas da noite dos Oscars 2021, e usou um vestido Vivienne Westwood em tons de preto e prateado, de ombros descaídos e longas mangas.



Vencedora do Oscar para Melhor Canção Original, H.E.R. fez sensação na passadeira vermelha com um modelo Dundas, azul-cobalto, com capuz e muitas transparências, inspirado no fato que Prince usou em 1985, quando recebeu o Oscar por Purple Rain. A acompanhar, a cantora usou o cabelo penteado ao lado, uns óculos de sol Bonnie Clyde e jóias Chopard.



Amanda Seyfried deu nas vistas com um lindíssimo vestido vermelho Armani Privé, de original decote em V e saia volumosa. A acompanhar, usou o cabelo num apanhado clássico e jóias Forevermark.



Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Maria Bakalova foi a nossa favorita na red carpet. A jovem actriz desfilou num vestido branco Louis Vuitton, estilo princesa, com uma farta saia e profundo decote em V. A maquilhagem, cabelo e jóias deram o toque final ao visual.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Oscars 2021: Vencedores

A 93.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite de Domingo, 25 de Abril, num formato e contexto diferentes, devido à pandemia. Por aqui, estivemos a actualizar os vencedores em tempo real, como de costume.

Algumas surpresas - em especial nas categorias de actores principais - e um leque de prémios bem distribuídos, com Nomadland a sobressair com três Oscars: Melhor Filme, Melhor Actriz e Melhor Realizadora.


Aqui fica a lista completa de vencedores:

Melhor Filme
The Father (Sony Pictures Classics) 
Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 
Mank (Netflix) 
Minari (A24) 
Nomadland (Searchlight Pictures) 
Promising Young Woman (Focus Features) 
Sound of Metal (Amazon Studios) 
The Trial of the Chicago 7 (Netflix) 

Melhor Actor
Riz Ahmed (Sound of Metal
Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom
Anthony Hopkins (The Father
Gary Oldman (Mank
Steven Yeun (Minari

Melhor Actriz
Viola Davis (Ma Rainey’s Black Bottom
Andra Day (The United States v. Billie Holiday
Vanessa Kirby (Pieces of a Woman
Frances McDormand (Nomadland
Carey Mulligan (Promising Young Woman

Melhor Actor Secundário
Sacha Baron Cohen (The Trial of the Chicago 7
Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah
Leslie Odom Jr. (One Night in Miami
Paul Raci (Sound of Metal
Lakeith Stanfield (Judas and the Black Messiah)

Melhor Actriz Secundária 
Maria Bakalova (Borat Subsequent Moviefilm
Glenn Close (Hillbilly Elegy
Olivia Colman (The Father
Amanda Seyfried (Mank
Youn Yuh-jung (Minari

Melhor Realizador
Thomas Vinterberg (Another Round)
David Fincher (Mank
Lee Isaac Chung (Minari
Chloé Zhao (Nomadland
Emerald Fennell (Promising Young Woman

Melhor Argumento Original
Judas and the Black Messiah, Will Berson, Shaka King, Keith Lucas, Kenneth Lucas 
Minari, Lee Isaac Chung 
Promising Young Woman, Emerald Fennell 
Sound of Metal, Abraham Marder, Darius Marder, Derek Cianfrance 
The Trial of the Chicago 7, Aaron Sorkin 

Melhor Argumento Adaptado
Borat Subsequent Moviefilm, Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Jena Friedman, Anthony Hines, Lee Kern, Dan Mazer, Nina Pedrad, Erica Rivinoja, Dan Swimer 
The Father, Christopher Hampton, Florian Zeller 
Nomadland, Chloé Zhao 
One Night in Miami, Kemp Powers 
The White Tiger, Ramin Bahrani 

Melhor Filme de Animação
Onward (Pixar) 
Over the Moon (Netflix) 
Shaun the Sheep Movie: Farmageddon (Netflix) 
Soul (Pixar) 
Wolfwalkers (Apple TV Plus/GKIDS) 

Melhor Filme Estrangeiro
Another Round (Dinamarca) 
Better Days (Hong Kong)
Collective (Roménia) 
The Man Who Sold His Skin (Tunísia)
Quo Vadis, Aida? (Bósnia e Herzegovina) 

Melhor Fotografia
Judas and the Black Messiah, Sean Bobbitt 
Mank, Erik Messerschmidt 
News of the World, Dariusz Wolski 
Nomadland, Joshua James Richards 
The Trial of the Chicago 7, Phedon Papamichael 

Melhor Montagem
The Father, Yorgos Lamprinos
Nomadland, Chloé Zhao 
Promising Young Woman, Frédéric Thoraval 
Sound of Metal, Mikkel E.G. Nielsen 
The Trial of the Chicago 7, Alan Baumgarten 

Melhor Design de Produção
The Father, Peter Francis, Cathy Featherstone 
Ma Rainey’s Black Bottom, Mark Ricker, Karen O’Hara, Diana Stoughton 
Mank, Donald Graham Burt, Jan Pascale 
News of the World, David Crank, Elizabeth Keenan 
Tenet, Nathan Crowley, Kathy Lucas 

Melhor Guarda-Roupa
Emma, Alexandra Byrne 
Mank, Trish Summerville 
Ma Rainey’s Black Bottom, Ann Roth 
Mulan, Bina Daigeler 
Pinocchio, Massimo Cantini Parrini

Melhor Caracterização
Emma, Marese Langan 
Hillbilly Elegy, Eryn Krueger Mekash, Patricia Dehaney, Matthew Mungle 
Ma Rainey’s Black Bottom, Matiki Anoff, Mia Neal, Larry M. Cherry 
Mank, Kimberley Spiteri, Gigi Williams 
Pinocchio, Dalia Colli, Anna Kieber, Sebastian Lochmann, Stephen Murphy 

Melhor Banda Sonora Original
Da 5 Bloods, Terence Blanchard 
Mank, Trent Reznor, Atticus Ross 
Minari, Emile Mosseri 
News of the World, James Newton Howard 
Soul, Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste 

Melhor Canção Original
Fight for You, (Judas and the Black Messiah), Música: H.E.R. e Dernst Emile IILetra: H.E.R. e Tiara Thomas
Hear My Voice, (The Trial of the Chicago 7)Música: Daniel Pemberton; Letra: Daniel Pemberton e Celeste Waite
Húsavík, (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga)Música e Letra: Savan Kotecha, Fat Max Gsus e Rickard Göransson
Io Si (Seen), (The Life Ahead), Música: Diane Warren; Letra: Diane Warren e Laura Pausini
Speak Now, (One Night in Miami...)Música e Letra: Leslie Odom, Jr. e Sam Ashworth

Melhor Som
Greyhound, Odin Benitez, Jason King, Christian P. Minkler, Michael Minkler, Jeff Sawyer 
Mank, Ren Klyce, Jeremy Molod, David Parker, Nathan Nance, Drew Kunin 
News of the World, John Pritchett, Mike Prestwood Smith, William Miller, Oliver Tarney, Michael Fentum 
Soul, Coya Elliott, Ren Klyce, David Parker, Vince Caro 
Sound of Metal, Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana 

Melhores Efeitos Visuais
Love and Monsters, Matt Sloan, Genevieve Camilleri, Matt Everitt, Brian Cox
The Midnight Sky, Matt Kasmir, Chris Lawrence, Dave Watkins, Max Solomon 
Mulan, Sean Faden, Anders Langlands, Seth Maury, Steve Ingram 
The One and Only Ivan, Nick Davis, Greg Fisher, Ben Jones, Santiago Colomo Martinez 
Tenet, Andrew Jackson, Andrew Lockley, Scott R. Fisher, Mike Chambers 

Melhor Documentário
Collective (Magnolia Pictures and Participant), Alexander Nanau e Bianca Oana
Crip Camp (Netflix), Nicole Newnham, Jim LeBrecht e Sara Bolder
The Mole Agent (Gravitas Ventures)Maite Alberdi e Marcela Santibáñez
My Octopus Teacher (Netflix), Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Time (Amazon Studios), Garrett Bradley, Lauren Domino e Kellen Quinn

Melhor Curta Documental
Colette (Time Travel Unlimited), Anthony Giacchino e Alice Doyard
A Concerto Is a Conversation (Breakwater Studios), Ben Proudfoot e Kris Bowers
Do Not Split (Field of Vision), Anders Hammer e Charlotte Cook
Hunger Ward (MTV Documentary Films), Skye Fitzgerald e Michael Scheuerman
A Love Song for Latasha (Netflix), Sophia Nahli Allison e Janice Duncan

Melhor Curta de Animação
Burrow (Disney Plus/Pixar), Madeline Sharafian e Michael Capbarat
Genius Loci (Kazak Productions), Adrien Mérigeau e Amaury Ovise
If Anything Happens I Love You (Netflix), Will McCormack e Michael Govier
Opera (Beasts and Natives Alike), Erick Oh
Yes-People (CAOZ hf. Hólamói), Gísli Darri Halldórsson e Arnar Gunnarsson

Melhor Curta
Feeling Through, Doug Roland e Susan Ruzenski
The Letter Room, Elvira Lind e Sofia Sondervan
The Present, Farah Nabulsi
Two Distant Strangers, Travon Free e Martin Desmond Roe
White Eye, Tomer Shushan e Shira Hochman


*Artigo actualizado às 04h32 de 26 de Abril de 2021.

domingo, 25 de abril de 2021

Sugestão da Semana #452

Das estreias da passada semana e em noite de Oscars, a Sugestão da Semana é dupla: Nomadland - Sobreviver na América, de Chloé Zhao, e Undine, de Christian Petzold.



Ficha Técnica:
Título Original: Nomadland
Realizadora: Chloé Zhao
Elenco: Frances McDormand, David Strathairn, Linda May, Bob Wells, Tay Strathairn, Swankie,
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 107 minutos



Ficha Técnica:
Título Original: Undine
Realizador: Christian Petzold
Elenco: Paula Beer, Franz Rogowski, Maryam Zaree, Jacob Matschenz
Género: Drama, Fantasia, Mistério, Romance
Classificação: M/12
Duração: 91 minutos

Razzie Awards 2021: Vencedores

Foram ontem anunciados os vencedores dos 41.º Razzie Awards, que premeiam o pior que se faz no cinema. Music, de Sia, foi o grande galardoado, seguido de perto por Rudy Giuliani, em Borat, Subsequent Movie-Film.


Eis a lista de vencedores:

Pior Filme

365 Days

Absolute Proof

Dolittle

Fantasy Island

Music


Pior Actriz

Anne Hathaway / The Last Thing He Wanted The Witches

Katie Holmes / Brahms: The Boy II The Secret: Dare to Dream

Kate Hudson / Music

Lauren Lapkus / The Wrong Missy

Anna-Maria Sieklucka / 365 Days


Pior Actor

Robert Downey Jr. / Dolittle

Mike Lindell / Absolute Proof

Michele Morrone / 365 Days

Adam Sandler / Hubie Halloween

David Spade / The Wrong Missy


Pior Actriz Secundária

Glenn Close / Hillbilly Elegy

Lucy Hale / Fantasy Island

Maggie Q / Fantasy Island

Kristen Wiig / Wonder Woman 1984

Maddie Ziegler / Music


Pior Actor Secundário

Chevy Chase / The Very Excellent Mr. Dundee

Rudy Giuliani / Borat, Subsequent Movie-Film

Shia LeBeouf / The Tax Collector

Arnold Schwarzeneggar / Iron Mask

Bruce Willis / Breach, Hard Kill Survive the Night


Pior Dupla

Rudy Giuliani & o fecho das suas calças / Borat Subsequent Movie-Film

Robert Downey Jr. & o seu sotaque galês pouco convincente / Doolittle

Harrison Ford & aquele aspecto totalmente falso do "cão" CGI / Call of the Wild

Lauren Lapkus & David Spade / The Wrong Missy

Adam Sandler & a sua irritante voz de simplório / Hubie Halloween


Pior Remake, Rip-Off ou Sequela

365 Days

Dolittle

Fantasy Island

Hubie Halloween

Wonder Woman 1984


Pior Realizador

Charles Band / Os três filmes Barbie & Kendra

Barbara Bialowas & Tomasz Mandes / 365 Days

Stephen Gaghan / Dolittle

Ron Howard / Hillbilly Elegy

Sia / Music


Pior Argumento

365 Days

Os três filmes Barbie & Kendra

Dolittle

Fantasy Island

Hillbilly Elegy

sábado, 24 de abril de 2021

Spirit Awards 2021: Vencedores

Os vencedores dos Film Independent Spirit Awards 2021 foram anunciados no passado dia 22 de Abril. Nomadland foi o grande vencedor da 36.ª edição dos prémios do cinema independente.

Conhece os vencedores nas várias categorias:

Melhor Filme

NOMADLAND

FIRST COW

MA RAINEY’S BLACK BOTTOM

MINARI

NEVER RARELY SOMETIMES ALWAYS


Melhor Primeiro Filme

SOUND OF METAL 

I CARRY YOU WITH ME

THE FORTY-YEAR-OLD VERSION

MISS JUNETEENTH

NINE DAYS


Melhor Realizador

Chloé Zhao, Nomadland

Lee Isaac Chung, Minari

Emerald Fennell, Promising Young Woman

Eliza Hittman, Never Rarely Sometimes Always

Kelly Reichardt, First Cow


Melhor Actriz

Carey Mulligan, Promising Young Woman

Nicole Beharie, Miss Juneteenth

Viola Davis, Ma Rainey’s Black Bottom

Sidney Flanigan, Never Rarely Sometimes Always

Julia Garner, The Assistant

Frances McDormand, Nomadland


Melhor Actor

Riz Ahmed, Sound of Metal 

Chadwick Boseman, Ma Rainey’s Black Bottom

Adarsh Gourav, The White Tiger

Rob Morgan, Bull

Steven Yeun, Minari


Melhor Actriz Secundária

Yuh-Jung Youn, Minari 

Alexis Chikaeze, Miss Juneteenth

Yeri Han, Minari

Valerie Mahaffey, French Exit

Talia Ryder, Never Rarely Sometimes Always


Melhor Actor Secundário

Paul Raci, Sound of Metal

Colman Domingo, Ma Rainey’s Black Bottom

Orion Lee, First Cow

Glynn Turman, Ma Rainey’s Black Bottom

Benedict Wong, Nine Days


Melhor Filme Internacional

QUO VADIS, AIDA? (Bósnia e Herzegovina)

BACURAU (Brasil)

THE DISCIPLE (Índia)

NIGHT OF THE KINGS (Costa do Marfim)

PREPARATIONS TO BE TOGETHER FOR AN UNKNOWN PERIOD OF TIME (Hungria)


Melhor Argumento

Emerald Fennell, Promising Young Woman 

Lee Isaac Chung, Minari

Eliza Hittman, Never Rarely Sometimes Always

Mike Makowsky, Bad Education

Alice Wu, The Half of It


Melhor Primeiro Argumento

Andy Siara, Palm Springs 

Kitty Green, The Assistant

Noah Hutton, Lapsis

Channing Godfrey Peoples, Juneteenth

James Sweeney, Straight Up


Melhor Documentário

CRIP CAMP 

COLLECTIVE

DICK JOHNSON IS DEAD

THE MOLE AGENT

TIME


Prémio John Cassavetes (para o melhor filme feito com menos de 500 mil dólares)

RESIDUE 

THE KILLING OF TWO LOVERS

LA LEYENDA NEGRA

LINGUA FRANCA

SAINT FRANCES


Melhor Fotografia

Joshua James Richards, Nomadland 

Jay Keitel, She Dies Tomorrow

Shabier Kirchner, Bull

Michael Latham, The Assistant

Hélène Louvart, Never Rarely Sometimes Always


Melhor Montagem

Chloé Zhao, Nomadland 

Andy Canny, The Invisible Man

Scott Cummings, Never Rarely Sometimes Always

Merawi Gerima, Residue

Enat Sidi, I Carry You With Me


Podes consultar a lista completa de vencedores em https://www.filmindependent.org/spirit-awards/nominees/.

Fantasporto 2021: De 26 de Abril a 4 de Maio no Hard Club

O 41.º Fantasporto Festival Internacional de Cinema do Porto acontece de 26 de Abril a 4 de Maio, no Hard Club, depois de adiamentos devido ao confinamento. Morte em Veneza, de Luchino Visconti, fará as honras de abertura, por ocasião da comemoração dos 50 anos do filme. A encerrar estará No Man's Land, de Conor Allyn.

Na secção Cinema Fantástico, destaque para O Derradeiro Julgamento, de Neil Marshall; Ten Minutes to Midnight, de Erik Bloomquist; O Cemitério das Almas Perdidas, de Rodrigo Aragão;  The Funeral Home, de Mauro Ivan Ojeda; e Suicide Forest Village, de Takashi Shimizu.

A secção Cinema Português apresenta, entre outros, Toponímia - As Memórias do Porto, de António Pinto; Um Quadro do Pollock com Sangue, de Rui António; A Mulher Sem Corpo, de António Borges Correia; e 40 Anos de Fantasporto, de Isabel Pina.

Na Semana dos Realizadores, destaque para In the Quarry, de Bernardo Antonaccio e Rafael Antonaccio; Dinner in America, de Adam Rehmeier; ou Preparations to be Together for an Unknown Period of Time, de Lili Horvát. Já no Fantas Classics, para além da sessão de abertura, recuperamos O Leopardo, também de Visconti, e Clube de Combate, de David Fincher.

Mais informações sobre o Fantasporto podem ser consultadas no site oficial (http://fantasporto.com/pt-pt/) e na página de facebook (https://www.facebook.com/fantasporto/).

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Cinema na TV generalista no Fim-de-semana: Abril #4

Oscars 2021: As Previsões

Como todos os anos, chegou o momento em que faço as apostas para a noite dos Oscars. Depois, é esperar para ver se as minhas previsões vão bater certo com os vencedores. São poucas as categorias com vencedores quase certos - e nós achamos que esta incerteza torna a cerimónia muito mais emocionante. Façam as vossas apostas e conheçam as minhas:


Melhor Filme
Ganha: Nomadland
Com possibilidades: The Trial of the Chicago 7
Devia Ganhar: The Sound of Metal ou The Father

Melhor Actor
Ganha: Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom)
Com possibilidades: Anthony Hopkins (The Father) 
Devia Ganhar: Riz Ahmed (Sound of Metal), Anthony Hopkins (The Father) ou Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom)

Melhor Actriz
Ganha: Andra Day (The United States v. Billie Holiday
Com Possibilidades: Viola Davis (Ma Rainey’s Black Bottom) ou Frances McDormand (Nomadland
Devia Ganhar: Carey Mulligan (Promising Young Woman) 

Melhor Actor Secundário
Ganha: Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah
Com Possibilidades: Paul Raci (Sound of Metal
Devia Ganhar: Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah

Melhor Actriz Secundária
Ganha: Youn Yuh-jung (Minari
Com Possibilidades: Glenn Close (Hillbilly Elegy
Devia Ganhar: Maria Bakalova (Borat Subsequent Moviefilm

Melhor Realizador
Ganha: Chloé Zhao (Nomadland
Com possibilidades: David Fincher (Mank
Devia Ganhar: Thomas Vinterberg (Another Round) ou Chloé Zhao (Nomadland

Melhor Argumento Original
Ganha: The Trial of the Chicago 7, Aaron Sorkin 
Com possibilidades: Promising Young Woman, Emerald Fennell 
Devia Ganhar: Promising Young Woman, Emerald Fennell 

Melhor Argumento Adaptado
Ganha: Nomadland, Chloé Zhao 
Com possibilidades: The Father, Christopher Hampton, Florian Zeller 
Devia Ganhar: The Father, Christopher Hampton, Florian Zeller 

Melhor Filme de Animação
Ganha: Soul (Pixar) 

Melhor Filme Estrangeiro
Ganha: Another Round (Dinamarca) 
Com possibilidades: Quo Vadis, Aida? (Bósnia e Herzegovina) 
Devia Ganhar: Another Round (Dinamarca) ou Collective (Roménia) 

Melhor Fotografia
Ganha: Mank, Erik Messerschmidt 
Com possibilidades: Judas and the Black Messiah, Sean Bobbitt 
Devia Ganhar: Judas and the Black Messiah, Sean Bobbitt 

Melhor Montagem
Ganha: The Trial of the Chicago 7, Alan Baumgarten 
Com possibilidades: Promising Young Woman, Frédéric Thoraval 
Devia Ganhar: The Father, Yorgos Lamprinos

Melhor Design de Produção
Ganha: Mank, Donald Graham Burt, Jan Pascale 
Com possibilidades: Ma Rainey’s Black Bottom, Mark Ricker, Karen O’Hara, Diana Stoughton 
Devia Ganhar: The Father, Peter Francis, Cathy Featherstone ou Ma Rainey’s Black Bottom, Mark Ricker, Karen O’Hara, Diana Stoughton 

Melhor Guarda-Roupa
Ganha: Ma Rainey’s Black Bottom, Ann Roth 
Com possibilidades: Mulan, Bina Daigeler 
Devia Ganhar: Ma Rainey’s Black Bottom, Ann Roth 

Melhor Maquilhagem e Cabelo
Ganha: Ma Rainey’s Black Bottom, Matiki Anoff, Mia Neal, Larry M. Cherry
Com Possibilidades: Pinocchio, Dalia Colli, Anna Kieber, Sebastian Lochmann, Stephen Murphy 
Devia Ganhar: Pinocchio, Dalia Colli, Anna Kieber, Sebastian Lochmann, Stephen Murphy 

Melhor Banda Sonora Original
Ganha: Soul, Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste 
Com possibilidades: Mank, Trent Reznor, Atticus Ross 

Melhor Canção Original
Ganha: Io Si (Seen) (The Life Ahead), Música: Diane Warren; Letra: Diane Warren e Laura Pausini
Com Possibilidades: Speak Now (One Night in Miami...), Música e Letra: Leslie Odom, Jr. e Sam Ashworth
Devia Ganhar: Húsavík (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga), Música e Letra: Savan Kotecha, Fat Max Gsus e Rickard Göransson

Melhor Som
Ganha: Sound of Metal, Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana 
Com possibilidades: Soul, Coya Elliott, Ren Klyce, David Parker, Vince Caro 
Devia Ganhar: Sound of Metal, Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana 

Melhor Efeitos Visuais
Ganha: The Midnight Sky, Matt Kasmir, Chris Lawrence, Dave Watkins, Max Solomon 
Com possibilidades: Tenet, Andrew Jackson, Andrew Lockley, Scott R. Fisher, Mike Chambers 

Melhor Documentário
Ganha: Time (Amazon Studios), Garrett Bradley, Lauren Domino e Kellen Quinn
Com Possibilidades: My Octopus Teacher (Netflix), Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Devia Ganhar: Collective (Magnolia Pictures and Participant), Alexander Nanau e Bianca Oana

Melhor Curta Documental
Ganha: A Concerto Is a Conversation (Breakwater Studios), Ben Proudfoot e Kris Bowers
Com Possibilidades: Hunger Ward (MTV Documentary Films), Skye Fitzgerald e Michael Scheuerman
Devia Ganhar: Colette (Time Travel Unlimited), Anthony Giacchino e Alice Doyard

Melhor Curta de Animação
Ganha: If Anything Happens I Love You (Netflix), Will McCormack e Michael Govier
Com Possibilidades: Opera (Beasts and Natives Alike), Erick Oh
Devia Ganhar: If Anything Happens I Love You (Netflix), Will McCormack e Michael Govier

Melhor Curta
Ganha: Two Distant Strangers, Travon Free e Martin Desmond Roe
Com Possibilidades: Feeling Through, Doug Roland e Susan Ruzenski
Devia Ganhar: The Present, Farah Nabulsi

Relembra todos os nomeados aqui.

Crítica: Colectiv - Um Caso de Corrupção / Collective (2019)

"When the press bows down to the authorities, the authorities will mistreat the citizens. This has always happened, worldwide, and it has happened to us."

Catalin Tolontan

*9/10*

Directamente da Roménia, Collective é um documentário que expõe as fraquezas e pecados de um Estado corrupto e doente. O realizador Alexander Nanau leva-nos aos bastidores da política e de uma investigação jornalística na sequência de um caso arrepiante.

"O filme recupera a história do incêndio na discoteca Colectiv de Bucareste, em 2015, que provocou 27 mortos e 180 feridos. Após o incêndio, várias vítimas de queimaduras começaram a morrer nos hospitais por feridas que não eram fatais. Collective acompanha a equipa de jornalistas de investigação do Gazeta Sporturilor que revela uma fraude no sistema de saúde da Roménia, que enriqueceu empresários e políticos, ao mesmo tempo que provocava a morte a cidadãos inocentes."

Um jornal desportivo desenvolve uma grande investigação em torno das falhas dos hospitais públicos romenos, após a tragédia da discoteca Colectiv. Nem os jornalistas, nem nós espectadores, imaginávamos o que viriam a descobrir. O realizador Alexander Nanau acompanha de perto o trabalho dos três jornalistas na redacção, pesquisa, conferências de imprensa, reuniões e telefonemas com fontes, com acesso privilegiado à informação e às imagens e testemunhos chocantes que se vão reunindo. Se, por um lado, Nanau consegue a confiança dos jornalistas, também do outro lado da barricada as portas se abrem, quando o novo ministro da saúde - o tecnocrata Vlad Voiculescu - toma posse. Entre os dois lados, cruzam-se também os sobreviventes da tragédia e os familiares das vítimas, que só querem que nada disto volte a acontecer.

À medida que a investigação se desenrola, mais inacreditável a realidade se torna, com subornos, um aparente suicídio, pressão de todas as facções da sociedade, ameaças e revelações cada vez mais macabras e decadentes. Os esforços dos jornalistas e do novo ministro da saúde - que lutam contra um sistema de saúde e político corrompido e sem humanidade a todos os níveis - parecem minados por sensacionalismo e uma oposição a jogar ao ataque.

O documentário de Alexander Nanau regista intimamente cada passo e expõe-no ao mundo com seriedade e crueza. Collective é ele próprio a desconstrução da podridão de um sistema que coloca o dinheiro acima da vida - sem vergonha nem remorsos -; é uma arma pela verdade e pela humanidade.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Oscars 2021: Melhor Filme

Para finalizar a análise aos nomeados, eis as oito longas-metragens na corrida para o Oscar de Melhor Filme. No geral, temos um grupo com qualidade e competência, mas longe de ser um conjunto estrondoso. Há dois filmes muito bons, seguidos de perto por outros dois. Há um dos nomeados que se destaca pela negativa - um filme fraco que não merece a nomeação. Sentem-se as ausências de títulos como Another Round, Malcolm & Marie ou mesmo One Night in Miami..., que poderiam ocupar alguns dos lugares da lista de nomeados de 2021.

Mas é tudo uma questão de votos dos membros da Academia e de opinião. Aí ficam os nomeados para o Oscar de Melhor Filme, por ordem de preferência.

1. Sound of Metal (Amazon Studios)

Sound of Metal, de Darius Marder, leva-nos numa experiência sensorial ao universo da surdez. A violenta viagem que o realizador nos propõe é um confronto de emoções, ruídos e silêncio absoluto, numa aprendizagem permanente e restruturação pessoal total para voltar a viver. E mesmo sem ouvir, a música pode continuar presente - tal como a esperança.

2. O Pai / The Father (Sony Pictures Classics)
 

O Pai aborda uma história simples e realista de envelhecimento e perda - de faculdades, de memórias, de laços... -, mas igualmente de dedicação e mágoa de uma filha. Zeller cria um drama desolador, pincelado por momentos de humor requintado, porque na tristeza também se encontram alguns sorrisos e amparo. O filme é cruel na realidade que retrata, mas é igualmente humanizador na forma como o faz.

3. Nomadland - Sobreviver na América (Searchlight Pictures)

Chloé Zhao criou um road movie melancólico e realista, que convida à introspecção, enquanto viajamos estrada fora pelas planícies sem fim do Oeste dos EUA. Para além da crítica socio-político, o filme apela ao autoconhecimento, à relação dos humanos com a perda e à harmonia entre o Homem e a Natureza.

4. Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (Focus Features)

Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador. Um revenge movie no seu esplendor, com características que o tornam singular: provocador, sensual, feminino, delicado e inteligente (menos o seu final!). 

5. Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7 (Netflix)

Entre vinganças políticas, muita violência e um juiz incapaz de imparcialidade, constrói-se a acção de Os 7 de Chicago. Através do elenco que dá vida ao filme, Aaron Sorkin faz-nos olhar para o passado, através destas personagens, e constatar como há ainda tanto a fazer política e socialmente e, afinal, tão pouco mudou desde 1968.

6. Mank (Netflix)


David Fincher 
criou em Mank uma homenagem a um homem e a uma era do Cinema - os anos 30 do século XX. O processo de criação de Citizen Kane dá o mote para a exploração - em jeito de guião - do universo dos estúdios, numa Hollywood a sentir as sequelas da grande crise de 1929. Para além do retrato histórico, a longa-metragem destaca-se por ser tecnicamente irrepreensível, num excelente trabalho de som, fotografia e direcção artística.

7. Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 


Shaka King capta bem o ambiente de desconfiança, chantagem e medo que rodeava Fred Hampton e os que lhe eram próximos. A perseguição cerrada por parte do FBI, injustiças e contradições são denunciadas no grande ecrã, num resultado dinâmico e honroso para a memória de Hampton. O filme reúne bons momentos de acção, e é mais um retrato da brutalidade policial contra os afro-americanos e do racismo endémico dos EUA. Os discursos de Fred Hampton são apresentados com a grandiosidade que merecem, graças também à interpretação de Daniel Kaluuya

8. Minari (A24) 


Sensível mas nada provocador ou disruptivo, o filme de Lee Isaac Chung baseia-se na sua própria infância com a família, numa quinta no Arkansas. Não há nada de realmente novo em Minari: temos um drama familiar, uma família imigrante em busca de uma vida melhor nos EUA, a ideia do sonho americano frustrado sempre presente, a solidão e tentativa de integração na comunidade, o casamento em crise e a relação afectuosa entre avó e netos. Não há nenhum rasgo de inspiração. O realizador cria uma história simples, focada nas personagens e no ambiente que as rodeia e põe-nas à prova, repetidamente.