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quarta-feira, 13 de abril de 2022

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2021

Em mais um Dia Internacional do Beijo, fizemos a selecção de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

Se grande parte do ano de 2021 continuou a manter-nos afastados, o cinema tentou compensar q.b. a falta de beijos e abraços, uns mais apaixonados que outros, mas todos dignos de destaque.

Malcolm & Marie (2021): John David Washington (Malcolm) e Zendaya (Marie)


Undine (2020): Paula Beer (Undine) e Franz Rogowski (Christoph)


Uma Miúda Com Potencial / Promising Young Woman (2020): Carey Mulligan (Cassandra) e Bo Burnham (Ryan)


Estados Unidos vs. Billie Holiday / The United States vs. Billie Holiday (2021): Andra Day (Billie Holiday) e Trevante Rhodes (Jimmy Fletcher)


A Lenda do Cavaleiro Verde / The Green Knight (2021): Dev Patel (Gawain) e Joel Edgerton (The Lord)




A Ilha de Bergman / Bergman Island (2021): Mia Wasikowska (Amy) e Anders Danielsen Lie (Joseph)


A Noite Passada em Soho / Last Night in Soho (2021): Thomasin McKenzie (Eloise), Anya Taylor-Joy (Sandie) e Matt Smith (Jack)


The Card Counter: O Jogador (2021): Oscar Isaac (William Tell) e Tiffany Haddish (La Linda)


Benedetta (2021): Virginie Efira (Benedetta) e Daphne Patakia (Bartolomea)


Casa Gucci / House of Gucci (2021): Lady Gaga (Patrizia Reggiani) e Adam Driver (Maurizio Gucci)


West Side Story (2021): Ansel Elgort (Tony) e Rachel Zegler (María)


West Side Story (2021): Ariana DeBose (Anita) e David Alvarez (Bernardo)


Licorice Pizza (2021): Alana Haim (Alana) e Cooper Hoffman (Gary)

sábado, 15 de janeiro de 2022

Os Melhores do Ano: Top 20 [10.º - 1.º] #2021

Depois da primeira parte do TOP 20 de 2021 do Hoje Vi(vi) um Filme, revelamos agora os dez lugares cimeiros. Há uma certa melancolia latente nestes títulos, a alguns junta-se-lhe a revolta, a outros a saudade. 

Eis os meus 10 favoritos de 2021 (estreados no circuito comercial de cinema e streaming, em Portugal). 

10.º Pig - A Viagem de Rob, de Michael Sarnoski (2021)

Pig - A Viagem de Rob é a primeira longa-metragem de Michael Sarnoski, um filme cru e melancólico sobre solidão, perda e amor incondicional.


9.º Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman, de Emerald Fennell (2020)

Através da protagonista, Cassie, o filme de Emerald Fennell quer fazer justiça, enquanto joga, ironicamente, com a culpabilização da vítima e o elogio do criminoso. Do título às situações retratadas, Uma Miúda Com Potencial tudo discorre em redor de abusos e da noção de consentimento. O argumento constrói-se a partir daí e, dividido em vários actos, é inesperado até ao fim (mesmo que ambicionássemos uma conclusão bem mais inspirada).


8.º A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (2020)

O mergulho nas memórias que uma casa guarda, ao longo de décadas de vida em comum, traz razões, reflexão, imaginação. E o ciclo da vida, que por vezes se repete, mesmo que de formas distintas, pode unir na dor e na experiência. O papel da Mãe na vida dos filhos; uma mãe árvore, qual mãe Natureza; a incapacidade de qualquer filho lidar com a ausência da figura materna, e a luta que trava com essa ideia; este filme transforma-se e transforma as emoções de quem o vê, tal como a antiga invenção de uma "metamorfose dos pássaros", que tranquiliza e apazigua tudo o que é impossível de explicar.


7.º Undine, de Christian Petzold (2020)

O tom trágico do cinema de Christian Petzold vem-se firmando em cada filme, alcançando uma aura mitológica e mágica no mais recente Undine. A dualidade de significados paira desde o início, num filme desafiante e encantador.


6.º O Poder do Cão / The Power of the Dog, de Jane Campion (2021)

Para além das vacas e de homens a cavalo (ou dos índios que aqui surgem em paz, longe de ser uma ameaça), há pouco de western no filme de Jane Campion. Em jogo estão relações interpessoais, que vão do amor à humilhação, da provocação à cumplicidade. Em redor da narrativa, está ainda aquilo que a sociedade espera de cada um, segundo as convenções da época; já quem vive fora da norma, o outsider naquele local, pode ser facilmente a vítima - ou o predador.


5.º O Pai / The Father, de Florian Zeller (2020)

O Pai aborda uma história simples e realista de envelhecimento e perda - de faculdades, de memórias, de laços... -, mas igualmente de dedicação e mágoa de uma filha. Zeller cria um drama desolador, pincelado por momentos de humor requintado, porque na tristeza também se encontram alguns sorrisos e amparo.


4.º Mães Paralelas / Madres paralelas, de Pedro Almodóvar (2021)

Pedro Almodóvar regressa às mulheres do seu Cinema, enquanto também recupera a memória do povo espanhol, que muitos querem que o tempo apague. Em Mães Paralelas, os laços de sangue e a herança histórica andam de mãos dadas.


3.º The Card Counter: O Jogador, de Paul Schrader (2021)

Tell não se comanda pela sorte ao jogo. Para ele, à mesa do casino, contam-se as cartas e joga-se com o bluff, sabendo sair no momento certo. Já na vida real, nem sempre é possível. Em The Card Counter: O Jogador não há santos, mas existe um muito forte desejo de redenção.


2.º Colectiv - Um Caso de Corrupção / Collective, de Alexander Nanau (2019)

Directamente da Roménia, Colectiv é um documentário que expõe as fraquezas e pecados de um Estado corrupto e doente. O realizador Alexander Nanau leva-nos aos bastidores da política e de uma investigação jornalística na sequência de um caso arrepiante.


1.º Mais Uma Rodada / Druk, de Thomas Vinterberg (2020)

Thomas Vinterberg convida-nos para um copo, para que o álcool de Mais Uma Rodada (Druk / Another Round) nos leve a uma reflexão sobre a vontade de viver. Esta ideia aparentemente louca não provoca ressacas, pelo contrário, é capaz de nos divertir e comover, na mesma medida.

domingo, 2 de maio de 2021

Sugestão da Semana #453

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana regressa com um destaque duplo - tantos meses com salas fechadas, há que compensar. Mais uma Rodada e Uma Miúda com Potencial (ambos vencedores de um Oscar, de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Argumento Original, respectivamente) convidam-nos a ir ao cinema.



Ficha Técnica:
Título Original: Druk / Another Round
Realizador: Thomas Vinterberg
Elenco:  Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Magnus Millang, Lars Ranthe, Maria Bonnevie, Helene Reingaard Neumann
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/14
Duração: 117 minutos




Ficha Técnica:
Título Original: Promising Young Woman
Realizadora: Emerald Fennell
Elenco: Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Adam Brody, Connie Britton, Jennifer Coolidge, Laverne Cox, Alfred Molina
Género: Crime, Drama, Thriller
Classificação: M/16
Duração: 113 minutos

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Estreias da Semana #453

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses quatro novos filmes, para além da reposição de Cerimónia Secreta, de Joseph Losey. No streaming também se contam algumas estreias.

Martin e três colegas, professores cansados do ensino secundário, embarcam numa experiência com base na teoria de que o ser humano devia nascer com uma pequena quantidade de álcool no sangue e que a embriaguez moderada abre as mentes para o mundo ao redor, diminuindo os problemas e aumentando a criatividade. Se Churchill venceu a Segunda Guerra Mundial ébrio, quem sabe o que alguns copos podem fazer por eles e pelos seus alunos? Os resultados iniciais são positivos e o pequeno projecto dos professores transforma-se num estudo académico sério.

Manual da Boa Esposa (2020)
La Bonne Épouse
Durante décadas, a escola de ciência doméstica Boersch, na Alsácia, treina as suas jovens estudantes para se tornarem esposas modelo. Mas em vésperas do maio de 68, a tarefa torna-se complicada para a diretora Paulette van Der Beck, que, além do mais, vê o primeiro grande amor da sua vida regressar de forma inesperada.

O Começo (2020)
Dasatskisi
Yana vive com o marido, David, e com o filho, George, numa comunidade de Testemunhas de Jeová, situada nas montanhas da Geórgia. Quando são atacados por um grupo extremista,  confrontam-se com uma escolha entre o medo e o desejo de justiça. No meio do conflito, o mundo familiar de Yana desfaz-se lentamente e o seu descontentamento interior aumenta à medida que luta por dar sentido aos seus desejos.

Todos pensavam que Cassie (Carey Mulligan) era uma miúda com potencial. Até que uma misteriosa tragédia  arruína o seu futuro. Agora, nada na vida da Cassie é o que parece: perversamente inteligente, tentadoramente astuta, assume uma vida secreta durante a noite e um encontro surpreendente está prestes a dar-lhe a oportunidade de vingar o passado.

Netflix Portugal
Estreia a 29 de Abril:

Sussurros das Trevas (2021)
Things Heard & Seen
Um casal de Manhattan muda-se para uma casa histórica em Hudson Valley, onde acaba por descobrir que o seu casamento está envolto por uma penumbra tão sinistra quanto a que envolve a história da nova casa.

Estreia a 30 de Abril:

Os Mitchell Contra as Máquinas (2021)
The Mitchells vs. The Machines
Katie Mitchell é aceite na escola de cinema dos seus sonhos, mas os seus planos de se juntar rapidamente à malta da universidade vão por água abaixo quando o seu pai Rick, amante da natureza, decide fazer uma derradeira viagem em família e levar Kate de carro. Com eles, vai o resto da família. A mãe, Linda, o irmãozinho Aaron e o gordinho pug Monchi. De repente, os planos dos Mitchell são interrompidos por uma revolta tecnológica. Pelo mundo fora, os dispositivos eletrónicos - telefones, eletrodomésticos e uma linha inovadora de robôs pessoais - decidem que é hora de assumir o controlo. Com a ajuda de dois simpáticos robôs defeituosos, a família Mitchell terá de superar os seus problemas e trabalhar em conjunto para salvar o mundo.

The Disciple (2020)
Um homem dedicou a vida a tornar-se vocalista de música clássica indiana, esforçando-se para seguir as tradições e a disciplina dos antigos mestres, do seu guru e do pai. Mas com o passar dos anos, começa a questionar se será realmente possível alcançar o nível de excelência que ele persegue.

Amazon Prime Video
Estreia a 30 de Abril:

Without Remorse (2021)
Um esquadrão de soldados russos mata a família do militar dos SEAL John Kelly (Michael B. Jordan), em retaliação pelo seu papel numa operação ultrassecreta. Kelly persegue os assassinos a todo custo, unindo forças com um camarada dos SEAL (Jodie Turner-Smith) e com um sombrio agente da CIA (Jamie Bell). Involuntariamente, Kelly expõe uma conspiração secreta que ameaça envolver os EUA e a Rússia. Dividido entre a honra pessoal e a lealdade ao seu país, Kelly luta sem remorsos e tenta evitar o desastre ao revelar as identidades dos poderosos conspiradores. Baseado nos livros de Tom Clancy.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Crítica: Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (2020)

"Can you guess what every woman's worst nightmare is?"

Cassie

*8/10*

Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador.

A sinopse é simples e directa: "Uma jovem assombrada por uma tragédia no seu passado, vinga-se nos homens que tenham o azar de se cruzar com ela."


Um revenge movie no seu esplendor, com características que o tornam singular: provocador, sensual, feminino, delicado e inteligente. Uma Miúda Com Potencial destaca-se da multidão de filmes do género pela personalidade forte e pelo confronto constante aos preconceitos da sociedade actual - ainda tão machista -, através de atitudes, valores e, principalmente, dos crimes de violação e assédio sexual tão escrutinados nesta obra. 

Através da protagonista, Cassie, o filme de Emerald Fennell quer fazer justiça, enquanto joga, ironicamente, com a culpabilização da vítima e o elogio do criminoso. Do título às situações retratadas, Uma Miúda Com Potencial tudo discorre em redor de abusos e da noção de consentimento. O argumento constrói-se a partir daí e, dividido em vários actos, é inesperado até ao fim (mesmo que ambicionássemos uma conclusão bem mais inspirada).


Uma Miúda Com Potencial é um filme cheio de cor em contraste com a dor que suga a vitalidade e a vontade de viver de Cassie. Obviamente, reconhecemos que a nossa protagonista tem sérios problemas psicológicos, resultado do trauma que sofreu há alguns anos. Consome-se, definha psicologicamente e revela traços de sociopatia. Carey Mulligan revela-se surpreendente na pele desta personagem vingativa e corajosa. A aparente fragilidade e delicadeza da actriz, bem como a forma como é capaz de se transformar enquanto Cassie, fazem dela a mais acertada escolha para o papel.

E a par da direcção artística, da fotografia e do guarda-roupa cheios de cor (onde o rosa abunda), tão harmoniosos de dia, tão decadentes à noite, também a banda sonora tem um papel fulcral na formação da identidade do filme, aparentemente inocente e pop, mas muito mais agressivo e inteligente. Eis que encontramos Downhill Lullaby, de Sky Ferreira, Stars Are Blind, de Paris Hilton, versões de Toxic (Britney Spears) ou It's Raining Men, entre outros temas certeiros.


Eis a garra feminista, sem medos ou vergonha, que retrata a maioria das personagens masculinas como pouco inteligentes, enfrenta os piropos ordinários e traça o seu caminho contra as expectativas dos outros. Uma estreia ousada para Emerald Fennell. Que continue a criar boas histórias e quebrar tabus.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Oscars 2021: Vencedores

A 93.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite de Domingo, 25 de Abril, num formato e contexto diferentes, devido à pandemia. Por aqui, estivemos a actualizar os vencedores em tempo real, como de costume.

Algumas surpresas - em especial nas categorias de actores principais - e um leque de prémios bem distribuídos, com Nomadland a sobressair com três Oscars: Melhor Filme, Melhor Actriz e Melhor Realizadora.


Aqui fica a lista completa de vencedores:

Melhor Filme
The Father (Sony Pictures Classics) 
Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 
Mank (Netflix) 
Minari (A24) 
Nomadland (Searchlight Pictures) 
Promising Young Woman (Focus Features) 
Sound of Metal (Amazon Studios) 
The Trial of the Chicago 7 (Netflix) 

Melhor Actor
Riz Ahmed (Sound of Metal) 
Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom) 
Anthony Hopkins (The Father) 
Gary Oldman (Mank) 
Steven Yeun (Minari) 

Melhor Actriz
Viola Davis (Ma Rainey’s Black Bottom) 
Andra Day (The United States v. Billie Holiday) 
Vanessa Kirby (Pieces of a Woman) 
Frances McDormand (Nomadland) 
Carey Mulligan (Promising Young Woman) 

Melhor Actor Secundário
Sacha Baron Cohen (The Trial of the Chicago 7) 
Daniel Kaluuya (Judas and the Black Messiah) 
Leslie Odom Jr. (One Night in Miami) 
Paul Raci (Sound of Metal) 
Lakeith Stanfield (Judas and the Black Messiah)

Melhor Actriz Secundária 
Maria Bakalova (Borat Subsequent Moviefilm) 
Glenn Close (Hillbilly Elegy) 
Olivia Colman (The Father) 
Amanda Seyfried (Mank) 
Youn Yuh-jung (Minari) 

Melhor Realizador
Thomas Vinterberg (Another Round)
David Fincher (Mank) 
Lee Isaac Chung (Minari) 
Chloé Zhao (Nomadland) 
Emerald Fennell (Promising Young Woman) 

Melhor Argumento Original
Judas and the Black Messiah, Will Berson, Shaka King, Keith Lucas, Kenneth Lucas 
Minari, Lee Isaac Chung 
Promising Young Woman, Emerald Fennell 
Sound of Metal, Abraham Marder, Darius Marder, Derek Cianfrance 
The Trial of the Chicago 7, Aaron Sorkin 

Melhor Argumento Adaptado
Borat Subsequent Moviefilm, Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Jena Friedman, Anthony Hines, Lee Kern, Dan Mazer, Nina Pedrad, Erica Rivinoja, Dan Swimer 
The Father, Christopher Hampton, Florian Zeller 
Nomadland, Chloé Zhao 
One Night in Miami, Kemp Powers 
The White Tiger, Ramin Bahrani 

Melhor Filme de Animação
Onward (Pixar) 
Over the Moon (Netflix) 
Shaun the Sheep Movie: Farmageddon (Netflix) 
Soul (Pixar) 
Wolfwalkers (Apple TV Plus/GKIDS) 

Melhor Filme Estrangeiro
Another Round (Dinamarca) 
Better Days (Hong Kong)
Collective (Roménia) 
The Man Who Sold His Skin (Tunísia)
Quo Vadis, Aida? (Bósnia e Herzegovina) 

Melhor Fotografia
Judas and the Black Messiah, Sean Bobbitt 
Mank, Erik Messerschmidt 
News of the World, Dariusz Wolski 
Nomadland, Joshua James Richards 
The Trial of the Chicago 7, Phedon Papamichael 

Melhor Montagem
The Father, Yorgos Lamprinos
Nomadland, Chloé Zhao 
Promising Young Woman, Frédéric Thoraval 
Sound of Metal, Mikkel E.G. Nielsen 
The Trial of the Chicago 7, Alan Baumgarten 

Melhor Design de Produção
The Father, Peter Francis, Cathy Featherstone 
Ma Rainey’s Black Bottom, Mark Ricker, Karen O’Hara, Diana Stoughton 
Mank, Donald Graham Burt, Jan Pascale 
News of the World, David Crank, Elizabeth Keenan 
Tenet, Nathan Crowley, Kathy Lucas 

Melhor Guarda-Roupa
Emma, Alexandra Byrne 
Mank, Trish Summerville 
Ma Rainey’s Black Bottom, Ann Roth 
Mulan, Bina Daigeler 
Pinocchio, Massimo Cantini Parrini

Melhor Caracterização
Emma, Marese Langan 
Hillbilly Elegy, Eryn Krueger Mekash, Patricia Dehaney, Matthew Mungle 
Ma Rainey’s Black Bottom, Matiki Anoff, Mia Neal, Larry M. Cherry 
Mank, Kimberley Spiteri, Gigi Williams 
Pinocchio, Dalia Colli, Anna Kieber, Sebastian Lochmann, Stephen Murphy 

Melhor Banda Sonora Original
Da 5 Bloods, Terence Blanchard 
Mank, Trent Reznor, Atticus Ross 
Minari, Emile Mosseri 
News of the World, James Newton Howard 
Soul, Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste 

Melhor Canção Original
Fight for You, (Judas and the Black Messiah), Música: H.E.R. e Dernst Emile II; Letra: H.E.R. e Tiara Thomas
Hear My Voice, (The Trial of the Chicago 7), Música: Daniel Pemberton; Letra: Daniel Pemberton e Celeste Waite
Húsavík, (Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga), Música e Letra: Savan Kotecha, Fat Max Gsus e Rickard Göransson
Io Si (Seen), (The Life Ahead), Música: Diane Warren; Letra: Diane Warren e Laura Pausini
Speak Now, (One Night in Miami...), Música e Letra: Leslie Odom, Jr. e Sam Ashworth

Melhor Som
Greyhound, Odin Benitez, Jason King, Christian P. Minkler, Michael Minkler, Jeff Sawyer 
Mank, Ren Klyce, Jeremy Molod, David Parker, Nathan Nance, Drew Kunin 
News of the World, John Pritchett, Mike Prestwood Smith, William Miller, Oliver Tarney, Michael Fentum 
Soul, Coya Elliott, Ren Klyce, David Parker, Vince Caro 
Sound of Metal, Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana 

Melhores Efeitos Visuais
Love and Monsters, Matt Sloan, Genevieve Camilleri, Matt Everitt, Brian Cox
The Midnight Sky, Matt Kasmir, Chris Lawrence, Dave Watkins, Max Solomon 
Mulan, Sean Faden, Anders Langlands, Seth Maury, Steve Ingram 
The One and Only Ivan, Nick Davis, Greg Fisher, Ben Jones, Santiago Colomo Martinez 
Tenet, Andrew Jackson, Andrew Lockley, Scott R. Fisher, Mike Chambers 

Melhor Documentário
Collective (Magnolia Pictures and Participant), Alexander Nanau e Bianca Oana
Crip Camp (Netflix), Nicole Newnham, Jim LeBrecht e Sara Bolder
The Mole Agent (Gravitas Ventures), Maite Alberdi e Marcela Santibáñez
My Octopus Teacher (Netflix), Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Time (Amazon Studios), Garrett Bradley, Lauren Domino e Kellen Quinn

Melhor Curta Documental
Colette (Time Travel Unlimited), Anthony Giacchino e Alice Doyard
A Concerto Is a Conversation (Breakwater Studios), Ben Proudfoot e Kris Bowers
Do Not Split (Field of Vision), Anders Hammer e Charlotte Cook
Hunger Ward (MTV Documentary Films), Skye Fitzgerald e Michael Scheuerman
A Love Song for Latasha (Netflix), Sophia Nahli Allison e Janice Duncan

Melhor Curta de Animação
Burrow (Disney Plus/Pixar), Madeline Sharafian e Michael Capbarat
Genius Loci (Kazak Productions), Adrien Mérigeau e Amaury Ovise
If Anything Happens I Love You (Netflix), Will McCormack e Michael Govier
Opera (Beasts and Natives Alike), Erick Oh
Yes-People (CAOZ hf. Hólamói), Gísli Darri Halldórsson e Arnar Gunnarsson

Melhor Curta
Feeling Through, Doug Roland e Susan Ruzenski
The Letter Room, Elvira Lind e Sofia Sondervan
The Present, Farah Nabulsi
Two Distant Strangers, Travon Free e Martin Desmond Roe
White Eye, Tomer Shushan e Shira Hochman


*Artigo actualizado às 04h32 de 26 de Abril de 2021.

sábado, 24 de abril de 2021

Spirit Awards 2021: Vencedores

Os vencedores dos Film Independent Spirit Awards 2021 foram anunciados no passado dia 22 de Abril. Nomadland foi o grande vencedor da 36.ª edição dos prémios do cinema independente.

Conhece os vencedores nas várias categorias:

Melhor Filme

NOMADLAND

FIRST COW

MA RAINEY’S BLACK BOTTOM

MINARI

NEVER RARELY SOMETIMES ALWAYS


Melhor Primeiro Filme

SOUND OF METAL 

I CARRY YOU WITH ME

THE FORTY-YEAR-OLD VERSION

MISS JUNETEENTH

NINE DAYS


Melhor Realizador

Chloé Zhao, Nomadland

Lee Isaac Chung, Minari

Emerald Fennell, Promising Young Woman

Eliza Hittman, Never Rarely Sometimes Always

Kelly Reichardt, First Cow


Melhor Actriz

Carey Mulligan, Promising Young Woman

Nicole Beharie, Miss Juneteenth

Viola Davis, Ma Rainey’s Black Bottom

Sidney Flanigan, Never Rarely Sometimes Always

Julia Garner, The Assistant

Frances McDormand, Nomadland


Melhor Actor

Riz Ahmed, Sound of Metal 

Chadwick Boseman, Ma Rainey’s Black Bottom

Adarsh Gourav, The White Tiger

Rob Morgan, Bull

Steven Yeun, Minari


Melhor Actriz Secundária

Yuh-Jung Youn, Minari 

Alexis Chikaeze, Miss Juneteenth

Yeri Han, Minari

Valerie Mahaffey, French Exit

Talia Ryder, Never Rarely Sometimes Always


Melhor Actor Secundário

Paul Raci, Sound of Metal

Colman Domingo, Ma Rainey’s Black Bottom

Orion Lee, First Cow

Glynn Turman, Ma Rainey’s Black Bottom

Benedict Wong, Nine Days


Melhor Filme Internacional

QUO VADIS, AIDA? (Bósnia e Herzegovina)

BACURAU (Brasil)

THE DISCIPLE (Índia)

NIGHT OF THE KINGS (Costa do Marfim)

PREPARATIONS TO BE TOGETHER FOR AN UNKNOWN PERIOD OF TIME (Hungria)


Melhor Argumento

Emerald Fennell, Promising Young Woman 

Lee Isaac Chung, Minari

Eliza Hittman, Never Rarely Sometimes Always

Mike Makowsky, Bad Education

Alice Wu, The Half of It


Melhor Primeiro Argumento

Andy Siara, Palm Springs 

Kitty Green, The Assistant

Noah Hutton, Lapsis

Channing Godfrey Peoples, Juneteenth

James Sweeney, Straight Up


Melhor Documentário

CRIP CAMP 

COLLECTIVE

DICK JOHNSON IS DEAD

THE MOLE AGENT

TIME


Prémio John Cassavetes (para o melhor filme feito com menos de 500 mil dólares)

RESIDUE 

THE KILLING OF TWO LOVERS

LA LEYENDA NEGRA

LINGUA FRANCA

SAINT FRANCES


Melhor Fotografia

Joshua James Richards, Nomadland 

Jay Keitel, She Dies Tomorrow

Shabier Kirchner, Bull

Michael Latham, The Assistant

Hélène Louvart, Never Rarely Sometimes Always


Melhor Montagem

Chloé Zhao, Nomadland 

Andy Canny, The Invisible Man

Scott Cummings, Never Rarely Sometimes Always

Merawi Gerima, Residue

Enat Sidi, I Carry You With Me


Podes consultar a lista completa de vencedores em https://www.filmindependent.org/spirit-awards/nominees/.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Oscars 2021: Melhor Filme

Para finalizar a análise aos nomeados, eis as oito longas-metragens na corrida para o Oscar de Melhor Filme. No geral, temos um grupo com qualidade e competência, mas longe de ser um conjunto estrondoso. Há dois filmes muito bons, seguidos de perto por outros dois. Há um dos nomeados que se destaca pela negativa - um filme fraco que não merece a nomeação. Sentem-se as ausências de títulos como Another Round, Malcolm & Marie ou mesmo One Night in Miami..., que poderiam ocupar alguns dos lugares da lista de nomeados de 2021.

Mas é tudo uma questão de votos dos membros da Academia e de opinião. Aí ficam os nomeados para o Oscar de Melhor Filme, por ordem de preferência.

1. Sound of Metal (Amazon Studios)

Sound of Metal, de Darius Marder, leva-nos numa experiência sensorial ao universo da surdez. A violenta viagem que o realizador nos propõe é um confronto de emoções, ruídos e silêncio absoluto, numa aprendizagem permanente e restruturação pessoal total para voltar a viver. E mesmo sem ouvir, a música pode continuar presente - tal como a esperança.

2. O Pai / The Father (Sony Pictures Classics)
 

O Pai aborda uma história simples e realista de envelhecimento e perda - de faculdades, de memórias, de laços... -, mas igualmente de dedicação e mágoa de uma filha. Zeller cria um drama desolador, pincelado por momentos de humor requintado, porque na tristeza também se encontram alguns sorrisos e amparo. O filme é cruel na realidade que retrata, mas é igualmente humanizador na forma como o faz.

3. Nomadland - Sobreviver na América (Searchlight Pictures)

Chloé Zhao criou um road movie melancólico e realista, que convida à introspecção, enquanto viajamos estrada fora pelas planícies sem fim do Oeste dos EUA. Para além da crítica socio-político, o filme apela ao autoconhecimento, à relação dos humanos com a perda e à harmonia entre o Homem e a Natureza.

4. Uma Miúda com Potencial / Promising Young Woman (Focus Features)

Uma Miúda Com Potencial (Promising Young Woman) é um thriller em tons de rosa, onde Carey Mulligan encarna a vingança feminista. A estreia de Emerald Fennell na realização de longas-metragens alia a angústia ao humor sarcástico, num resultado extremamente desafiador. Um revenge movie no seu esplendor, com características que o tornam singular: provocador, sensual, feminino, delicado e inteligente (menos o seu final!). 

5. Os 7 de Chicago / The Trial of the Chicago 7 (Netflix)

Entre vinganças políticas, muita violência e um juiz incapaz de imparcialidade, constrói-se a acção de Os 7 de Chicago. Através do elenco que dá vida ao filme, Aaron Sorkin faz-nos olhar para o passado, através destas personagens, e constatar como há ainda tanto a fazer política e socialmente e, afinal, tão pouco mudou desde 1968.

6. Mank (Netflix)


David Fincher 
criou em Mank uma homenagem a um homem e a uma era do Cinema - os anos 30 do século XX. O processo de criação de Citizen Kane dá o mote para a exploração - em jeito de guião - do universo dos estúdios, numa Hollywood a sentir as sequelas da grande crise de 1929. Para além do retrato histórico, a longa-metragem destaca-se por ser tecnicamente irrepreensível, num excelente trabalho de som, fotografia e direcção artística.

7. Judas and the Black Messiah (Warner Bros.) 


Shaka King capta bem o ambiente de desconfiança, chantagem e medo que rodeava Fred Hampton e os que lhe eram próximos. A perseguição cerrada por parte do FBI, injustiças e contradições são denunciadas no grande ecrã, num resultado dinâmico e honroso para a memória de Hampton. O filme reúne bons momentos de acção, e é mais um retrato da brutalidade policial contra os afro-americanos e do racismo endémico dos EUA. Os discursos de Fred Hampton são apresentados com a grandiosidade que merecem, graças também à interpretação de Daniel Kaluuya. 

8. Minari (A24) 


Sensível mas nada provocador ou disruptivo, o filme de Lee Isaac Chung baseia-se na sua própria infância com a família, numa quinta no Arkansas. Não há nada de realmente novo em Minari: temos um drama familiar, uma família imigrante em busca de uma vida melhor nos EUA, a ideia do sonho americano frustrado sempre presente, a solidão e tentativa de integração na comunidade, o casamento em crise e a relação afectuosa entre avó e netos. Não há nenhum rasgo de inspiração. O realizador cria uma história simples, focada nas personagens e no ambiente que as rodeia e põe-nas à prova, repetidamente.